quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Mais um dia na revolução indígena brasileira


Caros amigos participantes, leitores e curiosos desse Blog:

Ontem estive fora do ar quase todo o dia, não podendo dar notícias e fazer comentários sobre o que estava acontecendo no movimento indígena de raiz que está revolucionando a questão indígena brasileira e está ocorrendo simultaneamente em Brasília e em outras partes do país.

Não vi ainda as cenas de embate entre o grupo de índios Kayapó e os Xavante que lhe fizeram resistência. Segundo todos os relatos colhidos, os Kayapó queriam entrar na Funai, de qualquer jeito, à força se fosse, tendo à frente o funcionário administrativo da Casa, José Raimundo Lopes, para obter algum documento que confirmasse o acordo feito no dia anterior com o atual (e, em breve, defenestrado) presidente da Funai. Que documento poderia ser esse que estivesse acima do decreto presidencial que extinguiu 22 AERs, inclusive a deles, Redenção, no sudeste do Pará? Ludibriados maliciosamente por um acordo espúrio, os Kayapó quiseram forçar a entrada, mas foram barrados pela determinação dos Xavante e dos demais indígenas presentes. Resultado: uma cena de luta corporal à base de bordunadas, com a consequência física de algumas hematomas divididas entre os combatentes e um índio Xavante ferido duramente (e esperamos não seriamente) na cabeça.

Resultado físico de sangue derramado na calçada da Funai. Resultado político-cultural incomensurável. A comoção que tomou conta dos presentes foi imensa e dramática. Houve choro e gritos, nervosismo e quase pânico. Velhos e calejados caciques presentes estavam estarrecidos por muitos motivos que calculam darão em consequências políticas e culturais graves no relacionamento entre os povos indígenas brasileiros. Mas também, no semblante de alguns que as fotos mostram, parece haver uma serenidade de quem sabe que a vida é assim, de lutas, porém cientes de que o dilema político-cultural é possível de ser contornado.

Na imprensa a notícia caiu de forma estapafúrdia e por vezes maldosa. O jornal eletrônico G1 entrevistou alguém da Funai, um antropólogo do grupo que está no poder, por certo, que pretendeu culpar o incidente em velhas rivalidades indígenas. Eis como fez sua declaração no jargão de antropólogo vulgar:

"Os povos indígenas são completamente diferentes entre si nas suas culturas e tradições. Essas diferenças podem, às vezes, provocar conflitos"

Era só o que faltava: uma disputa interna de dissensão étnica engendrada exclusivamente por uma atitude maliciosa de ludibrio intenta a dividir os povos indígenas – tal como foi feita pela Coroa portuguesa, pelos bandeirantes e preadores de índios e pelo anti-indigenismo tradicional brasileiro – é reduzida a um lugar-comum de aluno de antropologia!

Talvez muitos brasileiros estejam pasmos com o que aconteceu. Por que os índios estão se pegando? E querem alguma explicação razoável. Mas não aqueles revolucionários indígenas que estão participando do movimento. ESTAVA ESTAMPADA NA CARA DE TODOS QUE ERA UMA DISSENSÃO PROVOCADA POR PARTE DA CÚPULA ATUAL DA FUNAI.

Passado um tempo, o movimento indígena de raiz se recompôs, conversou, discutiu, refez sua dinâmica de diálogo e decisão colegiada.

Logo surgiu a mensagem de que uma comissão indígena seria recebida pelo presidente Lula para resolver a questão. Afinal, o presidente acabara de resolver a disputa entre o ministro da Defesa, Nelson Jobim, e o secretário de Direitos Humanos, Paulo Vanucchi, em relação ao decreto sobre o programa de direitos humanos publicado apenas uma semana antes do decreto da reestruturação da Funai. Por que não? Parecia que agora o “cara” iria resolver o caso indígena, pois não?

E lá se foi a comissão indígena, democraticamente eleita em assembleia no auditório da Funai. Até líderes indígenas recém-chegados, como Tabata e Pirakumã, do alto Xingu (que, aliás, aí estava por reconhecer o problema maior de todos os povos indígenas, não o seu em particular) foram rapidamente incorporados ao movimento. Isto é que é espírito revolucionário!

Passados algumas horas em que foram recepcionados por um dos auxiliares do chefe de gabinete do presidente, Gilberto Carvalho, perceberam que não seriam recebidos pelo presidente Lula. Que haviam sido chamados por uma tática protelatória do governo. Chamá-los, não atendê-los, cansá-los.

A comissão retornou e explicou a todos o sucedido. Novas estratégias têm que ser criadas. Não se pode deixar parada uma revolução.

O que acontecerá hoje? A assembleia Indígena do movimento indígena de raiz, que acredito será o embrião de uma verdadeira Assembleia Indígena – tal como sonhada durante a Grande Conferência dos Povos Indígenas de Abril de 2006, cujos resultados político-culturais foram vergonhosamente abandonados pela atual direção (em defenestramento) da Funai, estará deliberando logo mais pela manhã.

O movimento indígena está cercado de amigos, apoiadores, mas também de curiosos. Sem falar nos X9, nos quinta-colunas, que rodeiam o movimento pela periferia, pelos lados, tentando nele se infiltrar, e tramam meios de diminui-lo, desmoralizá-lo e simplesmente acabar com ele. Algumas dessas pessoas escrevem ao Blog em vitupérios atacando indígenas e servidores da Funai. Pensam que se manterão incógnitos, coitados! Porém, não vale a pena lastimar, a história mostra que em todos os movimentos políticos – os que deram certo e os que fracassaram – há suas ratazanas.

Foi prometida à comissão indígena que o presidente Lula a receberá amanhã, sexta-feira, para ouvir os representantes indígenas e resolver a questão. Será? Será que o governo já tem a solução para a questão? Será que terá a humildade presidencial para revogar um decreto por ele assinado? Ou será que não sabe das consequências desse movimento que tomou a Funai em Brasília e está tomando partes da Funai por todo o país? Quem são os responsáveis pelo desatino desse decreto de reestruturação e o que será feito para remediar as consequências do movimento indígena que se criou no bojo da resistência a esse decreto?

Em breve haveremos de saber. Porém só pela força do movimento indígena de raiz, contra esse indigenismo neoliberal e mameluco, é que o resultado virá a ser de benefício permanente para os povos indígenas.

Escrito na madrugada do dia 14 de Janeiro de 2010

18 comentários:

Guilherme disse...

O Presidente e a diretoria da FUNAI são responsáveis por essa ocorrência de conflito entre os indígenas.
Eles precisam responder por isso.
Deturpam a política indigenista.
Precisam ser responsabilizados.

Linda Novaes disse...

Caro Mércio,
novamente estou usando o espaço oferecido pelo seu Blog. O espaço indigenista. O espaço da democracia. E sou grata pela oportunidade de deixar os meus comentários e também pela atualização das matérias... Assim, ficamos inteirados de tudo que acontece é escrito pela mídia.
Como servidora da FUNAI desde 1986 e lotada na Administração Regional de Recife - pude vê-lo, enquanto Presidente da FUNAI, através da televisão, jornais e uma única vez em que esteve aqui na nossa AER. Agora, através do seu Blog, tenho a chance de conhecer bem melhor o seu pensamento enquanto indigenista, antropólogo e homem comprometido com o sofrimento, descaso e até discriminação com os nossos povos indígenas. Acho que você se encaixa perfeitamente num parágrafo do HOMEM DE BEM, segundo Allan Kardec, no Evangelho segundo o Espiritismo: "...O HOMEM DE BEM encontra satisfação nos benefícios que derrama, nos serviços que presta, nos felizes que faz, nas lágrimas que seca, nas consolações que dá aos aflitos... Ele é bom, humano e benevolente para com todos, sem preferência de raças nem de crenças, porque vê irmãos em todos os homens... Esta não é a enumeração de todas as qualidades que distinguem o HOMEM DE BEM, mas todo aquele que se esforce em possuí-las, está no caminho que conduz a todas as outras."
É bom para a FUNAI, para os povos indígenas e para os servidores, saber que um HOMEM DE BEM está na usando o seu Blog para defender à causa indígena do nosso país!
E tomara que o atual presidente da FUNAI tenha coragem e curiosidade de acessar seu Blog e, através dele, tomar conhecimento da insatisfação, antipatia e descompromisso com a história ,com os índios, servidores, Constituição e Estatuto Indígena!

Caetaneando disse...

Bom dia!

Está se tratando de uma guerra e numa guerra, toda estratégia, por mais suja, injusta e ardilosa que seja, será utilizada de acordo com as conveniências.

Os adversários, covardes como são, não medirão esforços para dividir os índios. Seus objetivos de acabar com a FUNAI está muito claro. Não medem as consequências disto. Mesmo que as etnias travem uma guerra entre si.

Lilian Milena disse...

Olá Mércio, gostaria de reforçar o pedido de entrevista, para a Agência Dinheiro Vivo, a respeito do PL sobre a legalização da exploração de recursos naturais em terras indígenas.

(O foco da minha matéria é a situação na Reserva Roosevelt, mas terei que abordar o PL 1610/96, por isso estou tentando entrevistas com antropólogos e representantes da população indígena).

Caso aceite conversar conosco, informe a melhor data e hora para entrarmos em contato para: lilian@advivo.com.br

Abraços,

Lilian Milena,
Agência Dinheiro Vivo
www.blogln.ning.com
www.luisnassif.com.br
Contatos:
Tel.: (11) 3016-2331
Cel.: (11) 8855-9894
lilian@advivo.com.br

Anônimo disse...

Uma coisa é certa, mesmo que os índios não façam valer seus direitos no atual momento, ficará registrado para posteridade não só os nomes dos seus desafetos (Márcio Meira e seus seguidores), bem como a necessidade de no futuro o dirigente máximo do órgão indigenista, ser pessoa previamente aprovada por um colegiado, seja CNPI ou outro qualquer, que tenha representatividade junto as comunidades indígenas.

Se em outros cargos do Governo, leia-se INCRA, Direitos Humanos entre outros, são convidados pessoas que tenham sintonia com com a causa e com aquele seguimento da sociedade, porque não uma pessoa indicada pelo Governo e que tenha o aval das comunidades indígenas para Presidência da FUNAI.

Ainda, porque neste momento o Governo não inova? Nomeia para Presidente da FUNAI um índio, nomeia para Diretor de Assistência um índio, nomeia para Procurador um índio, nomeia para Diretoria Fundiária um índio e, para os demais setores do órgão outros indígenas, logico que as nomeações deverão ter critérios técnicos, o que não será difícil de ser atendido, visto que entre as comunidades indígenas existem excelentes profissionais nas diversas áreas.

É isto, o momento exige algo diferente na politica indigenista Brasileira.

Anônimo disse...

Um dos autores do decreto, Marcio Santilli (ISA), defende seu quinhão.

Vejam o artigo em http://colunas.globoamazonia.com/isa/2010/01/13/reestruturacao-deve-melhorar-a-funai/

Mas atenção: onde se lê "Reestruturação deve melhorar a Funai" leiam "Reestruturação deve beneficiar o ISA".

Anônimo disse...

Mércio,


NOTICIA URGENTISSÍMA!


JUIZ CONCEDEU A REINTEGRAÇÃO DE POSSE DO PRÉDIO DA FUNAI.

Noticia URGENTE!


Alimentação para os índios foi suspensa pela FUNAI.


CUIDADO!

MAIS UMA REVOLTA PARA OS ÍNDIOS.

Anônimo disse...

NOTÍCIA


Após reunião com lideranças indígenas de Pernambuco em Brasília/DF, o ex-prefeito de Recife João Paulo, ofereceu total apoio a revogação do Decreto 7056, com anuência do governador de Pernambuco, Eduardo Campos, se dispondo a mediar as negociações referente a não extinção da Administração Executiva Regional de Recife.

Os votos dos índios de Pernambuco valeram a pena.

Anônimo disse...

Populares,


Espero que ao escrever “Os votos dos índios de Pernambuco valeram a pena.” No comentário anterior, não seja precipitado, é uma faca de dois gumes, como diz o ditado, a coerência preza pelo andamento dos encaminhamentos. Neste blog foi muito claro a ausência dos políticos de Pernambuco, Estou sempre por perto do movimento e acho que a delegação de Pernambuco está muito bem representada e organizada, o governador deveria se orgulhar de cada um deles, tive o prazer de conversar com todas as lideranças, estou encantada são bastante politizados e cônscios de seus direitos. Vocês servidores de Recife tem é mais que apoiá-los, e o governador e os demais políticos independentes do partido também, eles estão valorizando essa terra hospitaleira. Agora pergunto? Este aparecimento repentino não é estranho? Pode ser uma artimanha para ganhar tempo e iludir os indígenas na sua boa fé e força. Pode ser uma forma de desarticular esses guerreiros da luta de seus direitos. O Governador não está fazendo nenhum favor, lembre-se que eles foram eleitos com os votos desses representantes indígenas. Não acredito que precisaram fazer vários depoimentos com o voto para que alguém se dignar a ter conhecimento de um fato público e notório. Estou espantada com a recém notícia da Ação de Reintegração de Posse, e ainda mais com a aprovação dessa ação, pois todos sabem que num movimento desse porte, pelo que eu vi na FUNAI com mais de 900 indígenas, poderia gerar um conflito com proporções irreparáveis, o de ontem já teve proporções desastrosas, imagine esse. É mais uma estratégia utilizada sem levar em consideração a integridade física, moral e emocional dos indígenas fugindo total do seu papel tutor, é mais uma prova de que os dirigentes, não conhecem e não estão capacitados para ocuparem o cargo exercido. Nós sociedade não precisamos de prova para acreditar nos índios, essa atitude fria e calculista, por si só já comprova o despreparos dos mesmos. Estamos do lado de todos vocês. Se existe justiça neste país, vocês sairão vencedores. Apesar dessa ação equivocada, alías como tudo que eles dizem, lí o decreto e interpletei como os demais baixo QI, é tudo claro e objetivo, até pra mentir tem quer ser inteligência e competência. Adorei saber do espírito guerreiro do povo nordestino como já comentaram neste blog "dos lampiões e das Maria Bonitas. Assinam um grupo de populares.

Anônimo disse...

Essa informação da reintegração de posse, foi mais uma arapuca que quiseram armar para os índios, para que os mesmos ficassem apreensivos. Se trata apenas de uma cópia da liminar anterior, com data a caneta do dia 14.01.2010, entregue a um dos vigilantes para que fosse entregue aos índios. Evidente que por algum olheiro, quem sabe a prima da chefe de gabinete, que também é sua substituta e assessora, Jaqueline, que tenha feito o trabalho sujo, pois ela estava na FUNAI nesta data. Os advogados indígenas e apoiadores já estão em serviço. Porém, todo cuidado é pouco, nossos inimigos são muito sujo e já perceberam que perderam a batalha, então usarão suas armas fétidas.

Anônimo disse...

caro mercio obigado pela divulação das noticias aproveitando a oportunidade queremos agradecer o apoio concedido pelo nosso governador as causas indigenas de pernambuco, ele que sempre se fez presentes em todas as ações atraves de parcerias junto a nossa administração, aproveitando tb o apoio das prefeituras envolvidas , politicos locais CUT sindicato dos servidores federai,e agora em particular aos nossos indigenas que demonstram ser uns verdadeiros guerreiros nesta luta, que sem a presença deles não chegariamos aonde chegamos. obrigado bravos guerreiros. Esta luta venceremos.

Anônimo disse...

Quero fazer um alerta em proteção a uma de nossas companheiras de luta.
Ficamos sabendo nesta data, após o retorno dos índios Kaiapó que participaram do incidente ocorrido na FUNAI, que foi dito pela Direção, aos mesmos, que a culpada por esta situação que estava na FUNAI, era uma servidora de João Pessoa, chamada Vânia. Ora! Em que pese ser um elogio para a servidora, ser vista como protagonista de um momento histórico como este, nos deixa apreensivos, pois, demonstra a total falta de escrúpulo e responsabilidade dos mesmos, já que acreditamos que os mesmos são capazes de qualquer coisa, inclusive de atentar contra a integridade física da servidora Vânia. Então, atenção companheiros! Se liguem, e guardem essa nota, se algo acontecer a mesma, já saberemos de onde partiu. Façam chegar a notícia a servidora para que ela use os meios de proteção necessários. E façam o apelo para que a mesma não desista de lutar, pois, nós que a conhecemos, sabemos que ela é uma guerreira e lhe respeitamos e admiramos por isso, não serão inverdades plantadas que nos farão desistir desta batalha. Por isso dizemos, chega canalhas! - Até onde suas sândices o levarão?
Acusar servidores levianamente, não reconhecer a legitimidade do movimento que ai está, é típico de insanos como vocês. Atribuir a culpa por uma manifeção de insatisfação de mais de 35 etnias e 800 indígenas, a uma servidora, chega a ser hilário, mantidos os devidos respeitos a mesma.

Anônimo disse...

Caro Mércio,
aqui estou eu novamente, usando o espaço do seu Blog - as 05:37 da manhã... com o coração e a mente - inquietos, pela atitude radical e discrimitória do Márcio Meira, pedindo a reintegração de posse do prédio da FUNAI (vergonhosamente atendida pela justiça, como aconteceu anteriormente). Cada dia, cada vez - o direito dos índios de lutar pacificamente contra o nefasto Decreto - lhe é retirado da sua casa FUNAI - para decepção e indignação de todos... E aqui faço uma pergunta: e quando os SEM-TERRA tomam a decisão de ocupar as sedes do INCRA - são tratados da mesma forma???
Certamente a reinvidicação dos povos indígenas é justa e está sendo pacífica... afinal de contas a sede da FUNAI e de outras AER's é o lugar adequado, de referência e segurança para o movimento indígena... A falta de respeito, a discriminação é uma violência ímpar
contra as populações indígenas!
A mesma pergunta que fiz em outro comentário é repetida aqui: onde está a Democracia tão discutida, tão defendida - durante anos pelo Partido dos Trabalhadores??? Em que patamar está a sensibilidade da justiça em relação às lutas e reinvidicações dos índios e outros setores da sociedade???
É tudo tão "questionável"!!!
Por outro lado, ficamos esperando a posição de nossos políticos - deputados, senadores, governadores e a própria presidência...
Que os índios continuem na luta! Que não se deixem abalar e nem se intimidem com uma liminar de reintegração de posse... A sede da FUNAI NÃO FOI, NÃO É E NEM SERÁ -A CASA de Márcio Meira e toda sua corja... Uma corja de "politiqueiros", de irresponsáveis desumanos, de pessoas que estão somente preocupadas com seus DAS's gordos em gabinetes bem equipados, refrigerados e sem quaisquer compromissos com os índios...
Me dá uma tristeza profunda - em saber que as pessoas não conseguem CRESCER como gente - porque estão preocupadas com seus cargos, viagens, diárias e outras facilidades - em detrimento da miséria, da discriminação, do descompromisso com causas mais humanas... Uma outra pergunta para
reflexão: alguém dessa "corja" toda teria a sensibilidade, a coragem, a dignidade de fazer um trabalho - como fez o Exemplo Brasileiro chamado de Zilda Arns???
Eu duvido. Duvido muito... pois o dinheiro, o poder, a pose, o status, o orgulho - é BEM MAIOR! Eles aprenderam durante a vida inteira - somente - VENDER SUAS ALMAS. SUA DIGNIDADE. CARÁTER...
Mas, todos eles, um dia, terão que PRESTAR CONTAS diante do Juiz mais Justo... E esse Juiz cobrará de cada um deles - individualmente!!!

Anônimo disse...

Anônimo,

Servidores, vamos manter a calma, esse blog serve como espaço para divulgarmos as ocorrências e as histórias, não deixem se levar pelo emocional, vamos fazer desse espaço um ringue. Pois, é exatamente o objetivo do graduado Marcio Meira e cúpula querem, tentou co os índios, não conseguiram. Agora tenta com os servidores, é tão obvio essa tática. Parece que os índios estão melhores preparados para essa luta do que vocês servidores. O momento é de se apoiarem e de união, as forças coesas se tornam fortalecidas quando a cabeça funciona – razão e emoção, até nesse aspecto existe uma grande parceria, se começarem com essa luta verbal, qual o exemplo darão a esses guerreiros? Agora mudando o foco, fiquei impressionada, com outro comentário, o fala da parceria e apoio do governo de Pernambuco e políticos locais. Nesse blog o que mais li foi os apelos de apoio aos políticos locais e a omissão do governador. Li matérias ao quais todos diziam que fizeram convite a todos os políticos que se imaginava envolvido e ao governo de Pernambuco e que não mandaram nem representante, como também não se pronunciaram, não telefonaram, li apelos desesperados as forças políticas local. Ameaças com os votos e etc.... Por que colocar mel na boca ou assoprar algodão doce? Se eles agora procuram vocês, não foi favor ou porque estão preocupados. É geração de renda no Estado e nos municípios, são votos perdidos, imaginem os indígenas e servidores o montante de votos perdidos? Agora some esses, aos parentes e amigos? Esses votos fazem diferença amigos. Além do nome manchado por não lutar por uma causa justa, todos pensam se fez isso com os indos que fazem parte de nossa história, o que fará com outros segmentos? O fato de aparecerem agora, não significa que vão se empenhar em resolver o problema, pode ser uma artimanha, para depois dizer, nos esforçamos ao máximo junto com os indígenas por uma causa nobre, porém já pode ser jogo de carta marcada. Todos já conversaram entre si, não se iluda amiga (o), se você é desse partido que já demonstrou em outras ocasiões que não é do trabalhador, não pense como partido, não seja alienada(o), pense nele como trabalhador, como representante que votamos pra lutar por nós. Independente do partido. Sindicato, nós pagamos para isso. Nesse comentário e pelas reportagens e comentários que li aqui, os indígenas tem mais consciência do que é apoio político ou não e o valor do voto dele e a quem eles devem respeitar. Desculpe anônimo, essa propaganda, apenas serviu que você ainda está em dúvida quanto a esses apoios, ou está agora querendo mudar à tática tardiamente. Levante a cabeça, vocês não precisam mendigar, um contingente de indígenas e servidores como se mostram prejudicados, não pode perder para um número tão irrisório quanto à equipe formada para elaborar esse anti-decreto, que se diga de passagem que não são nem do quadro e que já demonstraram incompetência até pra explicar o que fizeram, as contradições estão bastantes claras. Eles apenas não querem admitir que fizeram uma grande besteira, acharam que iriam ficar na história. Ficaram, porém de forma negativa. Finalmente, um conselho, deixe pra agradecer depois, quando avaliar a participação de cada um nesse processo de revogação.

Anônimo disse...

companheiro

apenas estamos registrando os acontecimentos na regiao de Pernambuco. não estamos fazendo política para A ou B. Nosso papel é informar e atualizar o movimento dos povos indígenas e servidores e este blog é um forum para isto.
vamos a luta.

Anônimo disse...

Obrigada por todos os alertas com relação aos políticos de Pernambuco, não estamos dormindo, cansados ou dispersos, estamos unidos, servidores e índios, e o que queremos é uma resposta definitiva com relação à revogação do maldito decreto.

Não adianta conversas e reuniões que não chegam a lugar nenhum. A luta continua, não vai ser ação de reintegração de posse, ameaças ou suspensão de alimentos que vão nos impedir de lutar.

Continuamos ainda descrentes dos políticos de Pernambuco, vez que fizemos várias convocações independentemente de partidos, e não fomos atendidos.

Continuamos a dizer, este ano é eleitoral, e vamos votar nos compromissados com o nosso estado e com os povos indígenas de Pernambuco.

A repercussão em Pernambuco com relação à extinção da AER Recife foi muito grande, desde que tomamos conhecimento da publicação do maldito decreto no dia 29/12/09, às 8h, começamos a agir, fizemos passeata e várias reuniões, não adianta agora dizer "que não tomou conhecimento", todos foram avisados, inclusive vários membros da CNPI, sindicato e os tais falados políticos. Dias após, é que alguns dos já citados se pronunciaram.

Servidores e índios da AER Recife estão unidos, e não vão desistir, porque esta luta é mais do que justa. Não vai ser qualquer um que vai difamar os nossos índios, falando por aí que em Pernambuco não tem índio.

Tenho orgulho de ser servidora da AER Recife e mais orgulho ainda de trabalhar com os índios do nosso estado.

Agradeço a todas as lideranças de Pernambuco que se encontram em Brasília lutando pela nação indígena do Brasil, Truká-Neguinho e Ailson, Atikum-Jovaci, Lucenildo e Geraldo, Pankará-Dorinha e Robério, Kambiwá-Luciene e Alberes, Xucuru-Biá, e Edmilson, Pankararu-Ubirajara, Júnior-APOINME, Pankaiwuká-Antônio, Entre-Serra-Crispim, Fulni-ô-Dezinho e Hilário, agradecemos também o apoio do advogado Dimas da etnia Fulni-ô, representando a APOINME, agradecemos ainda, a todos os indígenas de Pernambuco que se deslocaram com suas lideranças a Brasília, nenhum luta será em vão, este momento é histórico e vocês fazem parte dele.

As lideranças das demais etnias também somos gratos, sabemos que vocês estão na luta pra vencer, e sentimos orgulho da nação indígena do nosso Brasil.

Anônimo disse...

Caros colegas não vamos deixar estes intrusos do marcio meira atraplhar nossos objetivos, estamos dispostos a lutar pelos para a comsrvação das comunidades indigenas unidas. Portanto Srs. Presidente da Repulblica, Ministrios de Esaados,Senadores, Deputados Federais. O que fazem voces que não da uma basta nisto. O senhor Presidente da Funai esta causando o maior problema existente aos indios será que voces não teem visão para o caso. A insatisfação é de todos, cade OAB, Os Direitos Humanos deste país a quem mais devemos apelar para uma cousa tão seria que poderá se tornar uma catastrofe sem retorno para os prejuizos causados por este bando de irresposaveis, aos nossos indigenas que já foram e continuam sendo explorados por nos, será que eles indios terão que pedir mais uma vez clemencia para continuarem a existir, pelo amor de Deus senhores governantes não deixem as nossas raizes serem exterminados por uma diretoria desqualificada esta que esta aí na Funai.

Anônimo disse...

Mércio,

Atualize o blog. Este é o unico canal que temos para receber as informações e podermos socializá-las.

 
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