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segunda-feira, 6 de junho de 2011

Raoni não chorou

Veja no site do MércioGomes, merciogomes.com, matéria sobre o protesto de Raoni contra a licença dada pelo Ibama para a construção da Usina Belo Monte.

Raoni diz que não chorou, mas que Dilma vai chorar.


sexta-feira, 13 de março de 2009

Raoni se encontra com Príncipe Charles


Vi e ouvi, com certa ternura, mas um pouco de indisposição, o discurso do Príncipe Charles no Palácio do Itamaraty, no Rio de Janeiro, sobre sua preocupação com o meio ambiente.

Sem dúvida, sua palavra parece sincera, seus objetivos gerais são de boa fé, sua determinação de se mostrar como um paladino da defesa do meio ambiente -- tudo isso é extremamente correto. Por isso minha ternura ao ouvir seu discurso, calmo e despretencioso, quase como se fosse um guru indiano e não um príncipe herdeiro do velho Império Britânico.

Depois, já de volta da sala de aula, na Universidade Federal Fluminense, soube que ele esteve na Favela da Maré, prestigiando um projeto de ajuda criado e administrado por um inglês.

Enquanto isso, ainda na UFF, recebi um telefonema e conversei brevemente com Raoni, que acabara de estar com o Príncipe e lhe passara um documento importante sobre sua luta em prol dos povos indígenas e do meio ambiente. Disse-me que recebera o Príncipe na escadaria do prédio central do Jardim Botânico e que haviam conversado por uns bons 10 minutos. Raoni foi o convidado número 1 do Príncipe. Um pouco depois li a matéria da Folha Online, aí abaixo, que relata esse encontro.

Raoni veio ao Rio só para se encontrar com o Príncipe Charles, prestigiar sua vinda e demonstrar que ele e os índios esperam alguma coisa dos projetos que o Príncipe Charles está tentando estabelecer em prol do meio ambiente e, especificamente, em prol da preservação da Amazônia.

No discurso do Príncipe, ele fala da colaboração que entende fundamental entre os empresários, as Ongs e os governos em prol da Amazônia. Reconhece, sem condescendência aparente, que o governo brasileiro está ciente dos problemas e busca encontrar uma solução para reconciliar a preservação da Amazônia e a presença de 25 milhões de brasileiros lá. O Príncipe tem bons assessores para lhe dizer o que dizer.

De todo modo, pelo modo simples e direto que o Príncipe falou, por sua candura, se me permite falar assim, transpareceu-me um sentimento de "águas passadas". Parece que o momento de ajuda do estrangeiro para o Brasil, com todo o cuidado possível, tal como o Príncipe dedicou em seu discurso, está caduco. Será que a Inglaterra tem recursos para fazer o que deveria fazer em prol do meio ambiente? Em prol da Amazônia? Será que o business, os empresários, estão prontos para ajudar?

O Príncipe Charles fala como um homem acima do bem e do mal, sem ambições. Só quer o bem do mundo. É seu papel de quase-rei sem poder algum, só fincado numa moral elevada pelo prestígio do seu cargo.

Nada contra, porém nada entusiasmante. Nada verdadeiramente real. O único real ali, em toda sua entourage, era Raoni.

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Príncipe Charles recebe Raoni e planta muda de ipê no Jardim Botânico do Rio

Diana Brito, para a Folha Online, no Rio

O príncipe Charles, herdeiro do trono britânico, plantou na tarde desta quinta-feira uma muda de ipê amarelo no Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Charles, e sua mulher, a duquesa de Cornualha, Camilla Parker, fazem visita oficial de quatro dias ao Brasil para discutir questões ambientais.

Após plantar a muda, o príncipe foi recepcionado por ambientalistas e representantes da comunidade britânica. Entre os convidados estavam o ministro Carlos Minc (Meio Ambiente) e o cacique caiapó Raoni.

"É como sempre muito importante encontrar o príncipe Charles justamente para ajudar a preservar as florestas. Ele falou da preocupação dele com o nosso povo caiapó e eu comentei que também me preocupo principalmente com a construção da barragem [da usina] de Belo Monte, no Pará que pode comprometer o meio ambiente e a nossa terra", disse Raoni, que recebeu o convite número um do governo britânico para recepcionar o príncipe no Rio.
 
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