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quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

Fulniô de novo na parada!

Os índios Fulniô estão de novo na parada dos protestos. Desta vez é contra a Chesf e a Funai por não terem recebido até agora o dinheiro da indenização pela presença há muitos anos de uma estação de redistribuição de energia em suas terras.

O acordo tinha sido feito em 2005-2006, o dinheiro foi repassado pela Chesf para uma associação Fulniô. Agora há um probleminha. Será que a associação ficou com o dinheiro e não o repassou?

Os índios estão sendo liderados por Marquinhos Fulniô, filho do chefe João Pontes. É fumaça, que é sinal de fogo!

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Fulni-ô fazem protesto em área de linhas de transmissão da Chesf
Índios da tribo fulni-ô, de Águas Belas, no Sertão pernambucano, estão acampados em cabanas de palha, nesta quinta-feira (24), em terrenos por onde passam linhas de transmissão da Companhia Hidro-elétrica do São Francisco (Chesf) que distribuem energia para vários estados do Nordeste.

O protesto é contra a Chesf e a Fundação Nacional do Índio (Funai), que teriam firmado um acordo em 2006, para indenizar a tribo em R$ 3 milhões. De acordo com os índios, o dinheiro teria sido repassado pela Chesf, ano passado, para uma associação apoiada pela Funai.

Marcos Fulni-ô, filho do cacique João Pontes, diz que o protesto será mantido até que o Ministério da Justiça se pronucie sobre o caso e investigue onde está o dinheiro. Ainda segundo o índio, se nada for resolvido, eles prometem atear fogo às linhas de transmissão.

domingo, 1 de julho de 2007

Fulniô de Águas Belas fazem remédios tradicionais

Notícia interessante vinda de Pernambuco e divulgada pelo jornal Folha de São Paulo. Índios Fulniô, com financiamento do Vigisus 2, um programa da Funasa com financiamento do Banco Mundial, instalou em Águas Belas, sua cidade, uma pequena fábrica de fazer remédios tradicionais, com ervas, raízes, folhas e caules de plantas.

Os Fulniô merecem o que estão fazendo. Há um Fulniô que trabalha na Funai e vive em Brasília que também entende do ofício de fazer xaropes, vender ervas e fazer pajelança. Parabéns a todos.

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Em PE, índios inauguram oficina para manipular plantas medicinais

Aproximadamente 3.500 pessoas que vivem na aldeia devem ser beneficiadas

RENATA BAPTISTA
DA AGÊNCIA FOLHA

Os índios fulniô de Águas Belas (301 km de Recife), que cultivam plantas medicinais para consumo em suas aldeias, profissionalizaram a prática milenar e inauguraram uma oficina de manipulação dessas plantas.

A ação é custeada pelo projeto Vigisus 2, parceria entre a Funasa (Fundação Nacional de Saúde) e o Banco Mundial. O objetivo é melhorar a saúde indígena e o saneamento em comunidades remanescentes de quilombos. O investimento é de R$ 460 mil.

Cerca de 3.500 índios que vivem na aldeia serão beneficiados pela distribuição gratuita dos medicamentos fitoterápicos que passam a ser produzidos no local.

A oficina foi inaugurada no último dia 5. Dez índios trabalham supervisionados pela farmacêutica responsável e por um botânico.

Comercializar

Inicialmente, a produção da oficina de manipulação não será comercializada. Mas, de acordo com a coordenadora de assistência farmacêutica da Funasa em Pernambuco, Mônica dos Santos, a idéia é começar a vender os remédios no prazo de até um ano e transformar a oficina em um projeto auto-sustentável.

Para o coordenador do projeto, Xicê Fulniô, o ponto mais importante da iniciativa é fortalecer e divulgar a cultura indígena, além de ajudar a preservar a saúde dos moradores da aldeia.

"Aprendemos as técnicas com os mais velhos, que aprenderam com os antepassados. Não há muita doença na aldeia. Tem gente com 80 anos que tem boa saúde porque usa as plantas", disse.

As plantas -folhas, raízes e cascas de árvores- são coletadas na aldeia do Ouricuri e na serra Comunaty, áreas de dois hectares que pertencem à reserva indígena.

São produzidos xaropes, pomadas, chás e sabonetes para cuidados básicos de saúde e prevenção de doenças.

De acordo com o coordenador Xicê Fulniô, há plantas específicas para a realização de tratamento de diabetes, obesidade, ansiedade, infecções de pele, gastrite, úlcera e até impotência sexual.
 
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