quinta-feira, 3 de julho de 2008

Funai reage ao filme sobre infanticídio entre os Zuruahá

Parece que a Funai reagiu ao vídeo sobre a encenação de um infanticídio feito com índios em Porto Velho, supostamente para representar um caso real.

A matéria abaixo traz detalhes sobre como o filme foi feito, entrevista alguns antropólogos, que consideram as cenas "exageradamente fortes". Falta a avaliação dos indigenistas e antropólogos que estiveram por longo tempo com os Zuruahá. Entre eles, João Dal Poz e Márcio Lúcio.

O filme teve a participação de índios de diversas etnias, entre elas, Kulina, Kamayurá, Kayabi e alguns Zuruahá. Um deles é o Payé Kayabi, que foi inclusive chefe da Administração Regional da Funai para o Alto Xingu.

É preciso também que o CIMI se manifeste sobre esse vídeo e sobre sua atuação entre os Zuruahá. Igualmente o Ministério Público Federal, a Coiab e as Ongs indigenistas que conhecem povos indígenas.

Acho que está na hora do movimento indigenista e indígena fazer um grande e profundo debate sobre esse assunto.

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Choque de culturas

CORREIO BRAZILIENSE
Leonel Rocha

FUNAI tenta impedir veiculação de filme que integra campanha de combate à prática de infanticídio entre tribos da Amazônia. Para a entidade, produção generaliza tradições de forma inadequada

A FUNDAÇÃO NACIONAL DO ÍNDIO (FUNAI) estuda qual instrumento jurídico vai utilizar para impedir, na Justiça, a divulgação do filme Hakani pela internet e emissoras de televisão brasileiras. Com 36 minutos de duração, o misto de documentário e drama conta a história de duas crianças indígenas enterradas vivas por terem nascido com deficiências físicas e faz parte da campanha contra o infanticídio nas tribos da Amazônia. O ritual ainda é praticado por várias tribos, inclusive os Suruwaha, etnia que vive às margens do Rio Purus, no Amazonas, onde a história do filme se passa. Era nessa aldeia que vivia a menina Hakani. "A FUNAI está tomando providências para que o vídeo seja retirado do site YouTube, pois entende que o conteúdo denigre a imagem das mais de 220 etnias que vivem no Brasil", diz a nota da instituição.

Hakani é o nome da menina que nasceu com hipertiroidismo e, por não ter o desenvolvimento físico esperado pela tribo, foi enterrada viva, mas salva pelo irmão mais velho. Depois de abandonada pela família, a criança foi adotada pelo casal de lingüistas Marcia e Edison Suzuki. A menina, que completa 13 anos na próxima segunda-feira, vive e estuda em Brasília. Com versões em português e em inglês, o filme relata, com pequenas adaptações, a história de Hakani e pode ser assistido no site www.hakani.org, criado para ser a principal peça da campanha contra o infanticídio entre indígenas. A história da pequena índia foi revelada pelo Correio no ano passado.

A FUNAI considerou "escusa" a origem do filme e teme a generalização inadequada de uma tradição indígena. A fundação admite acionar a Polícia Federal para investigar a legalidade da realização do trabalho. Encarregada pela tutela dos indígenas brasileiros, a direção da entidade entende que a questão abordada pelo vídeo precisa ser tratada em uma ampla discussão sobre os direitos humanos universais e a relatividade cultural deles, envolvendo governo, organizações indígenas e a sociedade em geral. A FUNAI conhece a pratica, mas garante que não é comum a todas as etinias e, mesmo entre as que ainda a adotam, já há alternativas de adoção das crianças doentes por outras famílias para evitar as mortes.

Interferência

Com cenas consideradas exageradamente fortes e até criminosas por antropólogos, o filme foi produzido pela organização não-governamental (ONG) Atini - palavra que significa voz pela vida - e financiado pela instituição evangélica Jovens com um ideal (Jocum), que tem sede nos Estados Unidos e vários escritórios no Brasil. A instituição se especializou na evangelização dos índios e no resgate de crianças marcadas para morrer nas tribos por serem portadoras de necessidades especiais.

O ex-presidente da FUNAI Mercio Pereira Gomes pediu a interferência da PF, do Ministério da Justiça e até do Supremo Tribunal Federal para impedir a divulgação do filme. "A encenação é criminosa. Os autores têm que ser processados e os demais responsáveis punidos rigorosamente", protestou Mercio.

Além das cenas na suposta aldeia Suruwaha, o documentário mostra depoimentos do juiz Renato Mimessi, de Rondônia, defendendo a campanha. Também aparece nas cenas o deputado Francisco Praciano (PT-AM), declarando, durante sessão da Comissão de Direitos Humanos, que a Constituição brasileira não foi feita para índios. O congressista reclamou. Segundo ele, a campanha agride a cultura indígena. "A prática indígena assusta o homem das cidades. Mas também assusta a interferência de entidades religiosas que querem alterar a cultura dos povos indígenas, criminalizando uma prática que ainda não sabemos entender", protestou.

Megaprodução

Com produção digna dos grandes filmes de ficção e dirigido pelo cineasta americano David Cunningham (A última das guerras), o documentário informa que se trata de "uma história verídica". Foi rodado em janeiro em uma fazenda da Jocum, nos arredores de Porto Velho (RO), com a participação de índios de várias etnias que vivem fora das aldeias e trabalharam como atores. Em algumas tomadas, foi utilizado até um helicóptero para simular uma ventania. Para filmar o enterro das crianças ainda vivas, a produção utilizou um imenso bolo de chocolate para simular a cova. Com roteiro de Kevin Miller, e narração em português da atriz Irene Ravache, o trabalho teve co-produção do brasileiro Enock Freitas e os cineastas aceitaram trabalhar no filme como voluntários, segundo a Jocum.

Os índios que atuaram no filme receberam cachês, mesmo sendo amadores. "O direito à vida é mais importante que o direito de preservar as tradições. Todas as culturas evoluem e precisamos superar essa prática terrível", comentou o índio Eli Ticuna. Ele, junto com a mulher e os filhos, atua nas filmagens. No fim do filme, a menina aparece contando como está a vida dela hoje, já tratada da doença.

47 comentários:

Makoto Shimizu disse...

Nada que seja ruim que não possa ser piorado, a FUNAI é prova disso. A FUNAI só será legítima quando houver índios autênticos compondo a mesma. Apesar de admirar e defender o presidente LULA há de apontar a FUNAI como o que existe de pior em seu governo. Afinal, a FUNAI vai fazer algo de concreto para impedir a matança de crianças ou não ?

Beate disse...

Sr Mercio,

para bens por postar a reportagem no seu blog. Parece que o reporter apresenta o assunto sobre o filme mas equilibrado, com os fatos e os puntos de vista dos dois lados.

Beate da Noruega

Anônimo disse...

Quanta ignorância. O shuayshuay, pelo modo como tem apresentado seus comentários, deve ser recalcado. Ou já foi presidente da FUNAI (fracassado) ou sempre quiz ser e nunca conseguiu.

Anônimo disse...

Colocar um índio na presidência da FUNAI não vai afastar a estupidez, a discriminação e o descaso do tratamento dado pelos parlamentares e chefes dos vários executivos (governadores e prefeitos)aos povos indígenas; também não vai impedir ou diminauir que as grandes mineradoras, os ricos paizes que detem a biotecnologia, e os interesses madeireiros parem de ambicionar a invasão das terras indígenas.
E, ainda, não vai parar os plantadores de soja que estão promovendo suicídio do planeta com o desmatamento e perturbação das nascentes d'água e margens dos córregos e rios, muito menos as hidroelétricas.
Precisamos repensar nosso país e tomar atitudes sensatas, inteiramente, em todos os seus segmentos de Poder.
A discriminação étnica existe e é latente no Brasil, a começar pela maneira como tratam o órgão indigenista oficial - conheçam a realidade.

Anônimo disse...

Acho que esse Shuay, acima, tem inveja do blog do Professor Mércio.

Makoto Shimizu disse...

Ô Anônimo ! Por que você não posta as mensagens declarando o seu nome ? Tem vergonha do próprio nome ? Ou vergonha das próprias palavras ? Professor Mércio, estou aprendendo muito com este professor, aprendendo sobre desumanidade, aprendendo sobre impiedade, sobre truculência verbal, sobre insensibilidade para com crianças assassinadas, sobre autoritarismo, sobre omissão, eu achava que personagens do tipo Hitler que odiava os judeus era coisa da história, mas o professor mércio coloca-se de tal maneira que parece a encarnação dos intolerantes da inquisição, só que contra os cristãos ! Dá a impressão que se ele tivesse o poder absoluto mandaria decapitar a todos, colocaria todos em caldeirões de enxofre fervente, aonde já se viu fazer algo que não é do jeitinho que ele quer e gosta ??? Professor adepto da censura e perseguição. Professor que manda calar a boca, que usa de todos os recursos que tem para intimidar. Que bela aula de desumanidade ele proporciona.

Anônimo disse...

PARABENS AOS AUTORES DESTE DOCUMENTARIO QUE DENUNCIA A VERDADE SOBRE O MAUS TRATOS COM NOSSAS CRIANÇAS BRASILEIRAS ASSIM REPUDIO QUALQUER CRITICA SOBRE A JOCUM QUE TEM PESSOAS DE MUITO VALOR E CORAGEM , COISA RARA HOJE EM DIA PRINCIPALMENTE ENTRE PESSOAS COMO ESTE SENHOR MERCIO,E FALANDO NELE: APRENDA A SER GENTE !!!

Anônimo disse...

esse cara acima (shuayshay ou qualquer outra onomatopéia tão ridícula quanto) é uma palhaço evangélico de quinta. Saca aqueles circos bem decadentes com palhaçadas que ninguém ri? façam como com criança: ignorem que depois ele vai chorando pra "mamãe" (qual será a sua missão...) reclamando que ninguém tá dando bola pra ele. Aí a mamãe ainda vai dizer: quem tu ser tão....

Anônimo disse...

Cenas Criminosas? ~Sinceramente não sei o que dizer. Criminosa é a maneira como os governantes tratam esta e outras questões que envolvem as vidas de seres humanos(INDIOS,BRANCOS,NEGROS).Desde quando a Cultura esta acima da Vida humana? E outra coisa, desde quando HOMICIDIO é CULTURAL? daqui a pouco vai ter traficante dizendo que queimar repórter dentro de pneus em morro, também é cultural.
E Sobre a questão desta tal JOCUM, fico feliz em saber que ela teve coragem de mostrar isso, afinal, nossos governantes brasileiros infelizmente não tem coragem de mostrar esta realidade. Ou sera que tem medo de mostrar e acabar perdendo seu ganha pão?
Sempre respeitei nosso Governo, mas dizer que a FUNAI faz alguma coisa por estes indios chega a ser ridiculo.É o mesmo que dizer que as milicias no Rio de Janeiro defendem os moradores das favelas.

Cavalleiro disse...

Impressionante a quantidade de comentários preconceituosos e reacionários de quem não conhece nada da questão indígena nem da FUNAI. Odiar o órgão indigenista une tanto os latifundiários, grileiros e madeireiros ilegais, quanto certas ONG's. E defender missionários fanáticos, com seu falso moralismo cristão, é postura de quem não encara as mazelas da nossa "civilização", que deixa crianças nas ruas, cheirando cola e caindo no crime.

Cavalleiro disse...

Senhor shuayhsuyahsyahay, vossa senhoria por acaso sofre de alguma doença mental? Ou é pago pelos missionários da Jocum para escrever tanta besteira?

Makoto Shimizu disse...

Prezado Cavalleiro, posso mudar de opinião sobre a FUNAI desde que a FUNAI explique, com transparência, o que já fez de concreto contra o infanticídio.

Cavalleiro disse...

Senhor Makoto, vc deveria se preocupar com o que a FUNAI faz para tirar os invasores das terras indígenas, inclusive missionários fanáticos e falso moralistas que deveriam se preocupar com as crianças abandonadas nas grandes cidades, cheirando cola e passando fome. A FUNAI deveria expulsar todos esses missionários da direita bíblica, mas não faz isso pq está sucateada e não tem força política. A FUNAI não tem como colocar um agente ao lado de cada índia grávida para impedir que ela sacrifique uma criança que nasce com alguma deficiência grave. Mas a FUNAI sabe que, em geral, os índios tratam seus filhos muito melhor do que muitos "civilizados". Bom fim de semana.

Anônimo disse...

shuayyhsuahsyahysha tô incomodando mercinho? shuayhsyahs primeiro escreve como anonimo e agora virou Cavallinho? shuayhsyaahy se quer mesmo me calar, responda minhas acusações. Dizer que não sei nada sobre funai shuayhsuyayhay quer que conte uns casinhos de Rondônia(com diamantes e ouro), Indias grávidas pelo chefe de posto branco, indios impedidos d estudar na cidade pello chefe de posto que proibiu o secretário de educação de abrir vagas pra eles, associação com madeireiros e otras cositas más? shuauyshyahsyay moleque tu não sabe o que fala.

Anônimo disse...

Mercinho
voce conhece os detalhes da operação cinta-larga (aquela do massacre de garimpeiros)? shuahsyayayahha
quer que te explique como sumiram os diamantes e a opinião pública foi iludida por fatos planejados e dirigidos por funaistas? e os índios é que ficaram com a fama shuayhsyahya
Voce tava no esquema ou te deixaram de fora?

Se alguém se interesar, posso postar todo o esquema de como usaram os indios de laranjas pra sumir com quilos(é isso mesmo, quilos) de diamantes. e pra onde foram...

aqui em rondonia, muitos que sabiam foram eliminados, queima de arquivo.

Anônimo disse...

"Se alguém se interesar, posso postar todo o esquema de como usaram os indios de laranjas pra sumir com quilos(é isso mesmo, quilos) de diamantes. e pra onde foram..."

Explica aí, ou pelo menos sinalize onde podemos encontrar essas informações para divulgá-las o mais largamente possível.

Cavalleiro disse...

Sr.Henrique Vicente, o senhor é um doente mental. Eu não sou antropólogo e quanto a ser esquerdista, depende da comparação. Perto de um elemento de ultra-direita como o senhor, sim, posso ser classificado como esquerdista. O que eu sou mesmo é indigenista, 20 anos dedicados à questão, 12 dos quais morando em aldeias (Enawenê Nawê, Nambikwára e Waimiri Atroari), e já bem acostumado em lidar com elementos preconceituosos como o senhor, que julgam a cultura indígena com base naquilo que o senhor considera "normal" e "moralmente correto". Em suma, o senhor é um ignorante.

Anônimo disse...

GENTE!! VAMOS MANTER O NIVEL e a educacao! em vez de perder tempo xingando uns aos outros porque nao vao fazer algo pra salvar as criancas em risco???

Anônimo disse...

" GENTE!! VAMOS MANTER O NIVEL e a educacao! em vez de perder tempo xingando uns aos outros porque nao vao fazer algo pra salvar as criancas em risco???"

voce não ouviu o "professor"? fazer algo é criminoso, divulgar é criminoso, se importar é criminoso, até ler alguma coisa contrária à idéia dele é criminoso shuayhsyahayaah cuidado que ele manda a pf lhe visitar. shauyshayayhahy

falando nisso a pf (pelo menos a regional de rondonia) tá envolvida no caso cinta larga, eu hein?

Makoto Shimizu disse...

O(A) Anônimo(a) tem razão, vamos manter o foco - O filme www.hakani.org denunciou o infanticídio - Estão se desviando do assunto, logo vão fazer campanha por aumento de salário, é uma choradeira só, estão tão depauperados que nem conseguem cuidar dos índios direito. That´s correct, let´s stick to the point, the focus is the INFANTICIDE denounced in the film www.hakani.com - What is going to be done about innocent disabled children being killed without any MERCY in the Brazlian forests ?

Cavalleiro disse...

Sim, vamos manter o nível. E em alto nível digo que sou radicalmente contra a ação de missionários proselitistas em terras indígenas, impondo sua "moral superior" aos índios. A questão do infanticídio deve ser tratada com cuidado. Nenhum indigenista ou antropólogo defende essa prática, mas como ela é esporádica e ocorre de forma isolada, cometida por algumas mães que dão a luz a crianças com graves deficiências, não há como a FUNAI ou FUNASA colocarem uma patrulha vigiando cada índia grávida. Nos anos 80 a FUNAI mantinha um orfanato na área Yanomami, como uma forma de enfrentar o problema. Mas é uma situação complexa. A divulgação do filme é sim criminosa pois têm o claro objetivo de passar uma visão preconceituosa contra os índios e assim justificar a ação "humanitária" dos missionários.

Anônimo disse...

"Nenhum indigenista ou antropólogo defende essa prática, mas como ela é esporádica e ocorre de forma isolada, cometida por algumas mães que dão a luz a crianças com graves deficiências, não há como a FUNAI ou FUNASA colocarem uma patrulha vigiando cada índia grávida. Nos anos 80 a FUNAI mantinha um orfanato na área Yanomami,..."

1) o mercinho apóia (ou no mínimo é indiferente)
2) não é esporádica, basta ter contato com indígenas pra saber disso
3)as missões também não colocam um missionário ao lado de cada índia, mas efetivamente lutam contra a prática (ao contrário de uns antropoloucos que usam o conceito duplipensar orweliano, dizendo e desdizendo)
4) nos anos 80... e agora? e na administação mercinho? que aconteceu?

desinformação é crime shuayhsyahsyahuahsyahsy

Cavalleiro disse...

Senhor anônimo covarde, eu não sou o Mércio, pois, ao contrário de vc, não tenho problemas com a minha própria identidade. vc diz: "basta ter contato com indígenas pra saber disso". Eu morei 02 anos com os Enawene nawe, mais 03 anos com os Nambikwára e mais 07 anos com os Waimiri Atroari. Meu filho passou os cinco primeiros anos de sua vida com essa última etnia, e aprendeu a língua indígena junto com o português. Sem falar nas inúmeros outros povos que conheci, num total de 20 anos de trabalho. Não venha me dar aulas sobre "ter contato com indígenas". Vc é um reacionário e mal caráter, pois além de não revelar o próprio nome fica deturpando as palavras alheias.

Cavalleiro disse...

corrigindo: mau caráter, sem L. Pequeno erro "analfabético", mas sem anonimato.

Makoto Shimizu disse...

Amado Cavalleiro, ninguém pediu o seu currículo, queremos o seu apoio, adesão para a aprovação da Lei Muwaji, que vai reforçar legalmente quem procura salvar as vidas de crianças inocentes e indefesas.
E Sr Mércio pode continuar removendo as msgs que considera inconveniente, vai ser como querer remover areia das praias.

LSBSM disse...

Amigo Cavalleiro, não sei porque mas estou desconfiada de quem está escrevendo essas coisas. Um idiota qye não conseguiu cursar o segundo grau. Nosso trabalho é sério e não devemos nos pertubar com essas falas de seres insanos.
Paz, luz e serenidade a vc

Cavalleiro disse...

Senhor Makoto, o meu "curriculum" não vale nada perto do de outros indigenistas com muito mais tarimba e história do que eu. Apenas respondi ao tal de "anônimo" que disse que "qualquer um que conviveu com os índios" sabe sobre a prática do infanticídio. E saiba que a lei que eu defendo é a que venha a determinar a expulsão das terras indígenas de missões proselitistas que querem infernizar os índios com seu falso moralismo. O problema deve ser enfrentado com diálogo e não com gritos de "aleluia" no meio da aldeia. Quanto ao Mércio, já disse que eu não estou aqui para defendê-lo, pois ele não precisa de mim para isso. As críticas que por ventura eu tenha a sua gestão na FUNAI, eu faço diretmanente a ele.

Makoto Shimizu disse...

Mr Cavalleiro, bom dia, vamos direto ao ponto: O Sr. concorda com o infanticídio ?

Cavalleiro disse...

Senhor Makoto, só vcs da direita evangélica acham que nós indigenistas somos a favor disso que vcs chamam de infanticídio. Ninguém defende essa prática, que é cometida por mães que dão a luz a crianças com graves deficiências. São razões culturais que devem ser enfrentadas com diálogo, de forma cuidadosa, sem o moralismo bíblico de quem, na verdade, deveria se preocupar com as crianças abandonadas, marginalizadas e drogadas da nossa "civilização".

Makoto Shimizu disse...

Grato pela resposta Sr Cavalleiro. Agora, já que assume que é contra o infanticídio, quais as iniciativas individuais, quais as atitudes práticas que o Sr tomou, pretende fazer contra o mesmo ? Tks fr yr answer Mr Cavalleiro, as you assume to be against infaticide, which individual initiatives, which practical attitudes have you already taken and/or wish to take against it?

Cavalleiro disse...

Senhor Makoto, não precisa exibir seu domínio do inglês. In fact, my english is no very good, but my Enawene Nawe (indigenous people from Mato Grosso) is bester. Eu sou um semi alfabetizado em português. Nos anos em que trabalhei com os índios, nunca fiz nada contra o infanticídio, a não ser conversar com os índios sem nenhum tom condenatório ou preconceituoso. Na verdade eu ficava admirado em ver que os índios criam suas crianças com mais carinho e respeito do que nós "civilizados". Nunca vi um índio espancando seus filhos. Nunca vi uma criança indígena na aldeia tendo que catar comida no lixo para matar a fome. Nunca vi um índio explorando o trabalho infantil e nem praticando pedofilia. O senhor acha que realmente temos moral para ficar escandalizados com certas práticas indígenas?

Makoto Shimizu disse...

Grato pela sua sinceridade Sr Cavalleiro. O importante é que agora está em tramitação no congresso nacional uma lei específica contra o infanticídio, a Lei Muwaji, projeto de lei 1057/2007

Ementa: Dispõe sobre o combate a práticas tradicionais nocivas e à
proteção dos direitos fundamentais de crianças indígenas, bem como
pertencentes a outras sociedades ditas não tradicionais.

Explicação da Ementa: Projeto de Lei conhecido como "Lei Muwaji", em
homenagem a uma mãe da tribo dos suruwahas, que se rebelou contra a
tradição de sua tribo e salvou a vida da filha, que seria morta por
ter nascido deficiente.

Indexação: Combate, homicídio, morte, infanticídio, maus-tratos, abuso sexual, recém-nascido, criança, índio, tradição, cultura, comunidade indígena, obrigatoriedade, denúncia, notificação, órgãos, (Funasa),
(Funai), Conselho Tutelar, autoridade judiciária, autoridade policial, pena de detenção, infrator, crime, omissão de socorro, exigência, retirada, menor, colocação, abrigo.

Cavalleiro disse...

Já que gostou de minha sinceridade, eu espero sinceramente que essa lei não seja aprovada, pois vai abrir espaço para ações "humanitárias" desse missionários aloprados que vão marcar com uma cruz a barriga de cada índia grávida e ficar de bíblia não mão rezando alucinadamente enquanto ela entra em trabalho de parto. Por que o senhor não vai para uma favela dar um curso de planejamento familiar para as mães pobres cujos filhos vão se tornar soldados do tráfico? Ou pq não luta pela ampliação das terras dos Guarani para que as crianças não passem fome pelo fato de não existir espaço suficiente para plantar? Deixe de lado esse moralismo cristão hipócrita. Só falta os evangélicos começarem a cobrar dízimo dos índios.

Sputnik disse...

Parabéns aos responsáveis pela produção desse filme.

Finalmente este assunto de extrema será irreversivelmente colocado em discussão perante a sociedade brasileira sem dissimulações nem papo furado.

Está na hora de libertar os índios das mãos desses pretensos intelectuais de conversa ambígua (não aprovam o infanticídio, só não querem fazer nada contra) e que tratam os índios não como gente, mas como curiosidades da natureza que devem ser preservadas como bichinhos no zôo.

Makoto Shimizu disse...

Amado Cavalleiro, é crime de omissão ter conhecimento de crime e não notificar as autoridades. O Brasil é signatário de tratados internacionais de Direitos Humanos, as crianças índias tem tanto direito à vida e a proteção do estado quanto as crianças não-índias. Cavalleiro, perante Deus todos somos iguais, idem perante a lei. Ter conhecimento de crime e nada fazer é conivência, é omissão !

Makoto Shimizu disse...

It is reallty sad that scholars that study so much have their brains expanded but their hearts shrinked. They study so much the primitive societies that acquire a primitive spirit, souless, heartless. They study the stone age and get a hardened heart - The stone age they study gives them a heart of stone, not flesh. May the merciful God give them a heart of flesh, a heart of compassion.

Cavalleiro disse...

Mércio Gomes, segure a onda dessa criatura pois eu estou indo agora para o aeroporto de férias. E o cara ainda fica me chamando de "amado". Eu mereço....

Anônimo disse...

"Na verdade eu ficava admirado em ver que os índios criam suas crianças com mais carinho e respeito do que nós "civilizados". Nunca vi um índio espancando seus filhos. Nunca vi uma criança indígena na aldeia tendo que catar comida no lixo para matar a fome. Nunca vi um índio explorando o trabalho infantil e nem praticando pedofilia."
Shuyahsuayhsyahuyah e depois diz que morou com os Nambikwaras... Voce conhece os casos de assassinato por envenenamento, em vinganças dessa tribo? Conheço vários casos... Os Nambikwara do vale praticamente vivem no lixo, panelas no chão, cachorro e galinha comendo na mesma panela que a criança come. Já vi mãe espancando sim, e jogando pedra no filho, vi meninas de 10 anos casadas, vi adultos tirarem comida das mãos de crianças. Vi mães cometerem aborto.
Kithaulu, Central, Camararé, etc são aldeias Nambikwaras ou não?

Onça Preta disse...

Vou responde pelo Cavalleiro, pois parece que ele saiu de férias. Sim, existem índios que espacam seus filhos, são aqueles que estão em decadência cultural e com baixa auto-estima, por influência da sociedade envolvente, sobretudo a questão do alcoolismo. Nos povos mais isolados, isso não existe. Raramente se vê alguma agressividade contra as crianças. Vc é uma pessoa muito preconceituosa. O que andou fazendo nas aldeias dos Nambikwára? Estava a serviço dos madeireiros, tentando aliciar os índios?

Anônimo disse...

shuauhsuayshyahuahsy oncinha 51
quando argumentos falham, precisa atacar de outro lado shuashyyahayahsyya
vivo no brasil, por que não posso visitar aldeias? afinal indios são brasileitros também e suas aldeias ficam aqui shuaushayyhaya não posso mais andar no meu país?


corta esse papo de indios em decadência, que não cola. aliás um dos maiores incentivadores dos indios nambikwaras permanecerem nesse estado miserável foi quem? um madeireiro? um missionário? um garimpeiro? um fazendeiro? NÃO, foi um antropólogo shuayhsyayyaha, numa "bem sucedida" experiencia cultural.

Nem tente me engambelar, porque eu sei do que falo, conheço indigenas, e sei de primeira mão a realidade. Palavrinhas tortuosas não funcionam comigo.
pode tentar enganar outros trouxas por aí shuauyyhsyahauyay comigo não, nova indentidade fake shuauyhuyayhsyahsyahy
preconceituosa shuauyhsyayayh só porque sou capaz de pensar e ver a realidade? shuayshayayhsya se manca moleca. papo de politicamente imbecilizado, que detesta quem não enxerga o mundo cor-de-rosa utópico em que vivem. acorda shauyshayhsyhauyhsya

Anônimo disse...

Contra o INFANTICÍDIO PDF Imprimir E-mail

Carta Aberta do
MOVIMENTO CONTRA O INFANTICÍDIO INDÍGENA

Ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, à D. Marisa e à Nação Brasileira.

Nós, indígenas do Mato Grosso e do Brasil, pedimos a sua atenção para os casos de infanticídio que ocorrem impunemente nas aldeias indígenas do Brasil. O infanticídio não é um fato novo. Infelizmente sempre esteve presente na história das culturas indígenas. Entretanto, este assunto tem ganhado visibilidade na mídia com a divulgação da história da menina Hakani da etnia Suruahá, que sobreviveu ao infanticídio após o suicídio dos pais e irmãos.

Estamos vivendo um momento de mudanças - de profundas mudanças em nossa cultura e estilo de viver. Hoje vivemos um novo tempo e a realidade dentro das comunidades indígenas e outra. Já não vivemos confinados nas nossas aldeias, condenados ao esquecimento e a ignorância. O mundo já esta dentro das aldeias através da TV e da INTERNET e da escola. O acesso à informação têm colocado o indígena em sintonia com os acontecimentos globais.

Tudo isso tem alterado nossa visão de mundo. Hoje já não somos objetos de estudos, mas sujeitos, protagonistas de nossa própria historia, adquirindo novos saberes e conhecimentos que valorizam a vida e a nossa cultura.

Somos índios, somos cidadãos! Vivendo na cidade ou na aldeia, não abandonamos as riquezas de nossas culturas, mas julgamos que somos capazes de distinguir o que é bom é o que é danoso à vida e a cultura indígena. Assumimos a responsabilidade de nosso destino e de fazer escolhas que contribuem para nosso crescimento. Recusamos-nos a ser meros fantoches nas mãos das organizações científicas e de estudo. Chega de sermos manipulados por organizações governamentais e não-governamentais!

Portanto manifestamos nosso repúdio a pratica do infanticídio e a maneira irresponsável com que essa questão vem sendo tratada pelos Órgãos Governamentais. Não aceitamos o argumento de antropólogos baseados no relativismo cultural. De acordo com a própria Constituição brasileira de 1988 que em seu artigo 227 determina:

“É dever da família, da sociedade e do Estado, assegurar à Criança e ao adolescente, com absoluta prioridade, o direito à vida , à saúde, à alimentação, à educação ao lazer à profissionalização, à cultura e à dignidade, ao respeito, à liberdade é à convivência familiar e comunitária, além de colocá-las a salvo de toda forma de negligência, discrimininação, exploração, violência, crueldade e opressão!”

E em nome deste preceito constitucional é que nos dirigimos à nação brasileira, em especial ao Presidente Lula e à esposa D. Marisa, assim como aos congressistas e aos governantes estaduais municipais, para manifestar nossa indignação com a falta de respeito à vida em especial das crianças vítimas do infanticídio.

O recente caso da menina Isabela alcançou tal repercussão na mídia, que de repente nos vimos vivendo a dor e a angústia de sua família. Parecia que Isabela era alguém de nossa própria família. Toda a nação brasileira se comoveu e se encheu de indignação com tamanha violência e passou a acompanhar, a exigir justiça e punição aos suspeitos. A justiça tem feito seu papel e a sociedade está em alerta contra a violência infantil.

Mas nós perguntamos - será que a vida da Isabela tem mais valor do que a daquelas crianças indígenas que são cruelmente enterradas vivas, abandonadas no mato, ou enforcadas por causa de falsos temores e da falta de informação dos pais e da comunidade? NÃO!

Não aceitamos o infanticídio como prática cultural justificável. Não concordamos com a opinião equivocada de antropólogos que têm a pretensão de justificar estes atos e assim decidir pelos povos indígenas, colocando em risco o futuro de etnias inteiras. O direito à vida é um direito fundamental de qualquer ser humano na face da terra, independentemente de sua etnia.

Sr. Presidente, e D. Marisa Senhores, senhores congressistas e governantes estaduais e municipais, cidadãos e cidadãs brasileiras, os direitos humanos estão sendo violados no Brasil!! Quantos milhares de crianças já foram enterradas, enforcadas ou afogadas quantas mais terão que passar por isso? Nosso movimento espera que a lei maior de nosso país seja respeitada isto é independentemente de etnias, cor, cultura, raça, todas as crianças gozem do direito à vida.

Por isso, através desta carta aberta:

· pedimos que a Lei Muwaji seja aprovada e regulamentada;

· pedimos ao presidente Lula e a sua esposa que pessoalmente interfiram nesse processo;

· pedimos que os órgãos competentes não mais se omitam em prestar socorro as mães e as crianças em risco de sofrer infanticídio.

Nós, abaixo assinados, concordamos com os termos desta carta aberta e junto com seus autores, pedimos aos governantes do País em todas as instâncias, providencias no combate e na erradicação do infanticídio para que assim o sangue inocente não seja mais derramado em solo indígena.

Mato Grosso, junho de 2008.

Movimento contra o infanticídio indígena.

Contato: edsonkairi@hotmail.comEste endereço de e-mail está protegido contra SpamBots. Você precisa ter o JavaScript habilitado para vê-lo. .



Edson Bakairi é lider indígena em Mato Grosso, professor licenciado em historia com especialização em Antropologia pela UNEMT, presidente da OPRIMT ( Organização de professores Indígenas de Mato Grosso) por 3 anos e é sobrevivente de tentativa de infanticídio, abandonado para morrer na mata, foi resgatado e preservado com vida por suas irmãs.

E agora?

andre disse...

1- ACREDITO QUE NAUM TENHA REALMENTE COMO A FUNAI COLOCAR PATRULHAS PARA CADA MÃE GRAVIDA. POREM, PODEM EDUCAR OS ÍNDIOS, FAZER CAMPANHAS QUE INCENTIVEM ELES A NÃO SACRIFICAREM CRIANÇAS POR SEREM PORTADORES DE CUIDADOS ESPECIAIS, QUE RECOMENDE-LHES QUE ESTÃO AGINDO EM ERRO E TEM MUITAS PESSOAS INTERESSADAS EM ADOTAR CRIANÇAS SEM DISCRIMINAÇÃO ALGUMA.

O TRABALHO QUE OS MISSIONÁRIOS ESTÃO LÁ PARA AJUDAR, NÃO PARA PREJUDICAR, ELES QUEREM O QUE MUITOS AQUI NESSE BLOG QUEREM, AJUDAR, TALVEZ PREJUDICAM ELES A CUMPRIREM A "CULTURA" OU ASSASINATO.

2 - CRIANÇAS NAS NOSSAS CIDADES,TEM PESSOAS DE TODOS OS LADOS PARA DEFENDE-LAS, TEM INSTITUIÇÒES QUE CUIDAM DELAS, É DIFICIL VERMOS CRINAÇAS NAS CIDADE SENDO ENTERRADAS VIVAS, ISSO AINDA EU AINDA NÃO VI. BARBARIDADES NA CIDADE ACONTECEM, POR QUE SEMPRE TEM INDIVIDUOS COM DESIQUILIBRIO MENTAL OU DESVIO DE CONDUTA ENTRE OS PROPRIAMENTE DITOS NORMAIS, PORÉM ESSA PRÁTICA DO INFANTÍCIDIO É UM ABSURDO. É ACEITAVEL QUE MENTES BITOLADAS EM MANTER ESSA CULTURA PROTEJAM ESSA PRÁTICA, POREM NÃO TEM COMO ENTENDER COMO ALGUEM NORMAL, VEJA ISSO DE TAL FRIEZA APONTO DE DEBATER, ACHO QUE NAUM TEM ARGUMENTO ALGUM QUE VÁ AFAVOR DESSA BARBARIDADE.

FIRMEZA E PAZ

Juca disse...

É uma enorme lástima ver essa exibição pública de tamanha intolerância em relação aos costumes de outros brasileiros. De fato, ignorância não é crime... crime é promovê-la!

Os ativistas da ignorância imaginam representar a origem e o termo de toda ontologia...

Caberia aconselhar, inicialmente, que tivessem ao menos o pudor elementar de concentrar seus esforços ignorantes contra a própria cultura, uma vez que nosso país já dessacralizou (em boa hora!) o reconhecimento do "ser humano" a partir da fecundação com a legitimidade conferida à "pílula do dia seguinte" e às pesquisas com células-tronco embrionárias!

Adicionalmente, torna-se um gesto piedoso aconselhar os mesmos ignorantes a conhecer o que há muito já estabeleceu a ciência cognitiva com a descrição do "estágio do espelho" de J. Lacan:

"se 'eu' não existo, como 'eu' poderia sofrer?"

o resto é motivação cultural que dá forma às diferentes práticas de planejamento familiar!

(enfim, esclarecimento é uma obrigação moral do Estado... ser cúmplice - financiado! - de ignorância sim é crime bárbaro!)

Juca.

andre disse...

A vida acima da cultura, em pleno seculo 21 tirar a vida de crianças em nome de cultura esta errado e ultrapassado. Tantas formas de cultivas culturas, temos uma cultura muito bonita indigena, porém essa pratica é violenta e primitiva.

O que mais impressiona q à opiniões muito divergentes, alguns acha q deve ser cultivada essa "cultura", outros defendem a vida acima da cultura. Vejo uma enorme diferença em controle de natalidade ao uso de pilula anti concepcional do que assasinar crianças grandes, de 0 a 15 anos como já foi feito e declarado pelos indios contra a prática.
Se fala tanto em aborto, até onde sou infirmado, no Brasil o aborto não é livre, pessoas procuram clinicas clandestinas p/ fazer-lo, não como a China, onde é abertamente permitido, q em casos de gravides de meninas, eles perguntam muitas vz se não quer realmente tirar a criança. Sugerem todo momento e abertamente a mães estrangeiras, insinuando que menina não é de bom grado quanto menino e muitas vz pedem p/ tirar somente esperando um sinal da mãe.

A ignorancia as vz é uma benção...preferia nunca saber dessa prática do infanticidio, muito triste é saber que isto tem defensores q brigam por continuar desse modo, em opinião propria, não tem argumentação que me convença que a vida esta abaixo da cultura.

Marcio disse...

Independente de qualquer credo ou religião ou motivação ou intelectualismo ou seja lá o que for, a VIDA SEMPRE está ACIMA da CULTURA! Em qualquer lugar do planeta! Essa discussão acima é inútil para quem continua sendo assassinado por paradigmas culturais ou por desigualdades sociais ou pela natureza ruim do ser humano. Precisamos FAZER ALGO PARA SALVAR ESSAS VIDAS! Seja na aldeia, seja na cidade. Você que está aqui escrevendo e lendo, o que está fazendo? Eu estou! Estou lutando, divulgando e trabalhando para vidas serem salvas da morte prematura e injusta em nome da "antropologia contemporânea". Faça como eu. Envolva-se pessoalmente e gaste sua vida por essa causa contra a morte!

andre disse...

Marcio,

faço minhas suas palavras, embora muito triste sabendo q tem irmaos q insistem em defender essa pratica afavor de uma cultura violenta e antiga.

Eu divulguei isso p/ todos da minha lista e deu um agito, imagino q outros tb tenham divulgado, comfesso q envolvido em outros assuntos, estava com o coração mais aliviado em relação a este assunto, mas vc me relembrou q a luta nào pode parar. Isso mesmo, mão a obra, temos trabalho pela frente.

Firmeza e paz a todos.

Andre

flavi bueno disse...

Crianças sendo mortas por causa da sua CULTURA!??? Que merda é essa? E o tratado internacional assinado sobre os direitos das crianças?
Cultura? Sei...chamo isso de maldade humana mesmo. Disfarçada de homem chefe de tribo!

 
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