quarta-feira, 19 de março de 2008

Um quinto de jovens Tikuna são considerados usuários de cocaína


A coisa está braba na questão indígena brasileira!! Não sei quanto tempo mais vai durar essa irresponsabilidade e desleixo!

Desta vez é a constatação, feita pelo administrador da AER de Tabatinga, Davi Felix Cecílio, índio Tikuna, de que um quinto dos jovens Tikuna da aldeia Umariaçu, cheira cocaína e está viciado nessa droga.

Umariaçu é uma das maiores aldeias Tikuna. Fica na beira do rio Solimões, ao lado da cidade de Tabatinga, que faz fronteira com Letícia, cidade da Colômbia, a pátria da pasta de cocaína.

Mas não é só por causa da fronteira que os jovens índios são acusados de serem usados como "mulas" pelos traficantes colombianos. Segundo Davi Felix, praticamente todas as aldeias sob sua jurisdição têm alguma forma de uso e tráfico de drogas. E vejam que algumas aldeias da AER de Tabatinga estão a mais de 300 km de Tabatinga.

Por sua vez, o coordenador da Funasa da região diz desconhecer a presença de cocaína nas aldeias. Ou ele vive no mundo das nuvens ou está fugindo de um assunto que é fundamentalmente de sua alçada. Diz o coordenador Plínio Souza da Cruz: "Até o momento, oficialmente, nós não temos conhecimento nenhum. Para mim causa até surpresa. No meu entendimento, não existe isso. A gente sabe que aqui é um corredor de passagem [da droga]. Mas não posso afirmar que nas aldeias todas há consumo de drogas. Eu nunca vi, nem ouvi falar. Até mim não chegou nenhuma informação dessa."

Já em Brasília, o problema é dado como real e inquestionável, e a questão que parece interessar à direção da Funai é o problema da punição aos índios. Segundo o diretor de assistência, Aloísio Guapindaia, "os índios da região de Tabatinga que trabalharam a serviço do tráfico podem responder a processo ou ser penalizados por seus atos, mas desde que seja dado a eles um tratamento diferenciado garantido por lei. Eles não podem ficar em celas comuns, pois sofrem processo de assédio, agressões e intimidações de outros presos por preconceito. A Funai sempre pede que a custódia do índio fique a cargo dela e não da polícia."

Pelo amor de Deus, não é a cadeia a primeira coisa a ser pensada!! Pelo menos o Davi Felix Cecílio clamava por alguma ajuda aos jovens!

A repercussão desse fato triste e dramático e das péssimas respostas dadas pela Funai e pela Funasa estão em muitos jornais brasileiros, e até em jornais portugueses. Todas as três matérias sobre esse assunto nasceram do trabalho da Agência Brasil, mas a reportagem abaixo foi difundida pelo Globo Online.

________________________________________

Funai: cocaína chegou a aldeias indígenas de Tabatinga

Agência Brasil

TABATINGA (AM) - O administrador regional da Fundação Nacional do Índio (Funai) em Tabatinga, Davi Félix Cecílio, afirmou nesta segunda-feira que a cocaína está presente em praticamente todas as 230 comunidades indígenas sob sua jurisdição, que corresponde a um total de 54 mil índios.

Em entrevista à Agência Brasil e à TV Brasil, ele admitiu que em determinadas comunidades, como Umariaçu, um em cada cinco jovens indígenas está viciado em cocaína, e que os traficantes estão usando os índios como "mulas" para o transporte da droga.

O governo tem que criar mecanismos para a população indígena, senão eles vão se envolver nas drogas. O administrador da Funai afirmou já ter procurado a Polícia Federal para coibir o tráfico em Umariaçu. Segundo ele, A PF realizou uma rápida operação sem resultados efetivos.

Cecílio disse ainda que a Funai não tem tem conseguido combater esse tipo de problema, pois não tem competência legal para combater esse tipo de crime.

- O governo brasileiro, por meio da Funai, tem que criar mecanismos para a população indígena, senão eles vão se envolver nas drogas. Tem que oferecer alternativas como cursos profissionalizantes - disse o administrador da Funai.

6 comentários:

Anônimo disse...

Valeu Mércio. A única tristeza é sairmos daqui de Tabatinga e sabermos que, depois de nossas matérias, pouca coisa vai mudar nesta tragédia índios-cocaína. É muito triste. Quem está pedindo socorro são os pais e mães das aldeias, que não sabem como lidar com o problema. Todas as aldeias indígenas do Brasil têm problemas, mas aqui na fronteira tem o agravante do narcotráfico. E o que quase me faz chorar é ler a notícia ao lado da foto das indiazinhas... O que nós estamos fazendo? Acabando com um povo!
Abraço
Vladimir Platonow

Mércio Gomes disse...

É, Vladimir, mas a verdade sempre repercute bem e é importante para o mundo. Mantenha o espírito, Mercio

Anônimo disse...

primeiramente é bom resaltar que o tal Administrador da funai Davi Cecilio Felix é Comprador de cocaína , poi os indios tikunas peruanos sao os fornecedores que vendem para ele e o mesmo tem passe livre na baze anzol da PF, por isso ele está construindo uma mansão em Tabatinga. além de ser pedofilo ele usa do poderpulblico para fazer sexo com as indias adolescente.
atualmente ele liberou para os narcotraficantes uma trilha e acampamento na area indigena de feijoal.
esse processo já está na policia federal. mais precisa se divulgado em todos os meios para que a mascara da corrupçao venha a tona...

Anônimo disse...

É verdade mesmo, sou morador Com. de Feijoal e estudo aqui em Tabatinga. Esse Davi que as "pessoas de baixo" elegeram para ser um Administrador da Funai é um "traficante secreto" de droga. A trilha que ele liberou na àrea de Feijoal está localizada em um igarapé chamada Moaca,que fica perto da comunidade Prosperidade III, uma vez, 5 caçadores ticunas ficaram 3 dias como reféns pelos traficantes, no lado do Rio Jandiatuba...Então eles (os traficantes) falaram que o Davi é um "homem Legal" para fazer negócio...
Então essa coisa vai passar sem resposta?
Ele acussa varias pessoas que vendem bebeidas alcoólicas na comunidade, e ele, pior do que um pobre... fome de dnhr...
A dúvida para Feijoal é "Ele não vai pra cadeia também?

Anônimo disse...

Por causa desse conflito, o Davi Felix saiu da igreja Assembléia de Deus e entrou na Igreja mundial do Poder de Deus. Pois o pastor da igreja Ass. de Deus não permite que ele entrasse na igreja. Hoje (ele)é um pastor pedófilo, que vive "na conta dos outros".É aí que aparece uma passagem biblica onde diz: "Muitos vão usar o meu nome(...)mas por dentro é um lobo enganador de pessoas".

Yone Melo disse...

Pretendo fazer minha dissertação sobre o tráfico de drogas nas comunidades indígenas de Tabatinga. Preciso que vc me indique uns livros. Meu nome é Yonete Melo das Chagas

 
Share