segunda-feira, 16 de maio de 2011

Azelene não pode ir a Nova Iorque


Por que Azelene Kring Inácio Kaingang, uma índia kaingang, nascida na Terra Indígena Serrinha, no Rio Grande do Sul, criada lá e também em terras indígenas no Paraná, formada em Sociologia pela Universidade Federal do Paraná, funcionária pública da FUNAI desde 1986, a principal representante indígena brasileira em todo o longo e convoluto processo de elaboração da Declaração Universal dos Direitos dos Povos Indígenas, reconhecida em todo o mundo como uma intelectual indígena lúcida, combativa, corajosa, radical em defesa de seus princípios (que não só unilateralmente indígenas, mas em relação a direitos humanos em geral e ao Brasil em particular), mas capaz de dialogar com contrários e adversários -- por que Azelene não pode ir a Nova Iorque?

Sabe por que? Porque a atual direção da FUNAI a proibiu de se ausentar do país, sendo ela funcionária pública lotada no órgão, mesmo sem nenhum custo aos cofres públicos, já que todas suas despesas estariam sendo custeadas pela ONU!

E por que a atual direção da FUNAI a proibiu de se ausentar? Porque Azelene tem luz própria, coragem indomável, lucidez sobre a questão indígena e poderia dizer algo que comprometesse o Governo (ou a FUNAI?) diante da sua péssima posição em relação aos povos indígenas.

Será que Azelene poderia discursar para a ONU e para seus patrícios indígenas do mundo inteiro que a Usina Belo Monte está em processo inicial de construção sem que os povos indígenas brasileiros que lá vivem tenham sido devidamente consultados?

Será que Azelene Kaingang poderia chamar atenção para o Brasil de um modo negativo? Será que sua atitude crítica é produto de devaneio, ou, ao contrário, de lucidez e amor aos seus patrícios indígenas e ao Brasil?
O quê, em nome do republicanismo, se não em nome de Deus, poderia Azelene dizer de tão grave sobre o Brasil que tenha merecido a negação da atual direção da FUNAI em conceder-lhe licença para viagem ao exterior?

Nada, nenhuma razão séria, nenhum motivo justifica o ato de negação de licença da viagem dada pelo atual presidente da FUNAI contra Azelene Kaingang. Foi um ato de pura vingança administrativa contra Azelene por ela não se curvar aos desmandos e à irresponsabilidade que tem sido a tônica principal da atual gestão da FUNAI.

Azelene Kring Inácio Kaingang, socióloga, líder indígena brasileira mais reconhecida no mundo, laureada em outros anos com comendas do Ministério da Cultura e da Secretaria de Direitos Humanos, está sendo levianamente discriminada pela atual direção da FUNAI por suas posições claras, combativas, altivas, sensatas e patriotas ao Brasil e aos povos indígenas.

Minha solidariedade indeclinável a Azelene e por extensão a todos os indígenas que estão sendo discriminados e denegridos pela atual gestão da FUNAI.

PS
A FUNAI enviou dois burocratas, sem qualquer vivência entre povos indígenas, para assistir à 9ª Conferência Anual da ONU para assuntos indígenas, a realizar-se entre hoje, 16 de maio, e 27 de maio. Será que falarão pelos povos indígenas brasileiros?

Ver também em http://merciogomes.com/

25 comentários:

Anônimo disse...

A presidência da Funai vai gastar muito dinheiro público:Vai um Diretor e um técnico recém contratado: 15 dias, cada diária em torno de 420 dólares = 12 mil dólares...pra mentir pra ONU? Eita farra......Égua !!! os paraenses não tem vergonha de nada.....

Anônimo disse...

Diário Oficial da União - 90 - 12/5/2011 - Seção 2

Despacho MJ Nº 325, de 11/05/2011 - Autoriza que se afastem do país os servidores ALOYSIO ANTÔNIO CASTELO GUAPINDAIA, Diretor de Promoção ao Desenvolvimento Sustentável e ANDRÉDUARTE PEREIRA DE ALBUQUERQUE, Indigenista Especializado da Fundação Nacional do Índio - FUNAI, com o objetivo de participar do "10º Período de Sessões do Foro Permanente para as Questões Indígenas das Nações Unidas", em Nova York, Estados Unidos da América, no período de 15 a 28 de maio de 2011, inclusive trânsito, com ônus. ( p. 35)

Anônimo disse...

Não enviaram a Azelene Kaingang ?
enviaram quem? O Aluisio Guapindaia ou o Aluizio Azanha ?

Não era o CIMI, o CTI e o ISA que dizia que os indigenas não precisam ser tutelados ?
Não eram eles que proliferavam palavras de democrático, democracia, tutela, direitos indigenas etc..?

QUE PRATICA É ESSA QUANDO AGORA QUE ESTÃO NO PODER ?

SÃO SUGADORES DE DINHEIRO EM NOME DA POLITICA INDIGENISTA E DOS ÍNDIOS. A FARSA SE REVELA.

Anônimo disse...

grandes conhecedores da causa indígena. pura piada.

Anônimo disse...

Isto lembra à época dos militares, quando não autorizaram a saída de Juruna do país, com medo do que ele iria falar lá fora, lembra ainda uma parte da música que dizia “que país e este”, voltamos a ditadura e não percebemos, ou os meios justificam os fins. Sei não, posso não, essa FUNAI eu não aguento não....

Anônimo disse...

Só corrigindo um erro do post, é que ela nao vai patrocinada pela ONU, mas sim por uma ONG. Isso mesmo, uma ONG!
Depois o pessoal do blog vota dizendo que a Funai está entregue nas mãos das ONGs e não sabem porque.
As pessoas tem que aprender a separar a vida pessoal da vida profissional. São funcionários publicos e devem agir como tal.
Aonde ja se viu autorizar funcionario publico a sair do país em missão oficial para falar mal das políticas do governo?
E todo mundo tem memória curta em relação ao caso Azelene e LLX do Eike Batista é?

Muitos gostam de criticar por criticar pq levanta a bandeira "indigenista", mas temos que racionalizar algumas coisas nessa hora.

Anônimo disse...

Porque acreditar que ela falaria contra os interesses da FUNAI, só se os interesses do órgão se defrontam com os interesses indígenas, ai sim, ela estaria no legitimo direito de falar.

Anônimo disse...

Que coisa. Como assim caso Eike? Celebridades (políticas, música, etc) se hospedam na casa desse magnata. Até a Madona (quando no Brasil). Sem noção esse comentário. A Azelene é índia é iria fazer o que todos os que não são corrompidos por esses sistema fariam. Falar para defender os Direitos dos Povos. Muito diferente do discurso hipócrita e mentiroso da Funai de hoje (ou alguém acredita que a licença de Belo Monte saiu de graça para a diretoria?)

Anônimo disse...

CLARO QUE SIM, PROVE QUE OCORREU ALGUMA CONTRAPARTIDA. COM RELAÇÃO A UM INDIO FALAR E DEFENDER OS DIREITOS DOS POVOS INDIGENAS, É PURA PIADA, QUANDO IRA ACONTECER DE UNIÃO ENTRE INDIGENAS, FALAR EM UNIÃO É TER CERTEZA QUE O SR. MARCIO MEIRA SAIRIA. ISTO NUNCA IRA OCORRER.
E EMSMA COISA EM FALAR QUE GUSTAVO E RILDER NÃO IRA LUTAR POR UMA FUNAI MELHOR.

Anônimo disse...

La Facultad Latinoamericana de Ciencias Sociales Sede Ecuador expresa su profundo sentimiento de pesar por el fallecimiento del antropólogo Carlos Iván Degregori, uno de los más destacados científicos sociales de América Latina, ex miembro de la Comisión de la Verdad y Reconciliación de Perú, ex profesor de FLACSO y amigo entrañable de la institución.



Adrián Bonilla

Director FL

Anônimo disse...

Caros,

Mas e aí, como será o FUTURO? Com ou sem o Rilder? Ccom ou sem o Gustavo?

Anônimo disse...

O FUTURO, será com os DOIS, devera tudo dar continuidade como se nada estivesse acontecendo, na verdade nada esta acontecendo, nem a CHICA ira sair, tudo ira continuar igual no reino de ABRANTES. o FUTURO a DEUS PERTENCE.
ABRAÇOS, não esqueça vai ter arraia da ANSEF dia 10/06/2011 e provavelmente será aberto a convidados, não parentes, não aderentes. MAS AMIGO do AMIGO

Anônimo disse...

o Sr. Marcio Meira em organização como presidente da Funai, está mais por fora do que umbigo de vedete, senhores a FUNAI esta parada em todo o Brasil só não ver quem não quer.

KALUNGA disse...

Se os Indigenas da TI Piaçaguera em Peruibe/SP, tivessem entrado na conversa da Azelene, do Advogado indígena Ubiratã Wapichawa enviados pela LLX(Eike), teriam aceitado a oferta para sair e não teriam conseguido a posse permanente das terras!
http://aldeiaindigenapiacaguera.blogspot.com/2011/05/vencemos-eike-batista-e-terra-indigena.html#comments

Anônimo disse...

Os Seminole sao um etnia indigena (indios) na sul do estado Florida nos EUA. Eles sao uma das 564 etnias "reconhecidas" pelo governo dos EUA. (Ha mais do que 700 etnias que nao tem sido "reconhecidas" pelo governo de EUA, e nao tem direitos etnicos). A mitade das etnias "reconhecidas" tem permissao do governo federal para ter casino de jogo de azar para o publico geral nos EUA. Os Seminole tem oito casinos. Dos lucros cada Seminole recebe $ 14,000 renda ao mes. Os Caziques (como todos) nos EUA tem sido elegidos por votacao da etnia. Os Caziques dos Seminoles rebem $ 1 milhao renda no ano. Nos dez anos desde que os Seminole tem rececibido o lucro e a renda para cada um, a expectativa de vida tem baixada de 59.7 a 48.5 anos devido ao consumo de alcol e drogas (a expectatica de vida na Florida no geral e 77.5 anos). Leja o reportagem interesante no Internet "CHIEF BILLIE'S QUIET COMEBACK" para se informar acerca a lutas entre e as problemas dos Seminoles. jan z. volens

Anônimo disse...

O PRESIENTE DA FUNAI devera ser convocado a camara federal em audiencia publica sobre o consumo de bebidas alcoolicas pelos indios brasileiros.
de que adianta presidente da FUNAI ir lá, se noa tem nenhum plano de trabalho no orçamento geral da uniao para se trabalhar o 2º maoir problema que as comunidade indigenas enfrentam.
Venho questinando e mandando planos de execução de açoes de controle de bebidas alcoolicas e alcoolismo para a FUNAI desde o ano de 2005 e, nunca, mas nunca mesmo liberaram um vintem para se ir nas aldeias e falar com so indigenas que, o consumo sem controle de bebidas alccolicas, leva a uma doença chamada alcoolismo que é:cronica, incuravel, leva o individuo à loucura e à morte da pior forma possivel, mata o individuo humilhando-o.
ai, vem com conversa que tem de ser com o controle social da propria comunidade, comunidade insana nao pensa.. tem a insanidade causada pelo alool, tem de trazer toda a comunidade para a serenidade e, assim iniciar uma discusao
Tomara que que elaguem lei isso aqui e repsse ao presidente da FUNAI que, indios morrem a todo momento e o problema do alcoolismo na cadeia de importanica dos indigenista (sem muita paixao) é o 2 depois do problema economico que o indio enfrenta dentro do sistema capitalista. Duvido muito que, nao exita em cada Coordenação ]Regional, pelo menos um servidor disposto a levar essa informação até as aldeias.
na regiao de Tangara da Serra - MT, Larageiras do Sul - PR, Tocantinea - TO, há algum trabalho, se indigenistas da FUNAI nao tem coragem, que se aliem à pastoral da criança que trabalha com as mulheres indigenas e, por elas, tratem o problema social causado pelo consumo de alcool por pessoas da comunidade (geralmente o homem bebe mais) nao é regra, fora das aldeias, as mulheres ja empatam com os homens no conumo de bebidas alcoolicas.

Anônimo disse...

Desvio de verba da Funasa causa tragédia de saúde entre índios do Amapá - Andrei Meireles

Ouça aqui:
http://cbn.globoradio.globo.com/colunas/epoca-em-destaque/2011/05/16/DESVIO-DE-VERBA-DA-FUNASA-CAUSA-TRAGEDIA-DE-SAUDE-ENTRE-INDIOS-DO-AMAPA.htm
__._,_.___

Anônimo disse...

Presidente da Funai. péssimo administrador, não entende nada de gerencionamento e não sabe o que fazer com a FUNAI depois do decreto 7056. Por favor ajudem a salva a FUNAI depois do esfacelamento provocado pela equipe do todo poderoso Marcio Meire. Será que ainda existe esprança?

Anônimo disse...

Não existe esperanças no fim do Tunel do Tempo. Nem índios, nem Papa, nem Congresso, podem definir o futuro.

Anônimo disse...

nÃO EXISTE ESPERANÇA MESMO. A TAL FUNAI É O FIM DO TUNEL. MAS PARA AJUDAR TEMOS A BELEZA DA INDÍGENA AZELENE! BONITONA!

Gilmar Doistempos disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Gilmar Doistempos disse...

Se Azelene é funcionária da Funai, deve ter um
estatuto que determine os critérios pra se exercer
a função. Local, dias e horas. Tem um contrato
com compromisso de fidelidade e não tem que
se queixar do contrato que se propoz a assinar.


Eu, com modo de vida caipira (com uma
vida simples arrebatada das alienações do
consumo e das midias), mas ainda distante
da sabedoria dos verdadeiros indígenas,
pergunto: o que uma india tem a fazer em
New York? Vai ao Village?

Alguem que vai a New York, o vai atras de
dinheiro...

Já nos anos 197X Mario Monicelli atraves
do filme "La mortadella" desmascarou o
glamour de New York, monstrando o submundo
das pessoas de baixa renda. O outro lado da
opulencia, a miseria humana.

Um indio devia saber disso.

Um indio perspicaz perceberia isso de imediato.
Um dos ultimos lugares no mundo onde ele iria,
por uma questão moral, em respeito aos recursos
da natureza que um deslocamento deste custa,
seria New York.

Sobre Azelene me preocupa a denuncia dela
estar envolvida com interesses de Eike Batista.
Conheço-a de vários documentários que vi e
que enobreciam a imagem do povo indigena.
Ficarei decepcionado se confirmar esse fato.
Mais um ente da formação do povo brasileiro,
o indio demagogo, corrupto. Macunaima que
se cuide.

Vi o texto no blog citado por Kalunga, antes
de encontrar essa página. Fui na Wikipedia e
editei o perfil de Azelene fazendo referencia a
denuncia do blog. No mesmo dia, apagaram.

Se ela não tem envolvimento com Eike tem que
esboçar sua defesa com clareza. A atitude que
vi na Wikipedia só me traz a memoria as mais
baixas forjas de fatos e personalidades que já
acompanhei lá, a lembrar a perseguição sofrida
pelo Alfredo Braga nas questões judaicas.

---

Quanto a alguns indios norte americanos,
ganharem dezenas de milhares de dolares mensais,
vale o registro da tragédia que isso representa.
Ele tem gene indigena, mas duvido muito que em 2
gerações os descendentes (se houverem) saibam como
seus antepassados de um seculo atras sobreviviam
apenas com o que o bioma lhes dava. Isto é não
serão mais indigenas. Todo conhecimento será
perdido.

Gilmar Doistempos disse...

http://www.conjur.com.br/2008-jun-30/mpf_suspensao_licenca_porto_brasil?imprimir=1

Texto da Wikipedia reeditado nesta data/hora, adicionando:

Infelizmente a biografia de Azulene não deve omitir o triste episódio da intermediação da desocupação das terras dos índios da reserva Piaçaguera em Peruibe/SP, conforme o excerto abaixo:

"Terras por carros

A Constituição proíbe a remoção dos índios de suas terras, sendo vedada qualquer negociação relativa à posse das áreas terras indígenas. No entanto, o MPF acusa a LLX de induzir os índios a assinarem um documento em que desistiriam da posse de suas terras.

O MPF apurou que a LLX utilizou o antropólogo José Borges Gonçalves Filho, o Cabelo de Milho, para iniciar, de maneira irregular e sem autorização da Funai, o trabalho de aproximação da empresa com as lideranças da comunidade indígena.

Segundo a ação, depois de criar laços com a tribo, o antropólogo levou uma representante da tribo para uma reunião com o advogado Ubiratan de Souza Maia, de origem indígena, que se apresentou como advogado da Funai e mostrou a ela uma série de documentos que demonstravam que a aldeia havia perdido suas terras de modo definitivo, inclusive no Supremo Tribunal Federal, o que não procede.

Como solução para a "perda de terras", Maia e Cabelo de Milho propuseram que a representante indígena convencesse a comunidade a fazer um negócio com a empresa LLX: os indígenas assinariam um documento no qual a comunidade desistiria da posse das terras e a empresa lhes daria uma fazenda produtiva, veículos, salário e outros benefícios.

As conversas com a empresa resultaram num clima de tensão na tribo, dividida entre os que temiam perder suas casas e os que estavam sensibilizados pela proposta da LLX.

O Ministério Público Federal afirma que a coordenadora-geral de defesa dos direitos indígenas da Funai, Azelene Inácio, acompanhou, sem autorização da Funai, o diretor de desenvolvimento da LLX, Salomão Fadlalah, e outros funcionários da empresa na reunião ocorrida na aldeia.Azelene teria ajudado Salomão a convencer os índios, dizendo que não deveriam confiar na Funai, porque a demarcação das terras jamais iria sair.

Diante disso, argumentaram os representantes da empresa que o melhor seria aceitar a oferta, evitando serem despejados sem direito algum. Dias depois, Azelene foi exonerada do cargo que ocupava na Funai. "

Gilmar Doistempos disse...

Não quero fazer assassinato de reputação, mas não
posso permitir que se forge uma reputação.

Errou? Corrija. Pague sua multa/pena e adicione
o episódio ao seu aprendizado de vida.

Querer esconder um deslize desses não tem
perdão. Jogou no lixo uma reputação construida
em anos de documentários que pude ver.

Anônimo disse...

Texto apagado novamente, mais uma vez
reeditado.

Se existe inocência que se processe o
cacique que fez a acusação, que se
processe o MPF.

Estou sem qualquer outro interesse além
da procura da verdade.

Acho estranho que os indios que sabem ler
e acessam a internet não acompanhem esse
assunto polemico. Existe uma india da
tribo de Peruibe (que seria lesada pela
LLX) que frequenta os circulos da USP/SP
e que tem total condição de orientar ou
fazer com que alguem faça esse trabalho.

No mundo em que vivemos não se associa a
verdade aos meios do capital.

Quem se envolve com o capital vende a alma
para o diabo, porque se sujeita as mais
baixas manobras e omissões. Frequento esse
meio e tenho ciência desta verdade.

Meu juizo é que estão tentando forjar em
Azelene uma imagem imaculada de defensor do
indio, que caiu por terra nesse episódio do
porto Brasil da extinta LLX.

Meu comentario na Wikipedia sobre a segunda
remoção:

O texto acima foi apagado em 3 de julho de
2015 pelo IP 177.0.245.111, sob a alegação
"Conteúdo difamatório não aceitável, já que
Azelene Kaingáng provou, através de processo
judicial sua inocência sobre as acusações
constantes nesta página. Caso não sejam
retiradas adotaremos as medidas legais
cabíveis."

A tentativa de intimidação

("Caso não sejam retiradas adotaremos as medidas
legais cabíveis")

não encontra abrigo na atitude dos justos e
corretos.

Se existiu uma defesa, um processo. Publique-o,
na integra.

É necessário que as acusações do cacique Tukumbó
Dyeguaká Robson Miguel (feitas no blog
aldeiaindigenapiacaguera em 3 de maio de 2011),
sejam apuradas e esclarecidas:

"Mas nossa luta não foi fácil, pois tivemos que
lutar contra o 28º homem mais rico do mundo e seu
poderoso Grupo LLX, e até contra fortes lideranças
indígenas que chegaram no carro do Eike Bastista
como: Azelene Kaigang e o Empresário Sr. José
Salomão que junto com o Advogado indígena Ubiratã
Wapichawa se deixaram ser contaminados pelo vírus
da mentira e do dinheiro do poderoso Grupo LLX e
tentaram nos persuadir a vender as terras."

Gilmar.2t 2015.185 20:30

 
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