sexta-feira, 25 de julho de 2008

A guerra das religiões pela alma indígena

Prosseguindo na esteira do caso JOCUM versus Zuruahá, o jornalista Leonel Rocha produziu uma matéria excepcional sobre a questão da disputa religiosa pela alma indígena. A matéria está aí embaixo e foi publicada ontem no Correiro Braziliense.

Além do interesse pela mão-de-obra indígena, desde a sua chegada e aboletamento nas terras dos brasis, os portugueses queriam converter os índios ao cristianismo. Fazia parte de sua missão civilizatória, paralelo à missão colonizadora. Portanto, o que estamos presenciando hoje, a disputa entre as missões católicas e evangélicas, em geral unidas contra o Estado, é uma réplica dos 500 anos de colonização. Naqueles anos a disputa era entre jesuítas e as demais missões cristãs, os carmelitas, franciscanos, mercedários e, mais tarde, os capuchinhos, todos mais ou menos unidos contra a Metrópole, que, através do Padroado, financia a todas.

Ao final, o que sobram são os índios desalmados de suas antigas crenças e incluídos religiosamente no mundo dominador.

A matéria de Leonel Rocha traz frases muito cortantes contra as religiões impostas aos povos indígenas proferidas por Gersem Baniwa, um estudante indígena de doutoramento em antropologia na Unb, e entrevista alguns antropólogos, inclusive alguns que estão diretamente envolvidos com o CIMI e com as missões religiosas.

Da minha parte, considero que a política indigenista brasileira criada pelo Marechal Rondon é laica e deveria continuar laica, respeitando as tradições e crenças indígenas.


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A guerra pelas almas

Correio Braziliense, por Leonel Rocha

Projeto de lei criado por evangélicos busca criminalizar o infanticídio nas tribos. Para especialistas, proposta é reflexo da atuação de entidades que tentam converter os índios ao cristianismo sem respeitar sua cultura

A disputa entre católicos e os vários segmentos evangélicos chegou à taba. O Projeto de Lei nº 1057, que considera criminosa a pessoa que praticar ou conhecer e não denunciar o infanticídio indígena, é a parte visível da guerra pelas almas dos índios brasileiros. Prevista para ser votada no segundo semestre pela Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM) da Câmara dos Deputados, a proposta divide religiosos, indigenistas e antropólogos sobre a prática de alguns povos que sacrificam crianças portadoras de necessidades especiais e comprometimento cerebral, entre outros casos. A disputa para cristianizar os índios coloca, de um lado, missionários católicos e, do outro, alguns segmentos evangélicos que patrocinam o projeto.

Apresentado no ano passado pelo deputado evangélico Henrique Afonso (PT-AC), o PL não tem data para ser votado no plenário da Câmara. Há uma semana, uma manifestação no Congresso levou grupos de militantes evangélicos de várias denominações a reivindicar a aprovação da lei. O parecer da deputada Janete Pietá (PT-SP) descarta a criminalização do infanticídio indígena. Pietá optou por um texto, ainda a ser votado na CDHM, prevendo a criação de um conselho tutelar indígena e a adoção de uma campanha educativa para evitar o infanticídio, ainda mantido por povos como os Suruwará. Eles vivem entre os rios Purus e Juruá, no Amazonas, e consideram a morte de crianças um instrumento de controle de natalidade. A prática foi tema do filme Hakani, produzido pelo escritório brasileiro da organização evangélica Jovens com um ideal (Jocum), como parte de uma campanha internacional pelo fim do infanticídio nas tribos.

Batalha

A disputa pelas almas dos Suruwará motivou uma batalha judicial entre católicos e evangélicos. Em contato com os índios desde 1980, há cinco anos o Conselho Indigenista Missionário (Cimi), da Igreja Católica, entrou com uma representação no Ministério Público Federal contra a atuação da Jocum na aldeia. A representação foi motivada por um "diário de campo" deixado pelos evangélicos na aldeia e encontrado por missionários do Cimi. Segundo a entidade, o texto continha uma doutrina que considera as religiões indígenas uma manifestação demoníaca, o mesmo princípio usado historicamente pela Igreja Católica desde o Descobrimento e abandonado na década de 1960. A Procuradoria da República em Manaus conseguiu que a Justiça determinasse a saída dos missionários da Jocum da aldeia. Mas a organização resiste em deixar a área, alegando que está ali para combater o sacrifício de crianças doentes.

"Qualquer religião é perversa com os indígenas. Os missionários tentam colonizar os índios impondo o pecado e o medo do inferno", critica Gersem Baniwa, doutor em antropologia e indígena que viveu até os 10 anos na aldeia Yakirana, no Amazonas. "As religiões ocidentais surgiram para dominar cultural e espiritualmente o mundo e também os índios. É o imperialismo religioso que acaba com a convivência coletivista das aldeias", lamenta. Entre as conseqüências da atuação religiosa nas aldeias está a mudança de hábitos e rotinas dos indígenas. Uma delas é a guarda de um dia de descanso depois de uma semana de trabalho, como está na Bíblia. Poucos índios adotam o calendário ocidental, mas alguns grupos estão sendo convencidos a adiar pescarias ou caças por ser sábado ou domingo.

Arsenal

Para transformar índios em cristãos, católicos e evangélicos não medem esforços. Montaram um arsenal para a tarefa. Fundado na década de 1970, o Cimi conta com cerca de 350 missionários padres e leigos, possui rádio, revista e jornal. Os evangélicos fundaram a Associação de Missões Transculturais Brasileiras (AMTB), que reúne 600 missionários e abriga diferentes entidades. A organização da AMTB, que tem 25 agências entre os índios brasileiros, chega ao detalhe de fazer um levantamento sobre quais tribos já foram evangelizadas e quantas ainda estão isoladas. A ONG detalha em seu site quais etnias possuem a Bíblia completa no próprio idioma e define como objetivo levar os princípios evangélicos a 120 outros povos. Na internet, a AMTB chega a oferecer a adoção de vários povos que, segundo eles, não conhecem a palavra de Deus.

Nessa guerra, evangélicos e católicos apresentam estratégias diferentes. O antropólogo e pastor presbiteriano Ronaldo Libório, um dos coordenadores da AMTB, nega que os missionários da associação obriguem os índios a adotarem o cristianismo como religião, abandonando suas culturas. Segundo ele, os valores do evangelho não são incompatíveis com nenhuma sociedade humana, muito menos os índios. Revela que, no processo de conversão dos indígenas, há batismo, mas ressalva que a principal atividade dos missionários é aliviar o sofrimento dos povos das florestas com a implantação de projetos sociais nas áreas de saúde e educação.

Já os missionários do Cimi não consideram o infanticídio uma prática selvagem dos índios e defendem que essa cultura tem lógica nas aldeias com pouco contato com a cultura ocidental. "Não podemos tratar os índios que têm essa prática como bandidos", argumenta Saulo Feitosa, secretário adjunto do Cimi. A entidade inaugurou há alguns anos um novo método de evangelização. Não batiza as crianças indígenas e aceita a teologia e os rituais dos diversos povos. Os católicos adotam o que chamam de "missão calada" e esperam que só com o exemplo possam conquistar almas dentro das florestas.

O proselitismo cristão nas aldeias assusta estudiosos e indigenistas. O antropólogo Rubem Thomaz de Almeida defende que o governo estabeleça regras para a entrada e permanência dos missionários nas aldeias. "Os missionários católicos adotam a educação clássica como método de dominação política. Os evangélicos impõem proibições que impedem o diálogo cultural com os índios", analisa. O ex-presidente da FUNDAÇÃO NACIONAL DO ÍNDIO (FUNAI), Mércio Pereira Gomes, defende a saída dos missionários da convivência direta com os indígenas. Ele entende que, antes da Bíblia, os índios deveriam ter uma educação formal laica para evitar práticas como o infanticídio, por exemplo. "O que esses missionários cristãos querem mesmo é salvar as próprias almas", critica.

Por um novo modelo

O movimento evangélico indígena vai ganhar uma nova força em setembro e pode mudar de cara. O Conselho de Pastores e Líderes Evangélicos Indígenas (Conplei), entidade criada em 1990 e dirigida por representantes de vários povos, vai realizar, em setembro, no Amazonas, o sexto congresso da instituição para definir o modelo de cristianismo evangélico que será pregado nas aldeias. A Bíblia será difundida sem a participação de missionários "ocidentais". "Defendemos o intercâmbio cultural e religioso, com respeito às nossas tradições e uma evangelização contextualizada à nossa vida", explica Eli Ticuna, militante evangélico, teólogo e estudante de mestrado em administração.

O conselho funciona como uma supra-organização nacional de índios evangélicos, espécie de concorrente direto do Conselho Indigenista Missionário(CIMI), da Igreja Católica. Um dos principais objetivos é evitar a forma de atuação de pastores evangélicos que não pertencem às aldeias. "Queremos uma igreja com a cara do índio, que respeite a nossa diversidade cultural e não nos imponha conceitos", define Eli. O diálogo proposto pelo Conplei é mais fácil com as denominações evangélicas do que com os católicos.

9 comentários:

Anônimo disse...

""Qualquer religião é perversa com os indígenas. Os missionários tentam colonizar os índios impondo o pecado e o medo do inferno", critica Gersem Baniwa, doutor em antropologia e indígena que viveu até os 10 anos na aldeia Yakirana, no Amazonas. "As religiões ocidentais surgiram para dominar cultural e espiritualmente o mundo e também os índios. É o imperialismo religioso que acaba com a convivência coletivista das aldeias", lamenta."

shuyahsuayhsuahsya religiões são criadas pra dominar o capital shuayhsuayhahayuhsyahayhsa depois de enfiar esa baboseira marxista/ateista na cabeça desse infeliz, vem com que moral falar em imposição religiosa dos missionários?
E são tão incompetentes, que nem percebem que os indios já tem religião antes do contato, fazendo do pagé local, segundo o raciocínio chulo e ridículo, um "explorador capitalista imperialista" shuyahsuayhsyua
pobre universidade brasileira, com animais irracionais desses sendo chamados de professor.

Anônimo disse...

Contra o INFANTICÍDIO

Carta Aberta do
MOVIMENTO CONTRA O INFANTICÍDIO INDÍGENA

Ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, à D. Marisa e à Nação Brasileira.

Nós, indígenas do Mato Grosso e do Brasil, pedimos a sua atenção para os casos de infanticídio que ocorrem impunemente nas aldeias indígenas do Brasil. O infanticídio não é um fato novo. Infelizmente sempre esteve presente na história das culturas indígenas. Entretanto, este assunto tem ganhado visibilidade na mídia com a divulgação da história da menina Hakani da etnia Suruahá, que sobreviveu ao infanticídio após o suicídio dos pais e irmãos.

Estamos vivendo um momento de mudanças - de profundas mudanças em nossa cultura e estilo de viver. Hoje vivemos um novo tempo e a realidade dentro das comunidades indígenas e outra. Já não vivemos confinados nas nossas aldeias, condenados ao esquecimento e a ignorância. O mundo já esta dentro das aldeias através da TV e da INTERNET e da escola. O acesso à informação têm colocado o indígena em sintonia com os acontecimentos globais.

Tudo isso tem alterado nossa visão de mundo. Hoje já não somos objetos de estudos, mas sujeitos, protagonistas de nossa própria historia, adquirindo novos saberes e conhecimentos que valorizam a vida e a nossa cultura.

Somos índios, somos cidadãos! Vivendo na cidade ou na aldeia, não abandonamos as riquezas de nossas culturas, mas julgamos que somos capazes de distinguir o que é bom é o que é danoso à vida e a cultura indígena. Assumimos a responsabilidade de nosso destino e de fazer escolhas que contribuem para nosso crescimento. Recusamos-nos a ser meros fantoches nas mãos das organizações científicas e de estudo. Chega de sermos manipulados por organizações governamentais e não-governamentais!

Portanto manifestamos nosso repúdio a pratica do infanticídio e a maneira irresponsável com que essa questão vem sendo tratada pelos Órgãos Governamentais. Não aceitamos o argumento de antropólogos baseados no relativismo cultural. De acordo com a própria Constituição brasileira de 1988 que em seu artigo 227 determina:

“É dever da família, da sociedade e do Estado, assegurar à Criança e ao adolescente, com absoluta prioridade, o direito à vida , à saúde, à alimentação, à educação ao lazer à profissionalização, à cultura e à dignidade, ao respeito, à liberdade é à convivência familiar e comunitária, além de colocá-las a salvo de toda forma de negligência, discrimininação, exploração, violência, crueldade e opressão!”

E em nome deste preceito constitucional é que nos dirigimos à nação brasileira, em especial ao Presidente Lula e à esposa D. Marisa, assim como aos congressistas e aos governantes estaduais municipais, para manifestar nossa indignação com a falta de respeito à vida em especial das crianças vítimas do infanticídio.

O recente caso da menina Isabela alcançou tal repercussão na mídia, que de repente nos vimos vivendo a dor e a angústia de sua família. Parecia que Isabela era alguém de nossa própria família. Toda a nação brasileira se comoveu e se encheu de indignação com tamanha violência e passou a acompanhar, a exigir justiça e punição aos suspeitos. A justiça tem feito seu papel e a sociedade está em alerta contra a violência infantil.

Mas nós perguntamos - será que a vida da Isabela tem mais valor do que a daquelas crianças indígenas que são cruelmente enterradas vivas, abandonadas no mato, ou enforcadas por causa de falsos temores e da falta de informação dos pais e da comunidade? NÃO!

Não aceitamos o infanticídio como prática cultural justificável. Não concordamos com a opinião equivocada de antropólogos que têm a pretensão de justificar estes atos e assim decidir pelos povos indígenas, colocando em risco o futuro de etnias inteiras. O direito à vida é um direito fundamental de qualquer ser humano na face da terra, independentemente de sua etnia.

Sr. Presidente, e D. Marisa Senhores, senhores congressistas e governantes estaduais e municipais, cidadãos e cidadãs brasileiras, os direitos humanos estão sendo violados no Brasil!! Quantos milhares de crianças já foram enterradas, enforcadas ou afogadas quantas mais terão que passar por isso? Nosso movimento espera que a lei maior de nosso país seja respeitada isto é independentemente de etnias, cor, cultura, raça, todas as crianças gozem do direito à vida.

Por isso, através desta carta aberta:

· pedimos que a Lei Muwaji seja aprovada e regulamentada;

· pedimos ao presidente Lula e a sua esposa que pessoalmente interfiram nesse processo;

· pedimos que os órgãos competentes não mais se omitam em prestar socorro as mães e as crianças em risco de sofrer infanticídio.

Nós, abaixo assinados, concordamos com os termos desta carta aberta e junto com seus autores, pedimos aos governantes do País em todas as instâncias, providencias no combate e na erradicação do infanticídio para que assim o sangue inocente não seja mais derramado em solo indígena.

Mato Grosso, junho de 2008.

Movimento contra o infanticídio indígena.

Contato: edsonkairi@hotmail.comEste endereço de e-mail está protegido contra SpamBots. Você precisa ter o JavaScript habilitado para vê-lo. .



Edson Bakairi é lider indígena em Mato Grosso, professor licenciado em historia com especialização em Antropologia pela UNEMT, presidente da OPRIMT ( Organização de professores Indígenas de Mato Grosso) por 3 anos e é sobrevivente de tentativa de infanticídio, abandonado para morrer na mata, foi resgatado e preservado com vida por suas irmãs.

E agora?

INDIOS DO VALE DO JAVARI PEDEM SOCORRO


O Conselho Indígena do Vale do Javari –CIVAJA, organização representativa e legítima dos povos indígenas do Vale do Javari, e suas organizações de bases: Associação Marubo de São Sebastião – AMAS; Associação de Desenvolvimento Comunitário dos Povos Indígenas Marubo do Alto Rio Curuçá – ASDEC; Associação dos Indígenas Moradores de Atalaia do Norte – AMIATAN; Associação Kanamary do Vale do Javari – AKAVAJA que representam os indígenas das etnias: Mayuruna, Matis, Kulina, Marubo, Kanamary, Kurubo e demais povos isolados existentes da terra indígena sem contato com sociedade envolvente situada naregião de fronteira do Brasil e Peru, no Estado do Amazonas, vêm apresentar a realidade atual em que se encontram as nossas comunidades e o sofrimento por eles enfrentado.

Nossa população é estimada aproximadamente em 3.600 indígenas que habitam a região de uma área de 8.544,444 hectares de área intacta de reserva indígena com diversidade étnica de povos isolados, além de riquezas ambientais e hidrográficas do Mundo, região rm que os nossos povos se encontram sofrendo e as mortes acontecendo silenciosamente sem que as autoridades se preocupem com tal situação que já se torna uma calamidade pública. Nossas crianças e parentes morrem de hepatite A, B, C e D, tuberculose, meningite e tantos outros que não se conhecem, que nos últimos 17 (dezessete) anos já sofremos epidemias de: Cólera, Coqueluche, Malária tipo Falciparum e Vivax, e hoje o maior índice de doenças é Hepatite, Tuberculose bem como surgimento de Meningite que levou dois adolescentes indígenas Matis a óbito em Dezembro de 2007.

As populações indígenas estão se infectandode vírus da hepatite e próprio bacilo de tuberculose. Lembrando que no Vale do Javari, todos os índios já tiveram 10 e 15 casos de malárias, causando aos mesmos problemas hepáticos e o sofrimento de dores abdominais nas crianças e adultos, assim morrem vomitando sangue, por conta das febres, gastrites. Nossos parentes sofrem de cirrose e até úlcera por ingerirem tanto medicamento e não tem mais resistência física para outras enfermidades que se tornam frágeis às doenças.

Nem todo indígenas são tratados da tuberculose e controlados, assim as transmissões não têm controle específico na região. Somente as populações indígenas Marubo do alto rio Itui, em um levantamento feito por um dos enfermeiros que esteve na área em 2007, todas 24 lâminas examinadas foram positivos, sendo que 80% estão contaminadas, isso sem contar outras localidades que não fizeram lâminas, principalmente na região do alto rio Curuçá, podemos dizer que possivelmente haverá maior número de casos. E as pacientes ainda se encontram na aldeia sem expectativa de receber tratamento.

Mencionamos aqui que nunca houve especialista que fizesse levantamento específico e detalhado para diagnóstico, assim, somos negados de saber que tipos de doenças existem em nosso meio. Por falta dessas informações as lideranças tradicionais e pajés, procuraram saber no intuito de fazer medicinas tradicionais de ervas em colaboração aos técnicos e enfermeiros. Quando não são informados os mesmos se revoltam e ameaçam os poucos técnicos de saúde que existem do DSEI na região.

O Distrito Sanitário Especial Indígena do Vale do Javari – DSEI- Javari, não tem autonomia de gestão administrativa, política e financeira o que vem dependendo da Coordenação da FUNASA – Manaus – CORE/AM e as remoções que são solicitadas são encaminhadas a esta coordenação para liberar meio de transporte (aéreo e fluvial), com isso muita vezes tem demorado a liberação, por sua vez a CORE/AM espera autorização do Departamento de Saúde Indígenas da DESAI/Brasília.

A FUNASA na nota de esclarecimento a Radio Nacional de Brasília esclareceu que “atualmente, o atendimento a saúde indígena é realizado por meio das (equipes multidisciplinares de Saúde Indígena – EMSI, a FUNASA mantém equipe regularmente na área do vale do javari e nas unidades de saúde (DSEI, Pólos e CASAIs, no total de 60 profissionais atuando em prol da saúde da população indígena. As equipes são formadas por médicos, enfermeiros, nutricionista, odontólogos, bioquímico, farmacêutico, técnicos de enfermagem, técnico de laboratório e auxiliares de consultório dentário”.

Podemos esclarecer que bioquímica farmacêutica, médico, nutricionista e técnico de laboratório não atuam na área indígena. Somente um odontólogo, fez duas missões na área em 2007, por falta de material que não foram adquiridos por parte do órgão. Dos 60 profissionais alguns técnicos e enfermeiros estão exercendo suas atividades na área, por isso há necessidade de profissionais que se torna insuficiente. E para entrada desses mínimos profissionais de saúde na área o chefe do DSEI/Javari juntamente com CONDISI e o CIVAJA enfrentam resistência por parte dos técnicos e alguns enfermeiros que se negam a ir para área indígena e remetem atestados médicos para continuarem na cidade.

E aquelas enfermeiras ou técnicos que se encontram na área indígena enfrentam dificuldades por não haver condições para trabalhar e passa a sofrer junto às comunidades, por falta de condições como: radiocomunicação, gasolina, medicamento, estrutura (farmácia casa de apoio e Pólos Bases) bem como outros equipamentos necessários, por conta disso, sofrem pressão dos indígenas pela precariedade que se encontram as áreas indígenas e querem soluções dessas necessidades.

A FUNASA através da CORE/AM, vem prometendo às populações indígenas desde 2005, alegando que já havia adquirido: 50 rádios de comunicação, 02 ambulâncias (carros tipo furgão), 07 geladeiras solares e construção de 04 pólos bases na região. Pelo não cumprimento das promessas, as lideranças formaram uma comitiva de índios no 9º Encontro Geral de Lideranças Indígenas do Vale do Javari realizada na aldeia Rio Novo no início do ano de 2007, para viagem a Brasília, que na oportunidade resultou na entrega de vários documentos de reivindicação ao Ministério Público Federal; na oportunidade foi solicitado a Dra.Débora Duprat da 6ª Câmara de Brasília para uma audiência em Atalaia do Norte, o qual aconteceu no dia 15 de Agosto de 2007 onde pela segunda vez, foi assinado um (Termo de Ajustamento de Conduta – TAC) que exigia a construção e estruturação dos pólos bases, aquisição de geladeiras, etc., até Dezembro de 2007, que também ainda está sendo iniciada com apoio da organização e comunidades, mas que não começou ainda as obras até o presente momento.

A FUNASA disse que a ocupação da sede daCORE/AM, em Manaus no mês de Novembro de 2007, não justifica a não início das obras, porque a construção dos pólos bases é uma reivindicação do síndios há muito tempo e assinatura do TAC foram em mês de Agosto, tempo suficiente para iniciar as obra na nossa região. Vale ressaltar que a coordenação do CIVAJA no sentido de acelerar a obra disponibilizou aos serradores, moto-serra da AMAS para serragem de madeira, foi como serraram tábuas para construção do Pólo Base Maronal e da Aldeia São Sebastião, mas que ficou para concluir a serragem e os serradores tiveram que sair da área por motivo da malária. Essa iniciativa do CIVAJA é uma iniciativa para colaborar com opróprio órgão.

Em vista da dificuldade que o DSEI/Javari encontra para realização de vacinação e outras missões de saúde na área o CIVAJA disponibilizou desde 2006 para responsabilidade da FUNASA um barco de 114 HP denominado NIWA-WANY, da propriedade do CIVAJA, também para acelerar as atividades de saúde para as populações indígenas do Vale do Javari.

O CIVAJA recebeu doações de aparelhos de microscópios da entidade Médicos Sem Fronteira, os quais são aparelhos de microscópios usados na área indígena pelos técnicos e AIS, nunca foram feito manutenção dos referidos aparelhos, as mesmas situações se encontra os rádios das comunidades indígenas, que também estão necessitandode manutenção, por isso, os pólos bases e outras referências estão sem radiocomunicação nas áreas. E por falta dessa comunicação e transporte os poucos técnicos de enfermagens e alguns enfermeiros que atuam na área indígena, se sentem abandonados, por não ter como fazer visita domiciliar nas comunidades de abrangência doPólo Bases, muito menos pode se deslocar ou comunicar para orientar aos AIS nas comunidades, finda riscando a sua própria vida por ser uma área de risco.

O órgão denominado Fundação de Vigilância em Saúde – FVS, responsáveis pelo combate amalária, que atua na sede Municipal de Atalaia doNorte em convênio com a prefeitura Municipal, quando vão para área indígena só fazem atividade paliativa e sem qualidade de atendimento. Exemplo disso foi feito nos mês de Dezembro no Rio Curuçá que ficaram apenas três dias na aldeia Maronal, enquanto que a outros grupos de endemias faziam de 45 dias cada ciclo de atendimento em cada sub-região do vale do javari e combatiam a malária.

O Programa Saúde Familiar Indígena – PSFI, recursos repassado fundo a fundo do Ministério da Saúde para a Prefeitura Municipal de Atalaia doNorte, para contratação de profissionais de saúde, não dar para contar com os profissionais, porque permanecem mais na cidade enquanto os problemas são na área indígena. O médico que foi contratado, nunca atendeu índios e que muitas vezes tem se negado a atender índio, foi como a coordenadora técnica do DSEI, e a coordenação do CIVAJA tiveram que assinar termo de responsabilidade e tirar criança matis do hospital de Atalaiado Norte e levar ao hospital de tabatinga onde aconteceu à morte da referida criança no dia 03 de Dezembro de 2007. O chefe do DSEI-JAVARI, junto com Conselho Distrital de Saúde Indígena do Vale do Javari - CONDISI, vem solicitando a substituição desses profissionais de saúde que se negam a entrar na área e permanecem na cidade, mas não vem sendo atendido pela prefeitura municipal de Atalaia do Norte, assim, recebendo seus vencimentos normalmente, sem prestar o serviço como rege os seus contratos de trabalhos.

Lamentamos a grave situação que estamos passando em vista de não está havendo preocupação das autoridades que no ano de 2007 já morreram 39 indígenas e no início desse mês de janeiro de 2008 em menos de uma semana morre 02 indígenas, pelo visto as autoridades responsáveis querem o fim do nosso extermínio definitivo dos nossos povos, por isso permanecem silenciosos, sem se manifestar sobre as mortes dos nossos parentes do Valedo Javari, que milhares de anos os Índios nunca sofreram de Malária, somente após o contato forçado pelos invasores da região, vimos enfrentar esse descasos.

Podemos dizer que essas diversidades de povos indígenas, estão a beira do extermínio e nós nos sentimos ameaçados e sem futuro. Ressaltamos ainda que as autoridades não tomarem as devidas providencias concretas e necessárias. O mundo assistirá a extinção dessa diversidade étnica e ficará na historia e lenda como aconteceu no passado com outros povos durante aos 508 de colonização no Brasil. Na região as populações indígenas que viviam preservando seus costumes e conhecimentos tradicionais, fiscalização territorial como os únicos que asseguram o patrimônio da humanidade, não consegue mais fiscalizar seu território e não praticam mais suas festas por motivo de doenças que matam seus parentes, onde a tristeza e o vazio desses parentes, muitos fogem de mata adentro e outros saem para cidade em busca de soluções resistindo às doenças.

Em vista disso o Conselho Indígena do Vale doJavari – CIVAJA vem articulando com as entidades nacionais e internacionais em busca de apoio no sentido de solucionar e colaborar com os próprios órgãos, comprovando que somente o órgão do Ministério da Saúde em si, não há como desenvolver atividade com resultados por falta até de recursos humanos com quadro de servidores insuficiente e o CIVAJA tendo como experiência de convênio com as entidades de apoio ao movimento indígena: Médicos Sem Fronteiras da Holanda, Terredês Hommes da Suíça e Holanda, Amigos da Terra,União Européia, GTZ, KFW, que tiveram bons resultados, que com isso adquiriu a construção da casa de saúde indígena - CASAI aparelhos de microscopias, capacitação de agentes indígenas de saúde, aquisição de embarcações etc., nos últimos anos, tomou por iniciativa de convidar FUNASA, FUNAI, ASASEVAJA, Oncean Foutures, TDH/Holanda, Diocese do Alto Solimões, Fundação SãoFrancisco, COIAB, CIMI, CTI, Amazon Xpeditions com finalidade de fazer parceria para (Plano de Ação Emergencial de Saúde para as Populações Indígenas do Vale do Javari) nos Períodos de Janeiro, Julho, Outubro e Dezembro de 2008.

Tal proposta já foi levada ao conhecimento dapresidência da FUNASA, DSAI/FUNASA, CORE/AM,DSEI/JAVARI, FUNAI/ATN, COIAB e outras entidades que queira participar da referida missão, onde a entidade Amazon Xpeditions deu por sinal em apoiar aproposta do CIVAJA, com que estamos contando e formar equipe de parcerias para ação de saúde no vale do javari. Vale ressaltar que nós lideranças do movimento indígena temos nossas propostas e planos para atividades sejam lá em que for a área, estamos para colaborar e apoiar as ações dos órgãos, mas precisamos condições e apoio, nesse caso estamos dispostos e convidamos a quem queira participar das nossas parcerias porque somos únicos conhecedores nas nossas situações na região, para dizer o que queremos.

Diante exposto, vimos por meio desta manifestar para sensibilizar as autoridades publicas competentes, entidades e exigir o apoio, o atendimento de saúde ou uma intervenção de emergência de saúde junto aos povos indígenas do Vale do Javari localizado na região no Estado do Amazonas, e ainda sugerimos algumas providencias que deveriam ser tomadas imediatamente para minimizar a tal situação a seguir:

1. Adquirir quatro barcos “ambulância fluvial” para remoção especifica dos pacientes das calhas dos rios com referencias hospitalares nas sedes municipais;

2. Adquirir 50 (cinqüenta) radiocomunicações para as comunidades indígenas, embarcações e ambulâncias fluviais para chamadas emergencial;

3. Iniciar imediatamente tratamento dos pacientesportadores de Hepatite que foram realizadosexames de Biopsia que até o presente momento estãosem receber tratamento. Caso não haja tratamentodos mesmos, os indígenas poderão recusar ounão aceitar mais as ações previstas por parte da FUNASA, com isso podendo prejudicar aos outros povos, até mesmo ações de saúde em todas as comunidades;

4. Reativar a equipe de endêmias do DSEI/Javari, dando aos mesmos, condições estruturais e operacionais para funcionamento de fato no combate a malária na região, visto que a Fundação de Vigilância em Saúde do Estado do Amazonas, não tem dado conta das atividades de combate à malária na região;

5. Criar uma equipe especifica para levantamento geral de tuberculose na terra indígena do vale do javari e iniciar o tratamento com urgência dos pacientes que já foram notificados, para não acontecer mais, o que acorreu com o indígena Aldinor Dionísio que faleceu por tuberculose;

6. Acelerar a construção dos quatro pólos bases que ainda não foram iniciadas até esta data para funcionamento em breve as novas unidades de saúde no vale do javari, e as instalações de geladeiras solares em todos os 07 Pólos Bases para acondicionamento das vacinas, para beneficiar as populações indígenas;

7. Apoiar a perfuração dos 08 poços iniciada entre ASASEVAJA e AMAS no médio rio Curuçá para abastecimento de água nas comunidades Mayuruna, Marubo e Kulina bem como fazer outros saneamento em todos os pólos bases;

8. Construção de 04 pistas de pousos, nas comunidades de difícil acesso via transporte fluvial, nos períodos de estiagem, principalmente nos pólos bases dos médios rios da terra indígena do vale do javari;

9. Nomeação imediata de um chefe da Casa de Saúde do Índio - CASAI de Atalaia do Norte, sendo o servidor do quadro da FUNASA, tendo em vista há muito tempo, a referida CASAI encontra-se sem chefia;

10. Transformar o DSEI-JAVARI em uma unidade gestora, para agilizar ações de saúde previstas;

11. Aquisição de transportes terrestres (carros) para suprir as necessidades da CASAI e do DSEI-JAVARI, atualmente os profissionais usam motocicletas da FUNASA, para transportar pacientes nos locais de referencias;

12. Apoiar a realização da Assembléia Extraordinária dos Povos Indígenas do Vale do Javari onde será apresentada o Plano de Ação Emergencial de Saúde para as Populações Indígenas do Vale do Javari, proposta das organizações indígenas aos seus parceiros, bem como outras atividades de Saúde do DSEI/Javari/FUNASA.

Desde já agradecemos a sua valiosa atenção e colaboração, no aguardo de uma resposta urgente aos povos indígenas do vale do javari.

FAVOR AJUDE-NOS NOS ESTAMOS MORRENDO E PEDINDOSOCORRO!

Muito atenciosamente

Clovis Rufino Reis - Coordenador do CIVAJA

Manoel Barbosa da Silva - Presidente da ASDEC

Raimundo Nascimento Reis - Presidente da AMAS

Pedro Duarte Comapa - Presidente da AMIATAN

Aldeson da Silva Saldanha - Presidente da AKAVAJA

André Chapiama Wadick - Coordenador Regional do CIVAJA

Walciley Oliveira Duarte - Professor da Aldeia São Sebastião

Baritiká Matis - Coordenador Regional do CIVAJA

Cavalleiro disse...

Continua esse anônimo shuyahsuayhsuahsya, reacionário de extrema-direita, defendendo a ação proselitista dos evangélicos. E além de tudo é analfabeto, pois escreveu "pagé", quando, salvo engano, o certo é "pajé". Falso moralista hipócrita, que deveria se preocupar com as crianças miseráveis e marginalizadas da nossa "civilização", cheirando cola nas esquinas. O pior é que essa turma consegue cooptar muitos índios, como se vê na deprimente carta aberta acima, em que os índios do Javari dizem apoiar a luta contra o "infanticídio". É o fim da picada.

Anônimo disse...

shuyashuayshuahy um "grande indigenista" ofendido porque os indigenas se recusam a ser tratados como imbecis shuayshyahayahayahsyha

Argumento que é bom nada, né? shuayhsyahsyahy Indio TEM que ser a favor do infanticidio, assim decidiu o Mércio e seus capangas shuayhsyuahsyahayy, se não, será automaticamente tachado de anti-causa-indígena, explorado, desaculturado...shuayshauyya raciocínio de antropolouco shuayhsyahsyahsya

vão gritando, cambada shuayhsyay que o tempo de voces tá acabando.

Só pra mostrar o nível de insanidade lógica, desde quando se preocupar com indigenas exclui o trabalho com crianças de rua? se não me engano até a Jocum tem trabalho nessa área.

Cavalleiro disse...

Pobre alma atormentada esse tal de shuyashuayshuahy. É por isso que gosta tanto de evangélicos. Continua a dizer que nós indigenistas somos a favor do "infanticídio". Isso é argumento? Ninguém acha legal essa prática, apenas defendemos que o problema não seja tratado pela sua ótica falso moralista e nem divulgado de forma fraudulenta como o tal vídeo da Jocum. Os índios do Javari estão desesperados pela situação de saúde em que se encontram e entraram nessa onda anti-ifanticídio para chamar a atenção. E é muito suspeito pois colocaram a assinatura de um índio Matís. Ora, os Matís são índios de relativo pouco contato, preservam todas suas tradições e certamente estão alheios a essa discussão. Já os Marubo sofrem influência de outra praga bíblica que é a Missão Novas Tribos do Brasil. O grande pecado da FUNAI é não conseguir expulsar essa turma.

Anônimo disse...

O grande pecado da funai é ser cabide de emprego pra vagabundo.
E criticar os que fazem alguma coisa...



" colocaram a assinatura de um índio Matís. Ora, os Matís são índios de relativo pouco contato, preservam todas suas tradições e certamente estão alheios a essa discussão."

Shuyahuayhyaushuayayh Chamou os Matis de imbecis alienados na cara dura shuayhsuahysyuayhsyuhya
Esses são os nossos "indigenistas" shuayshauhsyahy

E pra sua informação, eles tem bastante contato com os que estão na região. Isso. claro não se aplica aos antropólogos viajandões da funai, nem aos médicos da funasa shuayhsyuaha

E só uma perguntinha básica: Desesperados por que, se a "çaude" da região tá maaaaaraaaaavilhooooossa segundo dados do minstério da Çaude (imagino fornecidos por funai e funasa)?

cavallinho quanto mais se explica mais se enrola shuyahsyahsyuahsyuahysa

Cavalleiro disse...

Acho que você adoraria receber um DAS 4 na FUNAI. A maioria das pessoas que odeiam o órgão (desde acadêmicos e pessoal das ONG's até os setores mais reacionários dos ruralistas e dos evangélicos)no fundo gostariam de ter um cabide de emprego por lá. Ocorre que a FUNAI está tão sucateada que nem isso acontece, o que acaba sendo uma vantagem pois é uma das poucas instituições que está relativamente livre do empreguismo político. E vc continua com a prática calhorda, típica da extrema direita, de distorcer as palavras alheias. Eu disse que os Matis, por serem de relativo pouco contato e por preservarem suas tradições, não incorporaram esse julgamento moralista sobre a questão do "infanticídio". O imbecil, no caso, é mesmo vossa excelência. Mas esperar o quê de alguém que, covardemente, se esconde no anonimato. Mas, afinal, o que é essa coisa de shuashuahuashua que vc fica repetindo? É uma reação alérgica? Um espirro? Um descontrole emocional? Já ouviu falar em Lexotan ou Gadernal?

Anônimo disse...

"Eu disse que os Matis, por serem de relativo pouco contato e por preservarem suas tradições, não incorporaram esse julgamento moralista sobre a questão do "infanticídio"."

Relativo pouco contato pra voce, com certeza. O Matis, por acaso, tem uma razoavel compreensão sim, pelo menos as lideranças mais intruidas (coisa que a funai abomina, instrução pra indio é tabu...conheço vários casos)
Mas a assinatura (se é que leu o texto) refere-se à precariedade da assistencia governamental na área da "Çaude". Aquela que dizem ser maaaraaaavilhoooosaa na região.

Quanto ao DAS, tenho coisa melhor pra fazer, mas tenho um primo que tá desempregado.... posso indicar? shuauhsyahsuyasyahsyahsashauyshauhyuyahyhsuaha

Anônimo disse...

Coisa de antropólogos CIMIescos...
Como em Roraima. Eles adoram criar briga e divisão.
Por falar nisso diz pro antropólogo CIMIesco Gunther que os filhos e as "esposas" dele tão com saudades lá na aldeia (preciso dizer qual? shuayhsyayhsyahayha), e é pra ele voltar logo da Alemanha shuayhsyahnyahsyahayhaauy

 
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