Desde domingo passado, mais de 300 indígenas de diversas etnias que vivem na bacia do rio Juruena bloqueiam a rodovia MT-170, entre Brasnorte e Juína.
São índios Enawene-Nawe, Cintas-Largas, Arara, Mynky, Irantxe, Kayabí, Apiaká, Munduruku, liderados por Rikbatsa que querem algumas respostas a perguntas e demandas que fizeram algum tempo atrás, e que não foram atendidas.
Querem mais informações sobre as pequenas hidrelétricas que estão sendo construídas ao longo do rio Juruena.
Querem compensação por prejuízos causados.
Querem atendimento melhor à saude, como acontece em todos os protestos coletivos indígenas.
Querem mais atenção da Funai no sentido de projetos econômicos.
Querem a demarcação de algumas terras indígenas, como Batelão, dos Kayabi, prometida e assinada pelo Ministério da Justiça mas depois silenciosamente revogada; e a ampliação de três outras, dos Mynky, Irantxe e Enawene-Nawé. Todas dificílimas de serem ampliadas.
Querem, enfim, ser ouvidos.
O governo Lula (isto inclui a Funasa, o MDS, o MMA) e a gestão atual da Funai têm tratado diversas situações desse tipo em banho maria. Falam, falam, mandam representantes, quando as coisas esquentam, recebem comitivas para negociar, fazem promessas e depois não conseguem cumpri-las.
Os Rikbatsa, outro dia, estavam na mídia como um povo que estava voltando a catar castanha-do-pará e tendo bons dividendos com isso. Também começavam a fazer borracha, uma atividade a que tinham sido forçados a aprender em outros tempos, no regime de barracão dos seringalistas. Mas estão insatisfeitos com muitas coisas. Há que se conversar com eles e não enrolá-los. Prometer fazer o que pode ser feito, envolvê-los nos problemas da Funai, estar junto com eles.
Só isso. Difícil ou não?
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Índios bloqueiam ponte e ameaçam incendiar postes de transmissão de energia em MS
MATHEUS PICHONELLI, da Agência Folha
Índios de nove etnias bloqueiam, desde domingo, uma ponte de uma rodovia de Mato Grosso e ameaçam derrubar e pôr fogo em postes de transmissão de energia elétrica.
Armados com arcos e flechas, eles protestam contra a instalação de pequenas centrais hidrelétricas na região do alto do rio Juruena. A ponte, na MT-170, fica sobre o rio Juruena, a cerca de 60 quilômetros de Juína (a 800 km de Cuiabá).
Segundo o índio Jair Henrique Rikbatsa, 300 pessoas participavam ontem dos protestos, mas a expectativa é que outras 700 pessoas cheguem ao local.
"Estamos sendo prejudicados, impactados e não recompensaram os prejuízos causados nas nossas comunidades", dizem os índios, em manifesto.
Os índios reclamam também da "falta de atendimento e assistência de saúde" nas aldeias indígenas da região. Exigem ainda que as prefeituras apliquem 40% do chamado ICMS Ecológico --parte do imposto que é destinada à preservação de áreas ambientais de municípios-- diretamente nas aldeias.
Com o bloqueio, o acesso a seis municípios da região ficou prejudicado: Juína, Castanheira, Cotriguaçu, Juruena, Aripuanã e Coniza. Os índios pedem a presença de representantes da Funai (Fundação Nacional do Índio), da Funasa (Fundação Nacional de Saúde), do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e de Recursos Naturais Renováveis), das empresas de energia, governos estadual e municipais para deixarem o local.
A Funai informou ontem que um técnico será enviado ao local para verificar se alguma das obras, suspensas pela Justiça, estão em atividade. O órgão disse que "especialistas estão finalizando estudos de impacto ambiental nas terras indígenas da região".
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terça-feira, 20 de maio de 2008
sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008
Rikbatsa quer vingar morte de parente
Atentem para essa notícia vinda do Diário de Cuiabá, que já tinha saído em jornal menor da cidade de Juara, Mato Grosso.
Ao que parece, um índio Kaiabi, que vive na Terra Indígena Rio dos Peixes, matou um índio Rikbatsa durante o Carnaval.
Os Rikbatsa são índios muito orgulhosos de suas tradições, muito valentes. Um povo de fala Jê incrustrado num mundo de povos que falam tupi e aruak.
Um grupo de quarenta a cinquenta Rikbatsa foram até a cadeia pública de Juara para exigir a entrega do suposto índio Kaiabi assassino de um dos seus parentes. A intenção era fazer justiça conforme a tradição rikbatsa.
Naturalmente que o delegado de Juara, com muita diplomacia e com certo receio, não entregou o Kaiabi e alegou que ele não estava mais na cadeia. Sua justificativa foi de que os Rikbatsa iriam levar o Kaiabi para sua aldeia, matá-lo e depois comê-lo num ritual antropofágico. Aí já é por conta do delegado para dar colorido à sua atitude. Entretanto, os Rikbatsa adquriram fama na região por praticar a antropofagia ritual com seus inimigos. Mas, há anos não pratica esse ritual.
A Funai tem que estar presente nessa ocasião e ajudar a resolver o problema. Essa matéria se encontra em Notícias Online, logo ao lado.
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Delegacia é invadida por índios
ROSANI TRINDADE
Da Reportagem/Sinop
A delegacia de Polícia Civil de Juara (a 709 quilômetros de Cuiabá), foi invadida, na quarta-feira, por aproximadamente 50 índios rikbaktsa que pretendiam resgatar e linchar um índio kayabi preso no local há uma semana, acusado de homicídio.
O grupo chegou à delegacia por volta de 23h e tomou conta de pontos estratégicos, deixando policiais que estavam de plantão vulneráveis ao ataque, pois os índios estavam armados para guerra com flechas, cacetetes e até foices.
A intenção dos indígenas da etnia rikbaktsa (canoeiros), de Juína, era se vingar do preso Gildo do Carmo kutap Kayabi, 18 anos, acusado de matar a pauladas o índio rikbaktsa Valdiney Jurue-yi Mani, 25 anos, durante o Carnaval.
De acordo com o delegado Joáz Gonçalvez, o grupo queria fazer justiça com as próprias mãos, de acordo com as leis da etnia. “Eles queriam levar o assassino, matar e comer a carne do inimigo, é a conhecida prática do canibalismo”, explicou Joáz.
As negociações se mantiveram até 2h da madrugada. “Eles somente se acalmaram quando pedi que formassem uma comissão de quatro índios para que verificassem que o acusado não estava mais na delegacia, pois o preso tinha sido transferido para outro município. Mesmo assim prometeram voltar em 30 dias, pois querem eles mesmos fazer justiça. Tivemos que amenizar a situação com muita calma, provando que não havia nenhum índio preso e também para não haver confronto entre a polícia e os integrantes da aldeia”, relatou.
Ao que parece, um índio Kaiabi, que vive na Terra Indígena Rio dos Peixes, matou um índio Rikbatsa durante o Carnaval.
Os Rikbatsa são índios muito orgulhosos de suas tradições, muito valentes. Um povo de fala Jê incrustrado num mundo de povos que falam tupi e aruak.
Um grupo de quarenta a cinquenta Rikbatsa foram até a cadeia pública de Juara para exigir a entrega do suposto índio Kaiabi assassino de um dos seus parentes. A intenção era fazer justiça conforme a tradição rikbatsa.
Naturalmente que o delegado de Juara, com muita diplomacia e com certo receio, não entregou o Kaiabi e alegou que ele não estava mais na cadeia. Sua justificativa foi de que os Rikbatsa iriam levar o Kaiabi para sua aldeia, matá-lo e depois comê-lo num ritual antropofágico. Aí já é por conta do delegado para dar colorido à sua atitude. Entretanto, os Rikbatsa adquriram fama na região por praticar a antropofagia ritual com seus inimigos. Mas, há anos não pratica esse ritual.
A Funai tem que estar presente nessa ocasião e ajudar a resolver o problema. Essa matéria se encontra em Notícias Online, logo ao lado.
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Delegacia é invadida por índios
ROSANI TRINDADE
Da Reportagem/Sinop
A delegacia de Polícia Civil de Juara (a 709 quilômetros de Cuiabá), foi invadida, na quarta-feira, por aproximadamente 50 índios rikbaktsa que pretendiam resgatar e linchar um índio kayabi preso no local há uma semana, acusado de homicídio.
O grupo chegou à delegacia por volta de 23h e tomou conta de pontos estratégicos, deixando policiais que estavam de plantão vulneráveis ao ataque, pois os índios estavam armados para guerra com flechas, cacetetes e até foices.
A intenção dos indígenas da etnia rikbaktsa (canoeiros), de Juína, era se vingar do preso Gildo do Carmo kutap Kayabi, 18 anos, acusado de matar a pauladas o índio rikbaktsa Valdiney Jurue-yi Mani, 25 anos, durante o Carnaval.
De acordo com o delegado Joáz Gonçalvez, o grupo queria fazer justiça com as próprias mãos, de acordo com as leis da etnia. “Eles queriam levar o assassino, matar e comer a carne do inimigo, é a conhecida prática do canibalismo”, explicou Joáz.
As negociações se mantiveram até 2h da madrugada. “Eles somente se acalmaram quando pedi que formassem uma comissão de quatro índios para que verificassem que o acusado não estava mais na delegacia, pois o preso tinha sido transferido para outro município. Mesmo assim prometeram voltar em 30 dias, pois querem eles mesmos fazer justiça. Tivemos que amenizar a situação com muita calma, provando que não havia nenhum índio preso e também para não haver confronto entre a polícia e os integrantes da aldeia”, relatou.
sexta-feira, 14 de dezembro de 2007
Três terras indigenas a serem demarcadas
O ministro Tarso Genro aproveitou a 4ª reunião da CNPI para assinar as portarias de três terras indígenas. São elas:
Batelão, em Mato Grosso, com 117.000 hectares, destinada aos índios Kayabi
Monte Mor, na Paraíba, com 7.500 hectares, destinada aos Potiguara
Porto Limoeira, no Amazonas, com 5.000 hectares, para os índios Tikuna.
Parabéns aos índios, à Funai e ao Ministro Genro.
_______________________
Governo reconhece três áreas indígenas
Ministro da Justiça autorizou aldeias em Mato Grosso, na Paraíba e no Amazonas.
Índios pedem mais participação na reestruturação da Funai.
O ministro da Justiça, Tarso Genro, assinou nesta quinta-feira (13) portarias para a demarcação de aldeias indígenas das etnias Kayabi, Potiguar e Ticuna, que ficam em Mato Grosso, na Paraíba e no Amazonas. A solenidade marcou a abertura do primeiro dia da reunião da Comissão Nacional de Políticas Indigenistas (CNPI), que ocorre até sexta-feira (14), em Brasília.
Segundo o ministro, as portarias representam um momento importante para a política indigenista no Brasil porque também contam com o apoio do Ministério Público e da Advocacia Geral da União. "Aquilo que estiver dentro da lei e que passar pelos trâmites regulares terá todo respaldo".
Ao final da reunião, membros das tribos Kayabi, Potiguar e Ticuna entregaram cartas e manifestos a Tarso Genro.
Durante a reunião, foi discutida também a violência em aldeias indígenas de todo o país e a questão da mineração em terras indígenas.
Batelão, em Mato Grosso, com 117.000 hectares, destinada aos índios Kayabi
Monte Mor, na Paraíba, com 7.500 hectares, destinada aos Potiguara
Porto Limoeira, no Amazonas, com 5.000 hectares, para os índios Tikuna.
Parabéns aos índios, à Funai e ao Ministro Genro.
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Governo reconhece três áreas indígenas
Ministro da Justiça autorizou aldeias em Mato Grosso, na Paraíba e no Amazonas.
Índios pedem mais participação na reestruturação da Funai.
O ministro da Justiça, Tarso Genro, assinou nesta quinta-feira (13) portarias para a demarcação de aldeias indígenas das etnias Kayabi, Potiguar e Ticuna, que ficam em Mato Grosso, na Paraíba e no Amazonas. A solenidade marcou a abertura do primeiro dia da reunião da Comissão Nacional de Políticas Indigenistas (CNPI), que ocorre até sexta-feira (14), em Brasília.
Segundo o ministro, as portarias representam um momento importante para a política indigenista no Brasil porque também contam com o apoio do Ministério Público e da Advocacia Geral da União. "Aquilo que estiver dentro da lei e que passar pelos trâmites regulares terá todo respaldo".
Ao final da reunião, membros das tribos Kayabi, Potiguar e Ticuna entregaram cartas e manifestos a Tarso Genro.
Durante a reunião, foi discutida também a violência em aldeias indígenas de todo o país e a questão da mineração em terras indígenas.
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