segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Suruí são convertidos ao cristianismo evangélico

A notícia abaixo, sobre uma suposta conversão de 150 índios Suruí adultos para a Igreja Assembléia de Deus, é estarrecedora.

Como será que os índios Suruí se converteram tão rapidamente? Que tipo de mensagem está sendo veiculada entre esses índios para uma tal conversão?

Recentemente um índio suruí, Almir, foi agraciado com prêmio internacional de defensor do meio ambiente por uma agência da ONU, em Genebra. Será que ele está por dentro da conversão em massa de seus parentes?

A matéria fala que a FUNAI tentou retirar a igreja que dizem foi construída pelos próprios índios, mas eles não deixaram que isso fosse feito.

Será mesmo verdade?

Apelo para que os índios Suruí se manifestem sobre essa matéria. Apelo para que as Ongs e a FUNAI que têm conhecimento dos Suruí e de sua atribulada vida desde os primeiros contatos realizados em 1969 se manifestem a respeito dessa conversão e dessa interferência religiosa no meio dos Suruí.

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Índios Suruí se convertem à fé cristã

Folha de Rondônia, Porto Velho, RO


A conversão de 150 índios adultos, a construção de uma igreja na aldeia, o batismo de 49 índios e o casamento de nove casais são o resultado missionário que a Igreja Assembléia de Deus, através do pastor Firmino dos Santos vem realizando na tribo Suruí, respeitando os costumes deles, mas fundamentando o trabalho em princípios bíblicos. A Aldeia 7 de Setembro, da Tribo Suruí, está localizada na Linha 14 no distrito de Cacoal com cerca de 600 índios. "Nossa entrada na aldeia é autorizada por eles", revela.

O pastor conta que quando o trabalho missionário iniciou na aldeia, os índios eram drogados, alcoólatras e não tinham nada. "Hoje eles têm casas arrumadinhas, roças, carros e andam bem vestidos. O local é cercado por outras aldeias. Na região de Pacarana, distrito de Espigão do Oeste já tem 40 índios convertidos", salienta.

Esses avanços são resultados de um trabalho de dois anos que iniciou com o índio Pingo Suruí que se decidiu por Jesus Cristo há 10 anos. Após cinco anos de sua conversão retornou à aldeia e começou a evangelizar. Depois disso, o missionário da Assembléia de Deus, Luiz Antonio, de Espigão do Oeste fez um trabalho de evangelismo na aldeia com a conversão de 30 índios.

Com isso foi dado continuidade ao trabalho e foi inaugurada neste ano pelo pastor Firmino dos Santos, o templo da aldeia com o nome: "Palob Ema Payterey", que significa Assembléia de Deus. Os cultos são realizados todas às terças, sábados e domingos. "No mesmo dia da inauguração do templo - que foi construído com recursos dos próprios índios - com o tema "Somos nação eleita do Senhor" houve o batismo de 49 índios e o casamento de nove casais", informa o pastor, que também é comandante da PM.

Firmino dos Santos conta que na aldeia também foi feita pelos índios uma construção de palha, "Mehar", que significa "Pequeninos de Jesus", onde são feitas as aulas da escola bíblica dominical para crianças, adolescentes, jovens e adultos. "A FUNAI depois da festa de inauguração do templo realizada no período de 19 a 21 de setembro deste ano queria que o trabalho de evangelismo na aldeia fosse retirado, inclusive com a Força do Exército. Mas os próprios índios fizeram um abaixo-assinado para que permanecêssemos e a situação foi apaziguada pela vontade e crença dos próprios índios. O vice-cacique da aldeia, Manoel Suruí também já é convertido", destaca. Conta também que o professor Alexandre Suruí, representante das Escolas Suruís na Seduc também é membro da Igreja.

Outro avanço, segundo o pasto, é que os índios estão tendo aulas de música e em torno de três meses terão uma banda com teclado, bateria, contrabaixo, guitarra e violão. "Atualmente temos grupos de jovens de louvor, grupos de senhoras de oração e grupos de crianças - todos indígenas. Hoje há credibilidade do trabalho que está sendo realizado", finalizou.

3 comentários:

Anônimo disse...

Mas, qual o seu problema dos indios virarem evangélicos? Poderiam ter se convertido tb ao catolicismo,ou qualquer outra religião.... E dai,o problema é seu? Eles são seres humanos como qualquer outra pessoa...portanto possuem opinião e livre arbitrio!

Anônimo disse...

O grande problema dos Surís se converterem é a perda da cultura nativa, acho sim que eles têm um livre arbítrio ,porém ,garanto que eles não teriam se convertido sem a intervenção do "homem branco"

Anônimo disse...

A evangelização do povo Surui e de qualquer outra tribo é uma questão muito séria.É a identidade cultural de um povo que está sujeito a ser perdido por razões da qual eles não sabem se isso é o que eles querem. É uma coisa imposta pela igreja, dizendo que tudo aquilo que eles fazem é coisa diabólica. É uma coisa que não tem nada a ver.A igreja é sim culpado por esses indios ser perdido, uma gente que perdeu a cultura. Isso é muito triste.

 
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