sábado, 15 de janeiro de 2011

Entrevista de Mércio Pereira Gomes dada ao IHU - Instituto Humanitas Unisinos

O Instituto Humanitas Unisinos -- IHU -- publica a segunda entrevista sobre a atualidade do indigenismo brasileiro, desta vez com o autor deste Blog.

A entrevista esclarece em mais detalhes alguns pontos apresentados em outro artigo deste Blog, logo abaixo, onde foi discutida a ideia dos três indigenismos que lutam pela hegemonia da questão indígena brasileira.

O autor deste Blog declara-se favorável ao indigenismo rondoniano e sua capacidade de ampliar sua visão da questão indígena, incorporando novos saberes antropológicos e a participação intelectual e pessoal de indígenas e de povos indígenas.

Para quem vem acompanhando este Blog há mais tempo, o autor propugna que os índios devem ser ouvidos em todos os momentos de um empreendimento, desde sua concepção inicial até sua realização. Considera que os índios têm o direito de dizer NÃO a empreendimentos que eles percebam que venha a prejudicá-los, mas também que possam dizer SIM, e participar, se assim o quiserem, com todas as garantias de conhecimento livre e completo, sem ambiguidades.

O autor deste Blog parabeniza o Instituto Humanitas Unisinos pela iniciativa destas entrevistas, e por seu espírito aberto a novas ideias e novas proposições sobre a atualidade brasileira e sobre questões de filosofia política, antropologia e teologia libertária.

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15/1/2011
Os desafios do indigenismo brasileiro hoje. Entrevista especial com Mércio Gomes
Para Mércio Gomes, a política indigenista atual vive uma situação de anomia. Em entrevista concedida por email à IHU On-Line, Mércio avalia a situação dos povos indígenas brasileiros e a politização em torno das decisões sobre o futuro e o destino dos índios no país. “A anomia não acomete só o órgão indigenista e sua incapacidade de diálogo, mas os próprios indígenas que se sentem lesados e abandonados pelo descaso das autoridades e não sabem o que fazer para encontrar seu próprio caminho diante das dificuldades atuais. No ano passado mais de 500 índios acamparam diante do Ministério da Justiça durante seis meses para protestar contra o Decreto 7506 e pedindo a destituição da atual direção da Funai. Debalde, no pouco que foram ouvidos foram ignorados nas suas demandas”, exemplificou.

Mércio Pereira Gomes é professor de Antropologia, com doutorado pela Universidade da Florida (EUA). Leciona na Universidade Federal Fluminense. Trabalhou com o antropólogo, político e educador Darcy Ribeiro, de quem foi subsecretário de Planejamento da Secretaria Especial de Projetos e Educação, no governo do Rio de Janeiro (1990-1994), tendo ajudado a planejar e construir os famosos Centros Integrados de Educação Pública. Foi presidente da Funai entre setembro de 2003 a março de 2007, durante o governo Lula.

Confira a entrevista.

IHU On-Line – Por que a política indigenista atual vive uma anomia?

Mércio Pereira – Em primeiro lugar, porque a política indigenista brasileira está paralisada diante dos problemas criados pela atual direção da Funai. Ela não consegue mais avançar nasdemarcações de terras porque, por intempestividade e por ilusionismo político, provocou os fazendeiros e até invasores recentes (como no caso Marãiwatsede) a não aceitar mais abrir mão das terras que consideram suas por ressarcimento de suas benfeitorias, e porque o STF favoreceu os fazendeiros no acórdão da homologação da T.I. Raposa Serra do Sol, de 19 de março de 2009, ao declarar que terra indígena é somente aquela que os índios ocupavam ao tempo da promulgação daConstituição Federal, isto é, outubro de 1988, uma data quase mística e irreal, que inviabiliza as demandas por recuperação de terras perdidas em outros tempos pretéritos. Por isso é que nos últimos quatro anos a Funai só homologou 16 terras indígenas e não demarcou nenhuma, uma queda brusca em relação às 67 dos primeiros quatro anos do governo Lula.

Em segundo lugar, porque o Decreto 7506/09, assinado pelo presidente Lula a pedido da atual direção da Funai, desestruturou a Funai e levou-a a uma paralisia administrativa. Grandes e importantes administrações, como Recife, Curitiba, Altamira, Oiapoque, Porto Velho, Goiânia, São Luis, Campinápolis, Redenção, São Félix do Xingu e outras mais foram fechadas e os seus encargos foram levados para outras administrações a centenas de quilômetros de distância, a maioria sem capacidade de absorver novos encargos e serviços.

 "A Funai está sem posicionamento sobre assuntos que lhe eram de sua alçada, como educação, saúde, especialmente doenças oriundas do branco"
Em terceiro lugar, os impasses administrativos e políticos se amontoam e não permitem saída pelos parâmetros tradicionais. Além dos graves problemas com demarcação e administração, aFunai está sem posicionamento sobre assuntos que lhe eram de sua alçada, como educação, saúde, especialmente doenças oriundas do branco, como alcoolismo, diabetes, etc., incentivo econômico, comercialização de artesanato, participação política e outras.

Em quarto lugar, houve uma partidarização da Funai, bem como da Fundação Nacional de Saúde - Funasa, no segundo governo Lula, a tal ponto que mais vale ser do PT do que ser indigenista ou mesmo técnico indígena. Assim, a Funai foi tomada por partidários sem compromisso histórico com a causa indígena.

Por fim, a voz indígena de raiz não se faz presente no órgão indigenista. Caciques e lideranças tradicionais não são recebidos pelas autoridades, nem nas administrações onde devem ser assistidos. A Funai atualmente só escuta os índios ligados a associações, que, por sua vez, são diretamente ligados às ONGs ambientalistas e indigenistas. Quando precisa consultar sobre assuntos que lhes interessam, como impactos de empreendimentos hidrelétricos e estradas, terminam consultando apenas suas lideranças comprometidas, não as lideranças de raiz. Daí a grande insatisfação nos casos Belo Monte, na extinção de administrações e postos indígenas, etc.

A anomia não acomete só o órgão indigenista e sua incapacidade de diálogo, mas os próprios indígenas que se sentem lesados e abandonados pelo descaso das autoridades e não sabem o que fazer para encontrar seu próprio caminho diante das dificuldades atuais. No ano passado mais de 500 índios acamparam diante do Ministério da Justiça durante seis meses para protestar contra o Decreto 7506 e pedindo a destituição da atual direção da Funai. Debalde, no pouco que foram ouvidos foram ignorados nas suas demandas.

IHU On-Line – Quais são as perspectivas para os povos indígenas brasileiros que se delineiam a partir do governo Dilma?

Mércio Pereira – Se nada mudar, são as piores possíveis, com a desvalorização da Funai, a anomia indígena e indigenista, o aumento da participação do Congresso na política indigenista, a favor de fazendeiros, a estadualização da educação, a incapacidade de equilibrar a saúde indígena, sem falar no impasse das demarcações e nos conflitos com o PAC.

IHU On-Line – Como ela irá conciliar as obras do PAC com a manutenção da vida e cultura indígenas naqueles territórios onde vivem essas comunidades?



 "A Funai está dominada por pessoas que têm compromisso mais com as ONGs de onde vieram do que com a política indigenista de Estado"
Mércio Pereira –
 Aí é que está, não faço a mínima ideia, não com a atitude que predomina entre os quadros que tratam da questão indígena! Em uma hora, dizem que escutam os índios via conselho indígena, em outra dão licenciamento sem consultar os índios de raiz, e estes protestam. Os índios Gaviões querem fazer seu próprio estudo para decidir se aceitam uma hidrelétrica que os impactem e a Funai põe barreiras na sua determinação. A Funai está dominada por pessoas que têm compromisso mais com as ONGs de onde vieram do que com a política indigenista de Estado. Muito menos com o indigenismo rondoniano. Aí as contradições afloram com muita força e, no limite, resultam em decisões pessoais e forçadas por autoridades superiores, sem o consenso dos índios. Parece que este foi o caso do licenciamento da Usina Belo Monte.
IHU On-Line – Quais são os maiores motivos que fazem os índios não serem reconhecidos no Brasil em sua cultura e dignidade?

Mércio Pereira – Não sou daqueles que acham que os índios são desprezados no Brasil. Acho que a sociedade civil brasileira tem um sentimento positivo em relação aos índios. Ela acha que os índios devem ser respeitados, manter suas terras e preservar suas identidades indígenas e ao mesmo tempo participar na comunidade maior, sem perder sua cultura. Em outras palavras, acho que o espírito rondoniano prevalece na sociedade brasileira. Exceto nas regiões onde há uma concorrência muito grande por terras e recursos naturais, ou na atual política de desenvolvimento da Amazônia. Aí campeia um desrespeito figadal, odiento. Há momentos em que o sentimento positivo cai e vira negativo. Tudo depende das circunstâncias econômicas e culturais. Nesse momento estamos vivendo um sentimento de indiferença, se não de negatividade para com os índios. Até a imprensa está indiferente.

IHU On-Line – Quais são as principais mazelas que acometem nossos índios? Que políticas públicas têm sido pensadas para oferecer uma vida digna às comunidades indígenas?

Mércio Pereira – A falta de terras para uma parte deles, como os guarani, os índios do Sul do Brasil e do Nordeste, a saúde de diversos povos, lembrando a alta mortalidade infantil entre os xavante, o alcoolismo em muitos deles, o desrespeito dos munícipes das cidades novas do Centro-Oeste e da Amazônia recém-colonizada, o arraigado preconceito no Sul do Brasil, as ameaças de destituição de terras, os projetos econômicos, os madeireiros, os ousados garimpeiros, enfim, são muitas as mazelas.

Quanto às novas políticas públicas, acho que estão devendo em todos os aspectos. A Funai não tem verbas suficientes, nem mais até vontade para exercer sua assistência. A saúde tem sido aquinhoada com boas verbas, mas a Funasa nunca conseguiu dar um sentido de bem-estar aos índios, apesar do seu substancial crescimento demográfico. Faltou-lhe sempre uma visão indigenista da saúde e desvio de verbas públicas. A educação, que saiu do governo federal, da Funai, para os estados e municípios, é uma vergonha. Nem se sabe por que oferecem esse tipo de educação, porque no mais das vezes deseduca os índios de suas culturas e não os encultura equilibradamente na cultura brasileira. Há uns 3 a 4 mil índios nas faculdades, mas isto se deve ao esforço hercúleo de cada um deles individualmente, não a uma política clara e com propósitos explícitos.

IHU On-Line – Pode-se dizer que está em curso um extermínio dos povos indígenas em nosso país? Por quê?

Mércio Pereira – A situação indígena atual é difícil e sofrida, mas a ideia de extermínio dos povos indígenas está fora do esquadro, é propaganda para atrair a atenção de financiadores do exterior. A questão indígena é uma questão da identidade nacional e deve ser tratada exclusivamente por brasileiros. A população indígena cresce, mesmo que com muito sofrimento, 85% das terras reconhecidas estão demarcadas ou em processo de demarcação, e o Brasil não tem política de discriminação aos índios.

IHU On-Line – Quais são os principais avanços e limitações da política indigenista rondoniana?

Mércio Pereira – Os avanços são evidentes: (a) o reconhecimento da cidadania indígena e de sua participação na formação do Brasil; (b) a responsabilidade do Estado, em todas suas instâncias, pelo reconhecimento da especificidade indígena, de suas culturas, e a responsabilidade por sua sobrevivência étnica; (c) a demarcação de terras indígenas e o usufruto exclusivo de suas riquezas aos índios; (d) o ideal da multiculturalidade brasileira.

As limitações são evidentes também: (a) capacidade limitada de reconhecer a autonomia dos povos indígenas; (b) dependência do Estado em relação à proteção dos povos indígenas; (c) elaboração limitada de políticas públicas que efetivem a autonomia dos índios junto com sua participação na vida nacional.

IHU On-Line – O que o senhor compreende por “indigenismo cristão"?

Mércio Pereira – É aquele que considera o índio um ser incompleto por sua essência cultural, e que, portanto, precisa virar cristão para ser um ser completo. Se não fosse por essa concepção, talvez a Igreja tivesse uma contribuição mais positiva na história da sobrevivência dos povos indígenas. O histórico cristão é ruim tanto no passado quanto no presente, apesar de sua retórica veemente.

 "Para o indigenismo cristão o índio não tem futuro, só salvação, só redenção"
As culturas indígenas são completas, autointegradas, e estão num mundo muito complexo de contradições. Não são representações dos oprimidos e dos abandonados da Terra. São culturas diferenciadas que precisam ser entendidas por nós, mas que também precisam nos entender para melhor enfrentar as dificuldades que lhes atravessam. O indigenismo cristão-cimista foge do seu passado e pretende trazer uma redenção forçada, messiânica e irreal, realçando aquilo que não pode ser remediado, como o passado. Aliás, seu passado nem é avaliado devidamente, como no caso da expulsão dos jesuítas pelo Tratado de Madri e a destruição dos guarani da região Sul do Brasil. Ademais, esse indigenismo se comporta como se o Estado estivesse contra os povos indígenas, como se todos estivessem contra os povos indígenas, o que o torna bitolado para compreender o mundo atual. Para o indigenismo cristão o índio não tem futuro, só salvação, só redenção.

IHU On-Line – Nesse sentido, quais são as principais críticas e acertos do indigenismo cristão?

Mércio Pereira – Bem, as críticas estão acima. Os acertos se devem tão unicamente ao espírito de transcendência cristã, que, ao final, considera o homem universal e as culturas como representações do divino. Os cristãos que têm essa visão adquirem um comprometimento mais humanista, menos redencionista, mais amoroso e mais leal aos índios e à condição humana.

IHU On-Line – Em que sentido o propósito básico do indigenismo cristão é uma “contradição em termos”?

Mércio Pereira – No sentido de que o indigenismo tem que compreender o outro em si (o índio) e buscar equipará-lo ao mesmo (sociedade não indígena). O radicalismo redencionista cristão exclui a ideia de que o outro tem valor em si. Daí a contradição das ações indigenistas cristãs-cimistas.

IHU On-Line – Como essas duas ideologias indigenistas (rondoniana e cimista) dialogam entre si? Em que aspectos há um rompimento ou avanço de proposições?

Mércio Pereira – O indigenismo rondoniano é laico, acredita que as religiões indígenas têm que ser respeitadas, que os índios são culturalmente autônomos, mas que eles precisam da ajuda do Estado e da nação como um todo para sobreviver diante de uma sociedade economicamente mais forte e ameaçadora.

Considero que, em alguns momentos de sua história, o indigenismo rondoniano e o cristão-cimista coincidiram com essa visão. Por exemplo, na defesa dos índios durante o regime militar, na aliança com indigenistas nessa ocasião, nos primeiros anos da redemocratização e em outros momentos esparsos e pontuais.

Porém, o indigenismo cristão-cimista foi tomado pelo espírito redencionista e saiu fora de esquadro. De lá para cá tem tido uma atitude antiestado que desfavorece a compreensão da situação do Brasil e dos índios em particular. Está imbuído de um espírito jesuítico à la Missões dos Sete Povos, isto é, contra o Estado a todo custo, o que resultou na destruição dos guarani daquela região, e não ao modo vierista, de lutar pelos índios com vigor, mas encontrando caminhos possíveis.

IHU On-Line – O que é especificamente o indigenismo neoliberal? Em que medida ele é um reflexo do tipo de capitalismo que está se praticando atualmente?

Mércio Pereira – O indigenismo neoliberal reflete os tempos atuais de capitalismo consumista, antiestado, antinação e anti-identidade. Os membros praticantes dessa forma de indigenismo não têm qualquer escrúpulo em apelar para agentes estrangeiros para tratar de assuntos indígenas brasileiros,
 "Os membros praticantes dessa forma de indigenismo não têm qualquer escrúpulo em apelar para agentes estrangeiros para tratar de assuntos indígenas brasileiros"
naturalmente expondo as dificuldades brasileiras como se os brasileiros não fossem capazes de resolvê-los. Isso aconteceu muito e de diversas maneiras no tempo da ditadura militar, mas agora já é demais. Há uma ONG que trata da questão dos índios isolados e usa a Funai como uma plataforma para obter recursos de fora, de empresas estrangeiras que se dizem a favor do meio ambiente e dos povos indígenas, de agências de fomento europeia e até da USAID.

O indigenismo neoliberal está ligado ao movimento ambientalista, de onde recebe parte de seus recursos, luta contra os empreendimentos na Amazônia, porém não se incomoda em fazer os estudos etnoambientais desses empreendimentos. Também tem um pé no Estado, de onde recebe verbas em forma de convênios e concessões. Trabalha, portanto, nessa ambiguidade e com isso deixa os índios sem saber a qual senhor serve. Para o Estado, e também para o indigenismo rondoniano, o correto seria dizer que é contra o desenvolvimento da Amazônia e se fixar nisso. Ou dizer que é a favor do desenvolvimento da Amazônia e que nesse processo quer a participação dos índios tanto na constituição do melhor modo (econômico, social, ambiental) de obter esse desenvolvimento quanto na participação sobre os lucros e vantagens, em os havendo.

O indigenismo neoliberal presume que está defendendo os índios do Estado e da sociedade civil e econômica. Mas quem são eles e de onde vêm, se não da sociedade civil e econômica? Na verdade, eles acabam sendo ferramentas inconscientes de um jogo político-econômico que mal discernimos, e nisso metem os povos indígenas à revelia de suas vontades e posicionamentos.

IHU On-Line – Quais são os maiores ensinamentos que os povos originários do Brasil podem oferecer aos demais povos que compõem nossa nação?

Mércio Pereira – Em primeiro lugar, sua originalidade cultural e histórica, que deve ser respeitada em si e como fator de identidade nacional. Em segundo lugar, seu modo de viver e equilibrar suas ações com a natureza. Em terceiro lugar, sua inteligência criativa que um dia florescerá, se o mundo abrir-se a eles.

22 comentários:

Anônimo disse...

Parabéns pela excelente entrevista. Quem entende profundamente da questão indígena, sente o desatre que está acontecendo com os Povos Indígenas.

Anônimo disse...

Um dos grandes desafios do indigenismo pode ser evidenciado nos comentários anônimos deste blog. Os indigenistas de carreira e servidores públicos não podem sequer apresentar críticas construtivas sob pena de perseguição (por incrível que pareça) do Governo Democrático e Popular e, exemplos disso, podem ser observados na Funai de hoje.
Estamos sob censura, obedecendo a Lei da Mordaça !!

Parabéns ao Instituto pela iniciativa da entrevista e tomara que mais organizações jornalísticas, descomprometidas com “politicagem governista”, divulguem as verdadeiras situações.

Caetaneando disse...

Professor, boa noite!

Á titulo de informação, as lideranças indígenas de Altamira (11 etnias , insatisfeitos desde a implantação do Dec. 7056, estão reunidos em Altamira, discutindo providências a serem tomadas no decorrer da semana, no sentido de cobrar da FUNAI local, vários posicionamentos e esclarecimentos, entenda-se: " o que que isso, companheiro? Promessa de duras negociações... Vamos aguardar!

Anônimo disse...

Obrigado, Prof. Mercio por sua lucidez em expor as mazelas da situação indígena, e por sua coragem em enfrentar esses todos, igreja e ongs, que dominam o inidgenismo brasileiro. Estamos juntos, o senhor vai entender em breve

Anônimo disse...

Caetano, a revolta está começando de novo, de baixo para cima. Pode crer, vai pipocar pelo Brsil inteiro

Anônimo disse...

Os indigenistas e servidores conquistaram a duras penas, a maioria dos cargos de chefias da Funai no decorrer dos governos anteriores, defendendo os índios inclusive das arbitrariedades governamentais.
Agora os governantes petistas da Funai os tratam como se tivessem sido cupinchas do neo-liberalismo, que devem ser banidos do serviço público, abrindo exceção para Auxiliadora, Artur, Levinho e mais meia dúzia de cristãos novos, que defendem cegamente a gestão atual.

Anônimo disse...

A Diretora de questões fundiarias nao é do quadro efetivo da FUNAI.

Matrícula: 6443182
Função
Sigla - Descrição: DAS 101.5 - DIRECAO E ASSESSORAMENTO SUPERIOR
Atividade: DIRETOR
Opção parcial: Não
Local de Exercício - Localização
UORG: DIRETORIA DE PROTECAO TERRITORIAL
Órgão: FUNDACAO NACIONAL DO INDIO
Órgão Superior: MINISTERIO DA JUSTICA
Órgão Origem - Lotação
UORG:
Órgão: FUNDACAO NACIONAL DO INDIO
Órgão Superior: MINISTERIO DA JUSTICA
Regime Jurídico: REGIME JURIDICO UNICO
Situação Vínculo: NOMEADO CARGO COMIS.
Ocorrência de Afastamento/Licença: NÃO
Jornada de Trabalho: 40 HORAS SEMANAIS
Data da última alteração na função: 02/02/2010
Data de nomeação/contratação:
Ato de nomeação/contratação:
Data da última alteração no Órgão: 10/04/2007
Ato de Ingresso no Órgão: PORTARIA
Ingresso no Serviço Público
Documento Legal: PORTARIA
Número Doc. Legal: 267/CC/MJ
Data de publicação: 10/04/2007

Anônimo disse...

FUNAI X INDIGENISMO = 0
NINGUÉM TRABALHA NAQUELA FUNAI.
SALAS VAZIAS, SERVIDORES NOVOS SEM FAZER NADA. QUANDO APARECEM, SÓ NAVEGAM! VERDADE! PASSEI LÁ ESTA SEMANA.ANDEI EM TODOS OS ANDARES. O SEDOC JÁ ERA. QUE PENA, ESQUECERAM A MEMÓRIA DO INDIGENISMO.
SERÁ QUE HAVERÁ UM SALVADOR DESTA FUNAI??????????????????????

Anônimo disse...

Não estimado anônimo, pelo andar da carruagem me parece que a coisa vai piorar ainda mais.

Os índios que deveriam estar revoltados não estão. Estão impotentes, sem reação, todos os povos se acovardando sem exceção.

Kaiapó, Xavante, Povos do Xingu,Xucuru, Pataxó, Kaingang, preferem esmolas ao invés de recuperar sua dignidade.

Todos os índios são grandes covardes que envergonham seus ancestrais que morreram por eles.

É a mais pura verdade!

Anônimo disse...

Caro anônimo,

Em resposta ao anônimo do dia 20 de janeiro de 2011 10:18, tenho a informar que os índios não em sua totalidade se acorvadaram. Muitos ainda querem mudanças e a saída desses atuais gestores, todavia, não dispõe de recursos para deslocamento e sua estadia em BSB. Eles não contam nem com o apoios dos próprios servidores que são contra o Decreto, que também prejudicou a eles. Porque cobrar apenas dos índios? Onde estão as autoridades tais como DPF, MPF, TCU, SGU, o próprio Ministro da Justiça e outros? O que você afirma também cabe aos servidores, poreria assim ser dito:


Os SDervidores que deveriam estar revoltados não estão. Estão impotentes, sem reação, todos se acovardando sem exceção.
Todos os servidores são grandes covardes que envergonham seus ancestrais que morreram por eles.Lembrando que muitos servidors e indigenistas morreram no exercício de suas funções, fazendo e lutando por algo em que acredita.

Sabemos que se houvesse união esse gestor que aí estar acabando com a FUNAI, já teria saído.

É a mais pura verdade!

Idealista

Anônimo disse...

A FUNAI retroagiu no tempo, voltou a viver a mesma crise gerencial dos anos 90.
Gastou muito mais do que podia e não teve recurso orçamentário para empenhar todas as despesas de funcionamento das CTL’s (ignorou impunemente a Lei de Responsabilidade Fiscal), nem pagou boa parte dos empenhos com cobertura orçamentária, ou seja, a Diretora de Administração não demonstrou capacidade técnica, nem prestígio com a área econômica do Governo, conseqüentemente não conseguiu receber sequer, o repasse financeiro compatível com o orçamento aprovado para 2.010.
Isso quer dizer que a gestão financeira 2.011 já começa prejudicada, pois terá que cobrir o rombo de 2.010 e não terá inicialmente recursos para o funcionamento das CTL’s, muito menos para execução de projetos, que só são aprovados tardiamente no final do exercício, pelos burocratas da sede, que não tem compromisso com o bem estar das aldeias.
Certamente assistiremos mais um ano de desculpas esfarrapadas, sem maiores conseqüências, pois boa parte dos militantes do CIMI, que foram treinados para apontar e denunciar erros dos gestores da FUNAI, hoje também fazem parte da direção.
Queremos ver qual vai ser a nova falácia, já que os bons servidores que fizeram a FUNAI funcionar, contra tudo e contra todos, estão fora de combate e os índios mais críticos e combativos, também foram silenciados com a CNPI e com os muitos empregos por apadrinhamento na saúde, educação e CTL’s.

Anônimo disse...

Isso é uma vergonha, mas não é culpa da Senhora Diretora, tem por traz desse momento, também um responsável, que todos nos sabemos, CGRL, o qual fez o que fez e ainda continuara fazendo, por se achar o Dono da Verdade, só porque possui uma Madrinha acobertando os desmandos.

Anônimo disse...

Diário Oficial da União - 15 - 21/01/2011 - Seção 2

Portaria FUNAI Nº 102, de 19/01/2011 - Exonera a servidora ARLETE PEREIRA DE SOUZA, do cargo em comissão de Coordenadora Regional, código DAS 101.3, da Coordenação Regional Ponta Porã/MS. (p. 22)



Portaria FUNAI Nº 103, de 19/01/2011 - Designa o servidor SILVIO RAIMUNDO DA SILVA, para exercer o encargo de Substituto do Coordenador Regional, código DAS 101.3, da Coordenação Regional Ponta Porã/MS. (p. 22)

Anônimo disse...

Porque a civilização quando bate a porta dos Povos Indígenas eles são devastados????????
Nos deparamos com isso hoje com esta atual Administração que esta com os desmandos deste o 28/12/2009

Anônimo disse...

Esse coordenador da CGRL não tem conhecimento das funções da FUNAI! Não tem simpatia por indígenas. Quem faz tudo são os servidores mais antigos, ele só assina. Também ele tem aquela madrinha bonitona!
A FUNAI está minguando aos poucos!
Socorro! Senhor Presidente da FUNAI! Veja o que está acontecendo!
Mude pelo menos esta equipe, começando pela Diretoria de Administração.

Anônimo disse...

Kara,a Diretora não tem Culpa, o Kara da CGRL é o grande culpado dos desmandos na FUNAI, ele se acha o todo so porque tem uma Madrinha poderosa, se não estaria fora a muito tempo.

Mércio P. Gomes disse...

Mensagem de Ana Girão para aposentados:
Ana Girao Ana Girao 22/1 às 19:10
estamos a procura de aposentados da Funai, que se aposentaram até inicio de 2006, para entrarem com uma Ação da Gre DAIN, pois estão nos pagando errado. A Funai não fornece informações soabre eles, já conseguimos 178 aposentados, as ações estão sendo julgadas nas pequenas causas como procedentes, há retroativo e incorporação salarial. Quem não sabe disso está perdendo, o prazo começa a decair agora em janeiro, mas, ainda dá tempo deles entrarem. O Roberval, da Socorrinho, d.Marcelinha, Senhorinha e outros já estão para receeber, nos ajude a localiza-los, eles entraram com meu filho Dr. João gabriel, mas podem entrar por suas cidades, a gente orienta. Fica a criterio deles. O importante e que eles não percam a oportunidade. Obrigado, Ana Girao, aposentada em 97, ex-presidente da Ansef.

Anônimo disse...

Como podemos observar todos os comentários, são anônimos não resta dúvidas que são companhiros que podem sofrer algum tipo de represália, como se diz ficar na geladeira.
Ao contrário do que diz algum comentário, defendendo esse ou aquele diretor, prefiro acreditar que toda a atual diretoria so tem um comoromisso, é com as obras do PAC, independendo dos problemas advindos de tais empreendimentos.
Ninguem na atual direção tem como meta primeira o bem estar das comunidades indigenas, tampouco estão preocupados com o meio ambiente.
E que ninguem se atreva a se manifestar contrário a cúpula atual da instituição, mas acredito que como diz um companheiro, o circo da reestruturação foi armado, com a intenção única de desacreditar o orgão justificando sua extinção, é mais ou menos por ai, e muitas das lideranças indígenas( Ilegítimas ), compradas por cargos viagens etc.

Elton Ramos disse...

Bom dia.
Me chamo Elton Ramos e sou aluno de Jornalismo da uNiversidade Nove de Julho.
Estou fazendo uma reportagem para meio impresso sobre multiculturalismo onde abordo a questão indígena em relação à cultura branca.
Gostaria de saber sobre a possibilidade de o senhor me conceder algumas declarações.
obrigado pela atenção e aguardo contato.
Elton Ramos
opluz@uninove.edu.br;opluz@yahoo.com.br

Anônimo disse...

Prezado Professor:
Os índios Tembé estão vivendo momentos de muita tristeza e revolta por conta do desrespeito por conta dessa transferência de Coordenação Regional para Altamira. A FUNAI de Brasília fez tudo na surdina e vieram até eles apenas para comunicar esse ato. Não houve reunião prévia nem discussão a respeito do assunto. Eles estão só, sem o apoio de ninguém, nem mesmo dos "ditos indigenistas" que vestiam a camisa da causa e que se venderam a políticas enganosas e suspeitas.
É vergonhoso saber que esse governo insiste em manter na presidência uma pessoa que não tem comprometimento nenhum com a causa índigena e que trata os funcionários de carreira como inimigos,como traidores. Parece que incomoda muito o conhecimento, a experiência, o valor que cada profissional antigo carrega dentro de si.Esse conhecimento é único e ninguém pode superar. Aos índios Tembé que sempre lutaram por justiça, igualdade e reconhecimento por seus méritos e aos funcionários da FUNAI de Belém que abraçam verdadeiramente a causa dos índios Tembé(cidade de Belém), meus sinceros respeito e admiração.

Anônimo disse...

A FUNAI de Belém tá jogada as baratas... Tem uma funcionária comissionada que veio de Brasília (Wanessa) que é o terror, atual chefe da DIT. Quer provar p´ra ela mesma sua capacidade de liderança, impondo suas vontades, maltratando os servidores, desvalorizando o valor de cada profissional e principalmente, desrespeitando os direitos dos índios. É essa tirana que vai fazer a avaliação dos servidores daquela Instituição, isso é um absurdo!!! Como ficará a vida desses sofridos trabalhadores que além de não terem, por parte do governo, um salário justo, ainda correm o risco de serem mal avaliados por alguem que chegou em Belém, em setembro/2010 e não conhece o perfil de cada um.

Anônimo disse...

e continuando sobre a FUNAI de Belém, para completar o Coordenador Substituto da atual CR Belem, que encontra-se com endereço em Altamira/Pa, nem é do quadro da Funai e por cima é Chefe de frente de proteção com DAS 5 te mete, um dos mais altos do Orgão em geral, é o apocalipse mesmo,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,

 
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