quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

De Curitiba, OAB promete ajudar movimento indígena em Brasília


OAB promete ajudar índios em questão envolvendo a Funai

Flávio Laginski
Lideranças indígenas se reuniram ontem em Curitiba com o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), César Brito, para entregar um documento que solicita a inconstitucionalidade do Decreto 7056, que segundo os índios, prevê o encerramento das atividades dos escritórios da Fundação Nacional do Índio (Funai) em Curitiba. O grupo indígena foi ao encontro com pinturas de guerra.

O presidente da OAB revela que a entidade irá apoiar os indígenas em sua luta. “A OAB conta com uma comissão de assuntos para preservar os direitos de todos os brasileiros, independentemente de raça, credo, cor ou gênero.
A instituição considera legítima a manifestação e vai apoia-los. Nós iremos estudar o decreto para que conclua pela inconstitucionalidade e, posteriormente, poderemos ingressar com uma Ação Direta da Inconstitucionalidade (Adin)”, informa.

O cacique da aldeia Kakané Porá, localizada em Curitiba, Carlos Ubiratan, está confiante que a luta vai surtir bons resultados. “Os povos indígenas são totalmente contrários a esse decreto, pois entendemos que só temos a perder com o fechamento da Funai em Curitiba. O movimento é de âmbito nacional e estamos mais confiantes com a OAB ao nosso lado. Nossa intenção é resolver esse problema o mais rápido possível e da melhor maneira, para que assim possamos voltar para nossa terra e cuidar dos nossos afazeres. Nós nunca perdemos uma batalha e não será dessa vez que seremos derrotados”, afirma.

Um comentário:

Caetaneando disse...

Me parece ser o caminho mais adequado, após a insensatez observada no planalto central.

Fica a desconfiança porque, no caso da UHE de Belo Monte, o governo considerou que uma visita de técnicos do governo, seria a consulta ás comunidades indígenas, desconsiderando a necessidade de oitiva pelo Congresso Nacional. Ainda bem que os índios entraram com uma ação contrária, inclusive na ONU.

No Brasil, o que menos se respeita são as leis. Daí a desconfiança!

É melhor aguardar e torcer para que o desastre não seja tão trágico como promete ser.

 
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