sábado, 30 de janeiro de 2010

JORNAL NACIONAL divulga cenas de protesto de índios Kaingang em Londrina

Essa noite, o Jornal Nacional divulgou cenas e fez observações sobre o protesto que os índios Kaingang e Guarani-Ñandeva fizeram no centro de Londrina, no Paraná.

O protesto foi feito por uma parte do grupo de 72 índios que esteve em Brasília essa semana acampando em frente ao Ministério da Justiça. Os índios Kaingang e Guarani vieram com a certeza de que estava se criando um novo movimento indígena, de cunho revolucionário, com visão de que poderiam mudar a Funai diante do quadro produzido pelo decreto de reestruturação.

Na terça-feira p.p., dois ou três dos seus líderes falaram duramente ao alto-falante conclamando o presidente Lula a revogar o decreto, precisamente no momento em que Lula estava no Ministério da Justiça. O presidente os ouviu, perguntou a auxiliares quem eram, de que se tratava o protesto, e foi-lhe dito que eram índios protestando contra o decreto. Lula estava aborrecido, mas não falou mais nada.

Os indios Kaingang não querem saber de conversa mole, de lero-lero. A explicação propagada pela cúpula da Funai de que nenhum escritório será fechado no Paraná é de uma desfaçatez impressionante. Com essa explicação a cúpula da Funai consegue ludibriar a imprensa que, ao ver os índios em protesto, os considera meio loucos por protestarem à toa, por nada. Como? Como que eles não sabem que nada será extinto no Paraná?? Assim explica a cúpula da Funai, e a Rede Globo engole no seco.

Ora, só por um milagre da imbecilidade administrativa é que alguém haveria de considerar que as extinções da AERs de Guarapuava, Londrina e Curitiba, com toda a infra-estrutura que elas têm, com todo o pessoal qualificado e experiente de quem elas dispõem -- que essas extinções não existem, e que sua prometida substituição pelas tais "coordenações técnicas locais" seria a mesma coisa.

Não são nem serão a mesma coisa. Uma tal coordenação técnica local não é do mesmo teor de uma AER. Uma AER é uma AER, tem história, tem pessoal qualificado, tem tradição e relacionamento com os índios. Produz conhecimento, ação indigenista. Constroi e destroi coisas belas, como na canção de Caetano. Já produziu conflitos, sem dúvida. Funcionário às vezes é pressionado, índio às vezes é enganado. Quem há de negar isso? Entretanto, ao longo dos anos, índios e funcionários se conheceram, se aquilataram, sabem até onde seu relacionamento pode ser positivo.

Numa AER há qualificação e experiência jurídicas, tem trabalho indigenista e tem compromisso com a causa indígena. Compromisso criado ao longo de muitos anos de convivência.

O que teria uma coordenação técnica local? Supostamente terá um coordenador técnico e alguns outros técnicos por ele coordenado, fazendo coisas que a Funai em Brasília lhes dirá o que fazer. Será gente nova ou serão os "antigos"? Afinal, se tudo for a mesma coisa, se uma AER for equivalente ao uma coordenação técnica local, para que mudar então?

Evidentemente a cúpula da Funai acha que uma coordenação técnica local será algo especial, muito melhor do que uma administração. Com ela será dada assistência técnica aos índios, diz a cúpula da Funai, alegando que falta técnica e profissionalismo na Funai da atualidade.

É este o sentido da mudança. A atual cúpula da Funai professa uma visão do mundo diferente do que professam os índios e do que vem professando o indigenismo rondoniano. E os índios Kaingang e Guarani sacaram isso com toda verdade e não querem saber de coonestar esse tipo de mudança.

Eis o sentido do protesto dos Kaingang e Guarani em Londrina. E eis por que eles escolheram simbolicamente um automóvel da Funai para queimar e destruir. O carro desponta como símbolo dessa suposta técnica que querem lhes impor goela abaixo. Daí sua destruição. Melhor voltar à carroça de boi!

É evidente que a imprensa não sabe o que passa nos corações dos índios, nem tampouco dos funcionários da Funai. Acha que é uma rebelião de fisiológicos defendendo seus empregos. Que a reestruturação é um gesto de extrema boa vontade e capacidade administrativa do governo Lula.

A imprensa continua a achar que a renovação do quadro da Funai, através de concurso público, será a redenção do órgão, já tão combalido e fraco. E acha que esses concursos fazem parte do decreto de reestruturação, quando não tem nada a ver uma coisa com a outra. O concurso poderá sair sem reestruturação alguma.

A renovação dos quadros da Funai é importantíssimo, haja visto que em poucos anos muitos estarão aposentados. Porém o problema maior de um concurso feito sem critério, na Funai, é que o concurso será igual a qualquer outro, por exemplo, para outras repartições públicas. De fato, esses concursos são feitos para concurseiros, com licença da palavra. São jovens que se especializam em fazer concurso, que vão passar nesse concurso pela maior facilidade que têm de estudar em cursinhos.

Quanto aos índios, sem nenhuma possibilidade de ganhar crédito por seu conhecimento real da vida indígena, terão imensas dificuldades em competir com os jovens concurseiros.

Um verdadeiro concurso público para a Funai tem que contar necessariamente com uma quantidade igual de jovens indígenas. Não é possível que, nessa altura da vida política e cultural brasileira, a Funai seja dirigida exclusivamente por jovens técnicos da classe média brasileira. A presença ostensiva de jovens indígenas é fundamental na verdadeira reestruturação da Funai.

Tudo isso os índios sabem. Os funcionários da Funai também sabem. E ninguém sabe o que fazer. Por enquanto. A barragem está construída em proteção da atual cúpula da Funai em torno desse ofensivo decreto de reestruturação. Mas essa barragem será levada de roldão, em breve.

O gesto desesperado dos Kaingang e Guarani é puro desespero, reconheço. Mas é simbólico e tem efeito político e cultural. Não há como ignorá-lo, nem minimizá-lo.

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37 comentários:

Anônimo disse...

Isso é só o começo.

Anônimo disse...

Mércio,

Hoje a noite estava trabalhando no financeiro da extinta AER Recife quando as senhas foram bloqueadas, naquele momento parte de mim também foi bloqueado.
Um filme passou na minha mente. Quantos momentos da minha vida dediquei naquele lugar, quantas noites foram passadas ali, fechando balanço, fazendo slips, no siafi, na seção de pessoal, ajudando colegas em outra atribuições, quantas vezes choramos porque não conseguíamos encontrar alguma diferença para fecharmos o balanço.
Só digo que valeu a pena porque colhemos o fruto do que plantamos.
Problemas na administração tivemos muitos, mas, soubemos superá-los.
Quantos não tiveram?
Algo muito grande foi tirado de nós nesta noite, mas tenho certeza absoluta que será devolvido, porque a glória da segunda casa será maior do que a primeira.
Formamos uma família em Recife, mesmo com as nossas diferenças, e foi este laço que nos encorajou a lutar e resistir até o fim.
E não desistiremos.
Hoje uma dor no peito me faz sentir vontade de chorar, não pela incerteza, mas porque uma filha foi arrancada dos nossos braços, e por um filho nos lutamos até o fim.
Meu coração está tão apertado que não consigo extrair da minha mente o que realmente quero escrever.
Uma frase permanece em minha mente, ISSO NÃO TERMINARÁ ASSIM.

Ivany Souza - Recife

Anônimo disse...

Tá na cara que esse Mácio Meira é pau mandado a serviço de alguem, pois nem ele consegue justificar os remanejamentos da reestruturação.
Sabe-se que irá se candidatar a Deputado pelo Pará, logo esta com os dias contados na Funai e não será mais problema, a questão é quem será a próxima bucha de canhão do Governo.

Anônimo disse...

eles estão apenas demostrando a sua ira, são jovens descontentes em busca de uma causa, rebeldes sem causa.

Anônimo disse...

A situação cada dia que passa está ficando mais difícil para os indigenas que estão agora sem suas Administrações Executivas Regionais. O decreto 7.056 ele é bem claro no que diz a respeito das extinção das AER´S, os indígenas e os servidores da Funai,estão bastantes preocupados por esta reestruturação. Sou servidor da extinta funai/São Luís-MA, que também tem sua história de luta ao longo dos anos, sendo agora considerada inservivel no contexto da politica indigenista, no estado do Maranhão. As condições dos indigenas daqui do nosso estado devem muito aos trabalhos desenvolvidos pelos os funcionários,e sabemos que poderemos contribuír muito mais.DSFilho, obrigado.

Anônimo disse...

Realmente os caras são prepotentes, gostam de se alto afirmar os poderosos, os que sabem tudo, ou melhor, são mandões e se não é do jeito deles eles ameaçam, são pessoas vingativas, gostam de usar piadinhas, acham-se porque estão mandando em tudo, mas um dia a casa cai. Gostam de dar cantadas nas contratadas, um dia uma tira coragem e faz uma Denuncia. Deus seja louvado e proteja nossos índios.

oliver.reo disse...

“... uma AER, tem história, tem pessoal qualificado, tem tradição e relacionamento com os índios. Produz conhecimento, ação indigenista. Constroi e destroi coisas belas, como na canção de Caetano. Já produziu conflitos, sem dúvida. Funcionário às vezes é pressionado, índio às vezes é enganado. Quem há de negar isso? Entretanto, ao longo dos anos, índios e funcionários se conheceram, se aquilataram, sabem até onde seu relacionamento pode ser positivo.
Numa AER há qualificação e experiência jurídicas, tem trabalho indigenista e tem compromisso com a causa indígena. Compromisso criado ao longo de muitos anos de convivência.”

Uma instituição precisa de vibração e sentimentos, tal qual pessoas. Mércio Gomes, em seu blog, vem travando uma bela batalha para manter viva uma instituição que está correndo sério risco de ser covardemente destruída. Espanto, indignação, revolta. Mas prova maior de seu genuíno compromisso com esta instituição, pode ser percebida em alguns momentos de inspiração. As palavras acima, são dignas de serem escritas em uma placa. Como epitáfio ou em celebração a uma árdua vitória. Se depender dos índios, podemos ter esperanças.

Anônimo disse...

Realmente, estou aqui lembrando uma brincadeira do apresentador Raul Gil, " Anônimo, Para quem você Tira o Chapéu", Eu, Tiro o chapéu, para o ex-presidente Mercio Gomes, que teve fibra é ate hoje luta pelo índios, tiro para os indigenistas Wagner Trann e Rogério, para os administradores de Recife e João pessoa entre outros os quais não citei os nomes e que aqui se apresentaram nominalmente e deram seu recado de indignação com a atual presidência e o Decreto, tiro para os anônimos que também os fazem assim como eu, com receio de ter o nome publicado e sofrer revanchismo pois também tenho DAS mas não concordo com o que vem ocorrendo na FUNAI e com o índios, tiro o chapéu para os índios que estão lutando para conseguir conquistar um ideal, luta esta com bravura e sem armas na mão apenas com palavras e chamados de ordem. É uma causa que tivéssemos realmente um presidente da FUNAI de verdade, estaria do lado dos índios, lutando e demonstrando os erros e desmandos da casa, lutando para não acabar com a causa indígena, denunciando, mostrando o seu valor e não procurando afundar ainda mais a instituição juntamente com os seus digo assessores. É isso ai, poderemos perder a guerra mas não poderemos a dignidade.

Anônimo disse...

"alguem tem a receita para anular o decreto? R. ninguem tem a receita anular o Decreto, o que é ruim, pois causa descredito, ajustar o decreto talvez, e exonerar a trup que comanda a funai, o que é bom.

Caetaneando disse...

PORQUE NINGUÉM FAZ NADA CONTRA A INSANIDADE DESTE DECRETO 7056, QUE ATROPELA OS DIREITOS DAS PESSOAS: ÍNDIOS E TRABALHADORES DO SERVIÇO PÚBLICO?

CADÊ A OAB? O MPF? MEU DEUS, QUE PAÍS É ESSE?!

Anônimo disse...

Estamos na fase de guerrilha, a resistência deverá se organizar e, partir para extrategia de minar os inimigos com relatos de mal uso da coisa pública que ocorre discaradamente por parte da cúpula da FUNAI.

1- Quem anda pagando diárias para as ONGS?
2- Quem anda pagando passagens para as ONGS?
3- O passado e o presente dessa Auxiliadora qual é?
4- Onde vai o Meira todo fim de semana?

Anônimo disse...

aló gente São Luis agora acordou mais um parceiro na luta vamos aproveitar o blog do mercio gomes e continuar as inforamações interestaduais, entre indios e funcionarios a ora da saída do ministro da justiça está chegando vamos tirar o marcio antes. a divulgação entre nos é importante.

Anônimo disse...

aló gente São Luis agora acordou mais um parceiro na luta vamos aproveitar o blog do mercio gomes e continuar as inforamações interestaduais, entre indios e funcionarios a ora da saída do ministro da justiça está chegando vamos tirar o marcio antes. a divulgação entre nos é importante.

Anônimo disse...

Uns e outros

Um Indio perdido nas ruas
Cada passo leva a enfrentar
Uma luta pra sobreviver
Nesse inferno sempre há lugar
E o governo lamenta e alerta essa situação
Frases feitas, jogadas em vídeo:
-- O seu futuro está em nossas mãos!
-- Violência não!

Sindicato e povo protestam
Mas azuis estão de prontidão
Camburões, coturnos que marcham
Controlando a manifestação

E o governo lamenta e alerta essa situação
Frases feitas, jogadas em vídeo
- Fazemos isso pro bem da Nação!
- Violência não!

Anônimo disse...

Essa Auxiliadora nos tempos da Finada e Saudosa Otilia, muitos devem ter esquecido, fora Coodenadora da CGEP, ou melhor nos tempos em essa Senhora Auxiliadora, que fora funcionaria nunca trabalhou, so ficava pelos corredores fazendo fofoca e batendo papo. Hoje pinta com ar de Diretora e pizando em todo mundo.

Anônimo disse...

Nos quatro cantos desta terra
Pode-se ouvir alguém chorar
São lágrimas de esperança
Por um futuro que ainda vai chegar

Promessas de um avivamento
Que o mundo inteiro vai tocar
Tomamos posse da herança
O que Deus falou se cumprirá

Brasil, em teu solo exite um povo
Brasil, uma gente que te ama
Que clama a Deus
Que acredita nas promessas
Ele virá restaurando a nossa terra

Se o meu povo que se chama pelo meu nome
Se humilhar e orar
Se a minha face buscar
Se o meu povo que se chama pelo meu nome
Dos seus caminhos maus se desviareu
Eu ouvirei, perdoarei
Sua terra sarare

http://www.youtube.com/watch?v=EHi98owid0k

Anônimo disse...

Transcrevo palavras do Cuia
FORÇA NACIONAL GARANTE CARGOS NA FUNAI.

Nas comunidades indígenas, Brasil a fora, proliferam cesta básicas e bolsas eleitoreiras, descaracterizando os jovens e humilhando lideranças. Quanta decepção e frustração, desde a transferência das ações de saúde da Funai para a Funasa, cujo objetivo maior, constitui em fazer caixa para Partidos Políticos e prover ONG´s de seus apadrinhados, que não conhecem sequer o caminho das Aldeias e nem se preocupam em prestar contas dos recursos recebidos. Não bastasse os burocratas insensíveis e neófitos dirigentes da Funai/MJ, no apagar das luzes de 2009, o Governo LULA, publica o Decreto n. 7.056 de 28/12/09, que contempla a Sede da Funai/Brasília, com 309 Cargos/Funções Comissionadas, enquanto nas Áreas Indígenas, cabe apenas 312 profissionais para fiscalizar fronteiras, coibir invasões, desenvolver projetos de auto sustentação, prover saúde, educação e gerenciamento dos conflitos intra e extra comunidades, para um contingente de mais de 700 mil indígenas, de diversas etnias.
Além disso, o nefasto Decreto elaborado à revelia dos índios e/ou indigenistas comprometidos com a causa, incha a Sede da Funai/Brasília, extingue ainda 44 Administrações Regionais e 337 Postos, transformando as Reservas Indígenas em"Terra de Ninguém", aberta aos madeireiros, bovinocultores, mineradores, caçadores, pescadores, traficantes de drogas etc..
Como era de se esperar, as lideranças acorreram a Brasília, em busca de apoio e esclarecimentos e são recebidas em sua própria embaixada (Funai/Sede), pela estupidez, brutalidade, truculência e covardia da Força Nacional, obrigando-lhes a acampar nas adjacências da Instituição, sem direito de adentrá-la ou serem recebidas pelo Presidente da Funai e/ou da República.
A revisão ou revogação desse Decreto, em muito enalteceria o Governo LULA, pelas vidas preservadas e conflitos previamente minimizados, restabelecendo o Lema do nosso Indigenista Maior, Marechal RONDON: "MATAR, NUNCA. MORRER, SE PRECISO FOR." Não seria mais condizente ver a Força Nacional, patrocinada pelo contribuinte, postar-se à cata dos maus políticos e seus comparsas, que arrombam os cofres públicos da saúde, educação, transporte, segurança, infraestrutura etc..., para adquirir castelos, jatinhos, amealhar fortunas no Brasil e nos paraísos fiscais?
Já que a Força Nacional anda tão ociosa e está sediada em Brasília, por que não utilizá-la para preservar este Patrimônio da Humanidade fazendo valer o cumprimento das Leis e determinações judiciais, no que diz respeito aos puxadinhos das áreas comerciais, às pousadas e demais atividades irregulares nas áreas residenciais / públicas das 700 Sul, que tanto afrontam o tombamento da cidade?
Afinal os três poderes constituídos do GDF encontram-se debatendo no lamaçal da corrupção e do descrédito popular...
Deixo aqui um apelo à Senhora Ministra Dilma, para que dê de presente a nossa Capital, nas comemorações do seu cinqüentenário, o respaldo de cidadania de que tanto carece esse monumento histórico, disponibilizando a Força Nacional para a fiscalização, guarda e preservação desse patrimônio que pertence a todos nós. Esta incumbência recai sobre V. Exa. Sra Ministra, pela certeza de que em seu coração continua ativa a centelha da coragem e do compromisso com a Legalidade e a Democracia em nosso País.
Autor: Amilton G. de Figueiredo
CPF 079.995.341-53
C.I. 404.373 SSPDF
End: SHIGS 705 Bloco I Casa 61
Cep: 70.350-709
Telefones: 61 3443-2163 61 3443-2163 e 9902-8529
Amilton Gerônimo de Figueirêdo (CUIA)

Anônimo disse...

para lembrar 1º ato Lula

Quando o Presidente Lula ganhou as eleições, certamente, muitos eleitores choraram de alegria, pois esperavam ver as mudanças profundas na estrutura de administração do Estado. Ficou claro para nós, que nesse governo sonhávamos a maior participação dos índios na FUNAI e nos outros órgãos que trabalham com a Política Indigenista. Em consenso, foi dito que, alguém não-índio assumiria o cargo para fortalecer o movimento indígena e reestruturar a FUNAI ouvindo os líderes e suas organizações de bases em todo Brasil. Durante o primeiro mandato do Presidente Lula, com o apoio da FUNAI foi possível realizar as articulações políticas entre líderes e organizações de bases. Foram feitas as Conferências Regionais e a Conferência Nacional dos Povos Indígenas, nos dias 12 a 19 de abril de 2006, no Parque da Cidade, em Brasília, com a participação de mais de 950 líderes de bases que aprovaram 169 Artigos. Portanto, houve a participação de lideranças expressivas de nossos movimentos e o Documento foi entregue nas Governo Brasileiro que foi representado por General Felix, Chefe-do-Gabinete Militar da Presidência da República Federativa do Brasil e outras autoridades presentes. Esse Documento foi filmado do começo ao fim por uma equipe que foi contratada pela FUNAI. Esse documento não é para ficar escondido nas gavetas da FUNAI e, sim, que deve ser enviado as lideranças que participaram a conferência.

Anônimo disse...

2º mandato lula

Durante o segundo mandato do Governo LULA, percebemos que a Questão Indígena tornou-se muito difícil para a maioria dos líderes indígenas e suas organizações. Houve a troca do Presidente da FUNAI. Saiu o Mércio Pereira Gomes e entrou o Márcio Augusto Freitas de Meira.

Quando o Mércio foi o presidente da FUNAI não trouxe gente de fora para compor sua equipe e não fêz a vontade dos pedidos dos parlamentares e/ou de partido nenhum. Que eu saiba ele só trouxe a Dra Betinha que trabalhou no Museu do Índio – Rio de Janeiro e, infelizmente, esta ficou pouco tempo e depois voltou.

Ele trabalhou com os Administradores da FUNAI , Brasília, DF, e com os das Regionais que conheciam os problemas dos índios brasileiros. Encaminhou para frente os problemas de demarcação que ficaram parados há tempos. Por exemplo, a TI Balaio ficou mais 22 anos entre DEID/DAF. Juntos com Mércio Pereira Gomes tivemos reunião na sede do IBAMA, em Brasília, para tratar da Terra Indígena. Depois ele visitou a nossa aldeia Balaio, município de São Gabriel da Cachoeira, AM, e conheceu a triste realidade da Estrada BR-307, as habitações precárias e a situação geral nada agradável de nossos povos por causa da briga que travamos com IBAMA e, hoje, o Instituto Chico Mendes que não quer que os índios pesquem e cacem para se sobreviverem. O importante é que o nosso povo recebeu o Presidente da FUNAI na aldeia Balaio e resolveu o problema da Demarcação da Terra. Pelo que conheço, foi o segundo Presidente da FUNAI que conheceu o interior da “Região de Cabeça-de-Cachorro”, depois do General Ismarth que esteve por lá quando a FUNAI começou existir em l973.

O Mércio visitava as Terras Indígenas e promovia reuniões nas aldeias os caciques quando estas enfrentavam o problema. Por exemplo, foi isso que ele fez com os Xavantes e com outros povos de Rondônia, Maranhão, Pará, Roraima, Mato do Sul que passaram por momentos delicados diante dos invasores.

O Dr Mércio Pereira Gomes cativou a história de Marechal Cândido Mariano Rondon e da FUNAI. Ele sempre lembrava do saudoso Deputado Federal Mário Juruna e respeitava o pensamento dos índios e dos intelectuais que sempre defenderam a Política Indigenista. O Ministro da Justiça, Thomás Bastos e Presidente Lula e líderes dos movimentos indígenas sabem muito como foi importante a passagem do Mércio na FUNAI.

Anônimo disse...

Agora sim no 2º mandato foi que a coisa pioro

No segundo mandato do Governo LULA, quem tomou a posse foi o Dr Márcio Augusto Freitas de Meira. Naquela solenidade de posse vieram personalidades importantes do PT. Por exemplo, o Ministro Luís Dulce e outros. Até aí tudo bem, porque a maioria pensou que a FUNAI fosse melhorar muito em todos os sentidos. Nesse período o que se percebeu e, disso todo mundo sabe é que a mudança de Presidente e da Administração de modo geral causou o desgosto interno.

Os funcionários antigos da FUNAI foram colocados de escanteio. Os Cargos de Confiança foram distribuídos entre os amigos vindos de fora que nunca participaram e/ou que nunca apoiaram o movimento indígena em nenhum momento. Ouvimos dizer o seguinte dos funcionários: “Que esses “amigos” trouxeram seus “amigos” para ocupar outros cargos na FUNAI”... Isso resultou num atrito interno entre os velhos funcionários e novos. Houve remanejamento de funcionários antigos contra a vontade. Os trabalhadores mais antigos da FUNAI que conhecem a vida dos povos indígenas e que têm a experiência acumulada no campo profissional sofreram muito com a mudança até nos dias de hoje e não existe o diálogo pelo que acompanhamos.

A grande novidade que se viu nessa administração foi a instituição da Comissão Nacional de Política Indigenista – CNPI, resultado da Conferência Nacional dos Povos Indígenas. Esse canal oficial era para levar as reivindicações indígenas. Na prática, A Conferência Nacional dos Povos Indígenas, pelo Regimento Interno, não contemplou a participação da maioria absoluta das lideranças indígenas do Brasil e, por isso, os líderes das bases começaram ficar desconfiados.

Nos últimos dois anos é comum ouvir a queixa dos líderes que dizem assim: “A equipe atual que dirige a FUNAI começou discutir a Política Indigenista como se esta fosse nova. O Órgão Indigenista Oficial do Estado Brasileiro foi tratado como se fosse a propriedade particular e, por isso, os membros das ONG´s tiveram mais peso nas decisões políticas e ocuparam os Cargos de Confiança que tratavam de assuntos estratégicos dentro da FUNAI. Todas as discussões e decisões que fizemos na Conferência Nacional dos Povos Indígenas, os 169 Artigos foram ignorados pelos membros do CNPI”. Outros dizem: “A CNPI funcionou mais para o Presidente da e suas Secretárias que viajam pelo Brasil para terem reuniões com número reduzido de líderes”. Outras lideranças dizem: “Houve a manobra política de cunho ideológico sobre a Política Indigenista – Tudo bonitinho no papel, e prática a pobre FUNAI vai de mal a pior.”

No caso da Região Norte por onde temos 60% da população indígena, a COIAB – Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira, com sede na cidade de Manaus, passava por crise política interna nos cenários nacional e internacional por causa de falta de transparência nas prestações de contas. E, não faltaram as reclamações: “O Estado do Amazonas que tem 67 Povos Indígenas e com mais 100 mil índios, infelizmente, foi mal representados na Conferência Nacional dos Povos Indígenas. Os líderes das bases do Estado do Amazonas NÃO DISCUTIRAM A REESTRURAÇÃO DA FUNAI. Os dirigentes da COIAB, em Manaus, acompanharam e apoiaram as invasões de índios nas sedes da FUNAI e FUNASA”.

Anônimo disse...

Lamentavelmente, soubemos que os índios saquearam o patrimônio público – computadores, impressoras, voadeiras e motores de popa, máquinas filmadoras e outros instrumentos de trabalho. Em outras regiões do Brasil alguns escritórios da FUNAI e da FUNASA foram ocupadas pelos índios por vários motivos. A imprensa divulgou essas notícias tristes.

Os Povos Indígenas continuam enfrentando os problemas e, por isso, procuram os Postos Indígenas, as Administrações Regionais e a sede Nacional da FUNAI. Cada liderança e/ou organização indígena têm sua versão como está a situação da FUNAI em cada lugar. O Estado Brasileiro continua impondo a pobreza e a violência generalizada; a brutalidade da Polícia Federal no sul da Bahia... Os índios derramaram o sangue nos Estados de Pernambuco, Maranhão, Roraima e outros Estados da Federação. O trabalho escravo, a perseguição e separação nas famílias para trabalhar fora de suas terras acontecem no Mato do Grosso e, segundo os Relatórios do Conselho Indigenista Missionário – CIMI, foram assassinados 97 índios nos últimos sete anos do Governo LULA e, mais 2 recentemente. No segundo mandato do Governo LULA, só foi homologada uma Terra Indígena.

Em outras vezes ouvimos dizer dos funcionários e índios: “A FUNAI foi entregue para pessoas oportunistas que estão à serviço das Organizações Não-Governamentais espalhadas pelo país. Diante desse quadro é que muitos índios que eram do Partido dos Trabalhadores saíram e foram para o Partido Verde e outros.” “ Eles têm razão, porque o PAC só trouxe problemas para os Povos Indígenas.” Outro assunto que vale ressaltar, aqui, em Brasília: A falta de Assistência ao Índio. Esses comentários saem da porta da FUNAI: “Não adianta ir nas bases para ver a situação triste dos Povos Indígenas. Nessa gestão da FUNAI houve a preocupação com segurança dos executivos do órgão. Quem aumenta a segurança só pode ser pessoas inseguras para trabalhar na sede da FUNAI. Líderes importantes do Povo Xavante dormem no chão no sub solo, na entrada e no mesanino.”
A garagem da FUNAI é o reduto de Xavante que vêm a Brasília em busca de soluções.. Eles dizem que não tem o papel higiênico suficiente e banheiros ficaram fedorentos, insuportáveis. Eu e outros funcionários índios vimos que muitos índios ficaram doentes de gripe. Uma Xavante teve derrame de tanto deitar no chão frio de cimento e outra quase que deu luz a uma criança que, graças à habilidade do Corpo-de-Bombeiros nasceu pelo meio do caminho a Hospital. Essas coisas aconteceram na sede da FUNAI por onde trabalham os executivos e funcionários de muitos anos e, sem falar de alimentação precária, mal-feita. Outras vezes ouvimos dizer: “Que os índios discutiram com a Chefe-do-Gabinete no elevador, porque esta não gosta de índios e quer elevador somente para ela.” Eu não duvido nada, porque uma vez, eu estava no sub solo e fui em direção ao elevador para cumprimentar o meu Presidente da FUNAI e, infelizmente, fui barrado pela segurança. Isso me dói até nos de hoje.

Todos nós sabemos o quanto de roupa velha que os Xavantes levam para suas aldeias. Levam o lixo da cidade. Menos a solução de seus problemas. Esse quadro é ridículo. Os índios Xavante que vêm a Brasília não estão sofrendo. Até quando vamos ver esse quadro caótico?

A ANSEF fez muito bem quando mandou a carta para o Presidente questionando sobre a Reestruturação da FUNAI. Temos que saber se essa discussão ocorreu nas regionais ou não. E, se não aconteceu, sim, vamos exigir a participação de todos os representantes das Nações Indígenas do Brasil. Somente assim é podemos comemorar os 100 Anos de Política Indigenista no Brasil.

Não havendo mais assuntos, renovamos os nossos protestos de estima e consideração.

Anônimo disse...

RIO - O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, disse hoje que a licença ambiental para a construção da Usina de Belo Monte, no Pará, deverá ser concedida pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) no mês que vem, conforme o iG antecipou no Especial Perspectivas 2010.

Construção da usina de Belo Monte mobiliza população da região de Altamira
País vai finalmente construir a terceira maior hidrelétrica do mundo
Veja imagens da região de Altamira
Veja imagens de índios no Pará



Clique aqui para ver o infográfico



A expectativa era que a licença para a obra, que faz parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), do governo federal, fosse concedida em outubro do ano passado.

A demora na concessão da licença gerou críticas do ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, que chegou a dizer que estava "mendigando" a licença para o Ibama. Minc disse que, desde que está no cargo, há um ano e oito meses, tem buscado agilizar o processo de licenciamento ambiental, ao mesmo tempo em que amplia o rigor da avaliação do Ibama.

A Usina de Belo Monte será construída no Rio Xingu, no Pará, e terá capacidade para gerar mais de 11 mil megawatts de energia elétrica.

Segundo o Ministério de Minas e Energia, Belo Monte será a terceira maior usina hidrelétrica do mundo, ficando atrás apenas da chinesa Três Gargantas, que tem capacidade de gerar 22.400 megawatts, e de Itaipu, que fica na fronteira entre Brasil e Paraguai e que tem capacidade para 14 mil megawatts.

* Com Valor Online

Leia mais sobre: Belo Monte

JARDINS DO CORAÇÃO disse...

Parabéns pelo Seu Blog Mércio !!

Este é um instrumento e um espaço importante para as discussões em favor das questões índigenas no Brasil.

Congratuo a Ti pelos seus serviços e trabalhos éticos em favor e a serviço da construção do Bem Comum.

Seres Humanos como Tu é que fazem a diferença na construção de uma Nação melhor, em especial pela inclusão daqueles que por direito sagrado são os verdadeiros donos desta Terra.

Abraços Fraternos.

"Paz e Bem !!"

Anônimo disse...

A presidência da Funai mente !!!
A presidência da Funai não conversa com os servidores !!!
A presidência da Funai não conversa com os índios !!!!!
A presidência da Funai não aparece na instituição desde 28/12/09.
O Decreto é claro: AERs extintas – servidores removidos.

Anônimo disse...

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010, 19:07 | Online

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Índios tentam invadir assentamento no interior de SP

JOSÉ MARIA TOMAZELA - Agencia Estado
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SOROCABA - Um grupo com 15 índios da etnia terena tentou invadir um assentamento do Programa Banco da Terra, no final da tarde de ontem, em Piraju, no sudoeste do Estado de São Paulo. Os assentados reagiram à tentativa de invasão. Foi necessária a intervenção da Polícia Militar para impedir o confronto. Os índios saíram de uma reserva em Avaí, na região de Bauru, e se deslocaram num ônibus fretado até Piraju.
O plano era invadir a antiga fazenda Ceres, um projeto polêmico de assentamento idealizado pelo presidente da Força Sindical e deputado Paulo Pereira da Silva, o Paulinho (PDT-SP).
No local, estão assentadas 70 famílias. De acordo com o cacique, que não se identificou, os índios foram informados de que a área está improdutiva. Só quando entraram no local descobriram que existem famílias assentadas. Para evitar um conflito, eles aceitaram um convite da prefeitura e foram levados para a cidade.
Os índios passaram a noite num centro esportivo municipal. Ontem, depois de receberem a visita de um representante da Funai, seguiram de volta para Avaí. O cacique informou que pelo menos 40 índios estão sem aldeia e aguardam uma solução da Funai.

Anônimo disse...

SINDSEF APÓIA CAUSA INDÍGENA E PARTICIPA DE MOVIMENTO PELO NÃO FECHAMENTO DO POSTO DA FUNAI NA CAPITAL
O presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Federais de Rondônia (SINDSEF), Herclus Coelho, chama a atenção da sociedade rondoniense para um absurdo cometido pelo atual governo, com a publicação do Decreto 7056/2009 que estabelece o fechamento dos postos de atendimento da FUNAI em vários municípios brasileiros, em particular na cidade de Porto Velho.

Em visita ao diretor financeiro da entidade, Daniel Pereira, os índios Renato Karintiana e Roberto César Kaxarari, acompanhados do servidor da FUNAI, Anderson Sales Morais, disseram que a reivindicação é por derrubar o decreto que representa o total abandono aos índios. “Queremos uma administração que tenha autonomia, para resolver os nossos problemas e não o seu desaparecimento”. frisou.

Daniel Pereira, disse que o Sindsef dará o apoio logístico para a causa indígena, participando ativamente do movimento pacífico no município do Candeias do Jamarí, na segunda-feira, (1), com o fechamento da ponte a partir das 8h, aonde diversos índios vindos de vários lugares do Estado chegarão para aderir ao protesto, vestidos a caráter com faixas sinalizando a sua indignação.
Daniel Pereira, juntamente com os índios esteve com o senador Valdir Raupp, onde na ocasião foi entregue uma cópia do decreto para que o parlamentar possa interceder no sentido de não permitir que o governo do LULA cometa mais esse absurdo. O senador, sensibilizado, prometeu ajudar os índios por entender também que o ato administrativo em questão traz mais problemas do que solução para essa categoria.

Autor: Carlos Terceiro
Fonte: www.NAHORAONLINE.com

Anônimo disse...

Filho de um antigo sertanista do SPI ( Serviço de Proteção aos Índios), órgão fundado pelo Marechal Rondon para preservar da integridade dos índios brasileiros, e que foi extinto em 1967, em plena ditadura militar, para que fosse aberta essa indecência burocrática chamada FUNAI (Fundação Nacional do Índio), testemunhei o sofrimento dos povos indígenas, massacrados, física, moral e culturalmente, em nome do progresso.

Agora, para comprovar que a FUNAI ainda não conseguiu implementar uma política indigenista minimamente decente, o presidente da República assinou, de forma irresponsável, no último dia 28 de dezembro, um decreto fechando o escritório da FUNAI em Pernambuco, sem levar em conta que este é o Estado que possui a maior população indígena do Nordeste, e a quarta do Brasil.

Se tendo um escritório da FUNAI no Recife as comunidades indígenas pernambucanas já viviam uma cruel situação de abandono, dá para imaginar o que acontecerá quando seus pleitos dependerem de gestores sediados em outros estados, e muitos deles completamente analfabetos em assuntos indígenas, por terem chegado ao cargo através de vergonhosos esquemas de apadrinhamentos políticos.

Vai ver muitos dos atuais dirigentes da FUNAI, o mais próximo que já estiveram de uma aldeia indígena foi quando foram ao cinema, assistir filmes nos quais soldados da cavalaria norte-americana matavam "selvagens", sem dó nem piedade. (julioferreira.net@gmail.com)

Anônimo disse...

Índios protestam em frente à sede da Funai em Londrina
Eles seriam contra a reestruturação da Funai.
De acordo com a PM, manifestação é pacífica.

Desde o início da tarde desta sexta-feira (29), índios protestam em frente à sede da Fundação Nacional do Índio (Funai) em Londrina. O motivo do protesto seria a reestruturação da Funai que, segundo os índios, vai fechar os escritórios no Paraná. De acordo com a Polícia Militar de Londrina, a manifestação é pacífica, apenas com a queima de pneus e pedaços de madeira.

Em nota, a Funai afirma que nenhuma unidade será fechada no estado do Paraná. A mudança estrutural prevista é a substituição da antiga Administração Executiva Regional de Curitiba por uma Coordenação Técnica Local, o que não prejudicaria o atendimento aos indígenas.

O principal objetivo da reestruturação é, segundo a Funai, otimizar o orçamento da Fundação e exigir dos Coordenadores Regionais e Coordenadores das Técnicas Locais um planejamento anual dos trabalhos que serão desenvolvidos nas terras indígenas

Anônimo disse...

Índios e agricultores temem construção de hidrelétrica no Pará
Se construída, Belo Monte deve inundar 1.241 propriedades rurais.
Ibama deve conceder licença prévia para a obra em fevereiro.
A Usina de Belo Monte, no Pará, se construída, será a terceira maior hidrelétrica do mundo e a segunda maior do Brasil, atrás apenas de Itaipu. Visite o site do Globo Rural
Ela ainda aguarda licença prévia ambiental do Ibama para sair do papel, mas já vem gerando polêmica há três décadas. A usina terá dois reservatórios no Rio Xingu: a barragem principal ficará próxima de Altamira, de onde deverão sair canais que serão construídos para abastecer um segundo reservatório rio abaixo, numa área que pertence ao município de Vitória do Xingu.
Os estudos de impacto ambiental mostram que os dois reservatórios de Belo Monte devem provocar inundação total ou parcial de pelo menos 1.241 propriedades rurais, onde vivem quase 3 mil agricultores. O levantamento também indica que em 78% desses imóveis são desenvolvidas atividades ligadas à agricultura familiar e à pecuária bovina.
As famílias atingidas terão que ser reassentadas em outras áreas e devem receber indenização pelas benfeitorias. O agricultor João Pereira se enquadra nesse caso. Toda semana, ele leva para a feira de Altamira as frutas e legumes que produz na roça. Agora, tem receio de perder tudo o que construiu em 25 anos de trabalho.
“Nós vivemos desses produtos. Se formos ser tirados para outro lado, não sei para onde vamos e não sei como vamos sobreviver. É para isso que queremos uma solução”, diz. A construção de Belo Monte poderá custar até R$ 30 bilhões. Em dez anos, deve gerar de 18 a 20 mil empregos diretos. Ainda assim, o projeto desperta polêmica há quase três décadas. Além dos agricultores, as críticas vêm de comerciantes e representantes dos movimentos sociais.
“Eu não queria que esse governo entrasse na história como um governo que arrasou a área do Xingu, que arrasou com esses povos e não colocou alternativas para que esses povos possam sobreviver”, falou dom Erwin Krautler, presidente do Conselho Indigenista Missionário.
Índios

Anônimo disse...

As comunidades indígenas também se mostram resistentes ao projeto. Um grupo de caciques foi a Brasília contestar a construção da hidrelétrica. “Isso já custou 20 anos da nossa história de trabalho e de sofrimento. Nós não estamos mais dispostos a fazer mais essa brincadeira de gato e rato do governo federal. Ou ele respeita nossos povos indígenas ou os povos indígenas, que já declararam guerra contra Belo Monte e é isso que vai acontecer no futuro se o povo insistir em implantar Belo Monte na nossa região”, avisou Luís Xipaia, cacique e presidente do Conselho Indígena de Altamira.
Desenvolvimento
Do outro lado estão os políticos e empresários que defendem a usina como uma grande oportunidade de desenvolvimento para a região. “Serão alagados 516 km² dessa área que já é a própria calha do Rio Xingu. Mas mesmo assim vai se perder alguma área de floresta e algumas fazendas serão alagadas. Eu acho que essa perda não é tão significativa diante do tamanho do município de Altamira, que é de 159 mil km², onde 96% ainda é de área preservada”, defende Vilmar Soares, coordenador do Fórum de Desenvolvimento da Região da Transamazônica.
Por enquanto, não há previsão para o inicio das obras. O Ibama ainda está examinando os documentos para a concessão da licença prévia. O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, afirma que essa primeira licença vai exigir algumas condições dos construtores.
“A nossa mão vai ser pesada. Os condicionantes ambientais e sociais são de mais de R$ 1 bilhão em saneamento, habitação, escola técnica, adoção de parques, adoção de reservas indígenas. O projeto é importante para o país, mas vai beneficiar muito a população da região, que terá um nível de vida, de saúde e educacional muito melhores do que antes. Mais de R$ 1 bilhão serão cravados na licença como obrigações do empreendedor”, diz Minc. O ministro informa ainda que o Ibama deve conceder a licença prévia para o início da obra no mês de fevereiro.

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Anônimo disse...

É muito triste a cena que assisti na semana passada,quando fui atualizar o cadastro da minha empresa no sistema sicaf junto a Administração Regional da Funai de SÃO LUÍS-MA,um servidor que sempre mi atende, disse-me infelizmente não sei se será possivel atualizar os documentos de sua empresa em outras oportunidades pois esta Administração foi extinta pelo Decreto do Governo Federal, não sabemos daqui pra frente como vai ficar nossa situação. Ai essa pessoa começou a falar sobre um decreto, que reestruturava o orgão,disse que no estado ficaria somente uma coordenação regional na cidade de imperatriz-ma, falou que talvéz ficasse funcionando em São Luís do Maranhão uma coordenação técnica. Gente quem foi o grande gênio dessa maldade não é possível os indigenas do nosso estado, bem como de outros estados onde a Funai foi extinta(ADMINISTRAÇÕES). O nosso estado tem uma grande extensão geográfica,pelo o conhecimento que eu tenho como cidadão, existia no nosso estado anteriormente três Administrações, se não me falha a memória uma em São Luís, uma em Imperatiz e uma em Barra do Corda, esta última fechada por razões que não me diz respeito. Pelo o decreto que o servidor da Funai me deu para leitura e conhecimento do que de fato essa reestrutura deseja no meu entendimento: 1º- Onde a Funai foi extinta, os servidores serão transferidos para outras unidades criadas com as novas denominações(Coordenações Regionais), aquele servidor que não tiver interesse em ser transferido, pode pedir para ir para outro orgão, pelo que notei quando estive na Sede da Funai/São Luís, para atualização de documentos no Sicaf,os servidores comentavam sobre essa possíbilidade, mais a grande maioria preferem continuar trabalhando na Funai de preferência em São Luís, eles diziam como é que agora depois de tantas lutas e quase no final de nossas vidas o orgão está nos descartando, outro comentava cada dia de trabalho cumprido sei que posso contribuir muito mais pelos indigenas,porque já faço parte da vida deles.2º- No Decreto não diz se de fato será criada uma Coordenação Local aqui na Cidade de São Luís, segundo o presidente da Funai,é questionado sobre o assunto, ele apenas comenta: Ás Administrações que foram exintas comenta: elas não serão fechadas,pelo contrário elas continuaram funcionado normamente, só que elas não terão poder de gerenciar os recursos orçamentários e financeiros.Mais um vázio de explicação sobre essas Coordenações Locais, o decreto não aponta essa possibilidade. Antes de encerrar o meu comentário,agradeço pelo bom atendimento que sempre tive pelos servidores da Funai,ficarei torcendo pelos indigenas e servidores. " O poder de um documento só tem força quando ele é bem redigido " esse existe falhas.Fiquem com Deus.

Sarriti Auwe Uptabi disse...

O PRESIDENTE DA FUNAI MÁRCIO MEIRA MENTIU PARA OS INDÍGENAS E MENTIU PARA O JORNAL NACIONAL.
O PRESIDENTE DA FUNAI É MENTIROSO.
ELE QUE NÃO TEVE DIÁLOGO COM AS LIDERANÇAS INDÍGENAS E COM OS SERVIDORES DA FUNAI.
ESTÁ MENTINDO PARA O GOVERNO TAMBÉM.É O MAIOR RESPONSÁVEL PELO SANGUE INDÍGENA XAVANTE DERRAMADO NA PORTA DA FUNAI.

Anônimo disse...

Mais um dia se passa e o Marcio, com a sua equipe (Auxiliadora, Chefe de Gabinete, Aloisio, Rilder) continuam mandando e demandado dentro da FUNAI, mas um dia a mascara cai., principalmente para o ultimo que Crescera depressa dentro da instituição, sendo tatalmente contra os indios, so porque namora a chefe de gabinete.

Anônimo disse...

VOLTEMOS AO PLACAR

Indigenista e anônimos usam o Blog para ofensas inúteis
=> combinado 16 x 17 indigenismo

Dirigentes de ONG's indígenas apoiam decreto, em nome de etnias supostamente favorecidas
=> combinado 17 x 17 indigenismo

Globo mostrou revolta paranaense
=> combinado 17 x 18 indigenismo

Anônimo disse...

Prezado amigo de São Luis, agradeço sencibilizado sua preoucupação conosco, é isso aí que os funcionarios da funai aí devem fazer divulgat as insatisfações perante a população e politicos locais , aqui em pernambuco toda bancada de Dep. federal já tomou conhecimento e parte para nossa defesa, inclusive o Governador do estado, voces podem e devem se mobilizar junto ao governo do estado e senadores que tomem providencias e não deixem AER de São Luis ficar sob o dominios desses vandalos da funai que nem funcionarios do quadro são. Nos temos a nosso favor primeiramente Deus e politicos de peso em brasilia e nas capitais. Podemos juntar também o proprio prsidente do senado e o minnistro de minas e energia que são maranhenses e que não vai querer que São Luis perca uma unidade tão importante para indios e funcionarios. Agradeço de coração ao colega pela preoucupação e veja a importancia do blog do Mercio lembro-me muito bem do Lutero quando das reformas não tinha como divulga-las pregava nas portas das igrejas e veja no que deu hoje temos como nos expressar publicamente amparados pela constituição. Então vamos a frente temos um espaço muito bom e não podemos deixar de lado então colegas de São Luis usem o blog e façam seus protestos o Brasil está tomando conhecimento.

Anônimo disse...

Índios pedem apoio do Paraná para reverter decisão da Funai - 26/01/2010 18:19:46
Representantes de sete aldeias indígenas da região norte do Estado estiveram nesta terça-feira (26) no gabinete do Secretário da Agricultura e do Abastecimento, Valter Bianchini, pedindo apoio para reverter a situação da Funai no Paraná. Eles não se conformam com o decreto assinado em 28 de dezembro pelo presidente Lula, reestruturando a Funai, inclusive com prejuízos aos índios do Paraná, segundo o grupo.

Por esse decreto, ficam extintos os escritórios regionais, e os mais de 20 mil índios que vivem no Estado passam a ser subordinados a escritórios da Funai em Santa Catarina. “Até agora a Funai não esclareceu aos índios por que essa decisão foi tomada. Ela tira o poder dos índios de decisão, dificulta as negociações. Se já era difícil conseguir algumas coisas com os escritórios regionais aqui no Paraná, imagina ter que se deslocar para Santa Catarina”, desabafou o índio guarani, Eloi Jacinto, da aldeia de Laranjinha, no município de Santa Amélia.

Os indígenas pediram ao secretário Bianchini que interceda por eles junto ao Governo Federal, e que consiga uma audiência com o presidente da Funai, Márcio Meira, no sentido de reverter essa situação. Eles alegam que há vários dias representantes de aldeias da região de Guarapuava estão em Brasília, tentando um diálogo, mas sem sucesso. Bianchini disse que a exemplo do que já vem fazendo o secretário de Assuntos Estratégicos, Nizan Pereira, também vai tentar reabrir o diálogo entre a Funai e a comunidade indígena do Paraná. “Acreditamos que a Funai e o Governo Federal querem o bem-estar dos índios, então vamos tentar abrir esse diálogo e tentar entender o porque dessa decisão”, comentou Bianchini. Durante a reunião o secretário da Agricultura conversou por telefone com o presidente da Fundação Nacional do Índio, em Brasília, que se prontificou a receber o grupo que estava na Secretaria da Agricultura. A audiência deve ser marcada na semana que vem.

Anônimo disse...

FAÇO UM APELO AOS POLITICOS DO ESTADO DO MARANHÃO EM APOIO DOS INDIGENAS JURISDICIONADOS A FUAI DE SÃO LUIS- MA., PELA CONTINUAÇÃO DOS TRABALHOS JUNTO AS COMUNIDADES INDÍGENAS DAS ETNIAS GUAJAJARA,TIMBIRA,AWA-GUAJÁ E KAAPOR E TEMBÉ. O SR. MINÍSTRO DE MINAS E ENÉRGIA: EDISON LOBÃO A SENHORA GOVERNADORA DO ESTADO: ROSEANE SARNEY, SR. WASHINGTON LUIS-PT,DOMINGOS DUTRA-PT E DEMAIS´, É O MOMENTO DE MOSTRAR O VALOR QUE VOSSAS EXCELÊNCIAS TEM DENTRO DO ESTADO COMO REPRESENTANTES DOS INDIGENAS E SERVIDORES, PELA CONTINUAÇÃO DO ORGÃO COMO GESTORA NA CIDADE DE SÃO LUIS-MA,ALÉM DA DE IMPERATRIZ/MA. O ESTADO DO MARNAHÃO É UM SÓ MAIS DEVE COMPARTILHAR A CAUSA INDIGENA,OBSERVANDO E RESPEITANDO PRIMEIRAMENTE A HISTÓRIA DO SURGIMENTO DA DIVISÃO E CRIAÇÃO DAS AER´S(EXTINTAS), OS INDIGENISTA SABEM, MAIS A GRANDE MAIORIA DA POPULAÇÃO NÃO SABE.OS INDÍGENAS SÓ QUEREM SER OUVIDOS E TEREM OS SEUS DIREITOS RESPEITADOS, JÁ PASSOU A ÉPOCA DO ÍNDIO NÃO TER O DIREITO DE OPINAR,ELES SÃO MUITOS ORGANIZADOS, SABEM O QUE QUEREM, SE ESSA REESTRUTURAÇÃO FOSSE ELABORADAS COM A PARTICIPAÇÃO DELES, DOS INDIGENISTA OFICIAL DO ORGÃO E DOS SERVIDORES DE MODO GERAL,TENHO A PLENA CERTEZA QUE ELA SERIA ELOGIADA POR TODOS E O PRESIDENTE DO ORGÃO ESTARIA DORMINDO DE CABEÇA TRANQUILA. QUEM TRABALHA OU JÁ TRABALHOU NA FUNAI, SABE QUE PARA AMAR UMA CAUSA TEM QUE GOSTAR DAQUILO QUE ESTÁ FAZENDO,ASSISTI PELA TELEVISÃO REPORTAGEM DOS INDIOS RESIDENTES NO ESTADO DO PARANÁ,PRECISAMENTE EM LONDRINA TOCANDO FOGO NO VEÍCULO DA FUNAI,PARA ALGUMAS PESSOAS QUE ESTÃO ASSISTINDO AQUELA CENA,PASSA LOGO PELA SUA CABEÇA NÃO PRECISAVA CHEGAR A TAL PONTO COMO ESTE, MAIS QUEM TEM CONHECIMENTO DA CAUSA SABE LOGO O MOTÍVO QUE LEVOU OS MESMOS A FAZEREM AQUILO(Peço só uma atenção não estou aqui incentivando a prática e apoio a violênça). INDIGENAS DO NOSSO ESTADO E SERVIDORES DA FUNAI DE SÃO LUIS - MA E TAMBÉM DE OUTROS ESTADOS.ESSE DECRETO 7.056 DE 28 DE DEZEMBRO DE 2009, PRECISA URGENTIMENTE SER REVOGADO PELO PRESIDENTE DA REPÚBLICA, SR. LUÍZ INÁCIO LULA DA SILVA OU NA ÚLTIMA HIPÓTESE SOFRER PROFUNDAS ALTERAÇÕES. QUANDO A ESMOLA É DEMAIS O SEGO DESCONFIA.É UNIÃO PELA UMA SÓ CAUSA,UMA BOA NOITE, DESESPERAR JAMAIS.////////////////////////////

 
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