A aldeia onde índios Apinajé mataram quatro brancos que entraram para retirar um trator da Prefeitura de São Bento do Tocantins foi queimada. Suspeita-se que tenha sido vingança pelas mortes.
Os índios Apinajé estão encurralados em suas terras, sem sair para as cidades vizinhas, e com muito receio de que sejam pegos pelos brancos e assassinados em represália. É uma situação muito ruim.
É preciso que o Ministério Público haja com sensatez, saiba abrir o diálogo com ambas as partes, sem favorecer nem um, nem outro. A situação tem que ser avaliada como um momento de turbação, e ser dada uma solução jurídica. Não pode ser deixada em brancas nuvens. Se não, a coisa piora.
Da parte da Funai, tem que estar ao lado dos índios, mas saber reconhecer que mortes são mortes e respeitar a dor dos familiares e amigos dos mortos..
___________________________________
Aldeia onde 4 foram mortos sofre incêndio
AGÊNCIA FOLHA
Uma aldeia da reserva apinajé em São Bento do Tocantins (TO), onde quatro pessoas foram mortas há duas semanas, foi incendiada na última segunda-feira. Ninguém se feriu.
Lideranças indígenas suspeitam que o incêndio foi provocado por parentes das quatro vítimas. Segundo os apinajés, 11 casas foram destruídas.
A PF investiga o caso. O Ministério Público Federal no TO pediu ao Exército que proteja os apinajés na busca de pertences.
Mostrando postagens com marcador Apinajé. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Apinajé. Mostrar todas as postagens
sábado, 29 de dezembro de 2007
domingo, 16 de dezembro de 2007
Índios matam quatro pessoas no norte de Tocantins
Notícia muito ruim. Provavelmente índios Apinajé, da aldeia Buriti Comprido, são suspeitos de terem matado quatro pessoas que tentavam recuperar um trator da Prefeitura de São Bento que havia sido retido na a aldeia. Os índios querem que suas aldeias recebam energia elétrica e estavam usando esse método para forçar o prefeito e outras autoridades para levar energia.
A matéria abaixo relata que seis pessoas foram à aldeia armados para resgatar o trator, talvez até a mando do prefeito. Lá deram tiros para o alto, provavelmente querendo amedontrar os índios, mas foram pegos e quatro morreram. Não há notícia de algum ter sido baleado.
A Funai local, de Araguaína, vai tentar proteger quem pode ser considerado responsável contra algum possível revide, mas infelizmente o conflito está instalado na região e de um modo muito ruim.
__________________________________________
Índios matam quatro pessoas a pauladas em Tocantins
Colaboração para a Folha Online
Um grupo de índios da aldeia Buriti Comprido, localizada no município de São Bento, norte do Tocantins, matou quatro homens a pauladas na tarde de ontem (15).
De acordo com a 4ª Companhia Independente da Polícia Militar de Araguaina (TO), os quatro homens, que estavam acompanhados de outros dois que fugiram, foram à aldeia para tentar recuperar um trator da Prefeitura de Cachoeirinha que estava há cerca de 15 dias em poder dos índios. O trator havia levado palha de babaçu aos índios, que o apreenderam como forma de reivindicar a instalação de energia elétrica e a construção de uma ponte na aldeia.
Ainda segundo a PM de Araguaina, o prefeito de Cachoeirinha, Messias Pereira de Oliveira, já havia pedido ajuda Polícia Federal e à Funai (Fundação Nacional do Índio) e manteve contato as lideranças indígenas de Buriti Comprido, sem sucesso.
Os seis homens foram enviados à aldeia pelo prefeito e eram amigos e funcionários da prefeitura. No momento em que um deles entrava no trator, outros davam disparos para o alto, até que foram atacados pelos índios com golpes de burduna, espécie de arma artesanal de madeira.
A PM e a PF, que agora investiga o caso, foram à aldeia para a retirada dos corpos, que foram encaminhados ao IML (Instituto Médico Legal) de Araguaina. A devolução de seis armas que estavam em poder dos homens --três revólveres e três espingardas-- ainda está sendo negociada com o cacique da aldeia.
A investigação está sob responsabilidade da Polícia Federal e, de acordo com a PM de Araguaina, que apenas prestou apoio, os índios fugiram para o mato antes da chegada da polícia à aldeia, por isso não houve prisão.
A matéria abaixo relata que seis pessoas foram à aldeia armados para resgatar o trator, talvez até a mando do prefeito. Lá deram tiros para o alto, provavelmente querendo amedontrar os índios, mas foram pegos e quatro morreram. Não há notícia de algum ter sido baleado.
A Funai local, de Araguaína, vai tentar proteger quem pode ser considerado responsável contra algum possível revide, mas infelizmente o conflito está instalado na região e de um modo muito ruim.
__________________________________________
Índios matam quatro pessoas a pauladas em Tocantins
Colaboração para a Folha Online
Um grupo de índios da aldeia Buriti Comprido, localizada no município de São Bento, norte do Tocantins, matou quatro homens a pauladas na tarde de ontem (15).
De acordo com a 4ª Companhia Independente da Polícia Militar de Araguaina (TO), os quatro homens, que estavam acompanhados de outros dois que fugiram, foram à aldeia para tentar recuperar um trator da Prefeitura de Cachoeirinha que estava há cerca de 15 dias em poder dos índios. O trator havia levado palha de babaçu aos índios, que o apreenderam como forma de reivindicar a instalação de energia elétrica e a construção de uma ponte na aldeia.
Ainda segundo a PM de Araguaina, o prefeito de Cachoeirinha, Messias Pereira de Oliveira, já havia pedido ajuda Polícia Federal e à Funai (Fundação Nacional do Índio) e manteve contato as lideranças indígenas de Buriti Comprido, sem sucesso.
Os seis homens foram enviados à aldeia pelo prefeito e eram amigos e funcionários da prefeitura. No momento em que um deles entrava no trator, outros davam disparos para o alto, até que foram atacados pelos índios com golpes de burduna, espécie de arma artesanal de madeira.
A PM e a PF, que agora investiga o caso, foram à aldeia para a retirada dos corpos, que foram encaminhados ao IML (Instituto Médico Legal) de Araguaina. A devolução de seis armas que estavam em poder dos homens --três revólveres e três espingardas-- ainda está sendo negociada com o cacique da aldeia.
A investigação está sob responsabilidade da Polícia Federal e, de acordo com a PM de Araguaina, que apenas prestou apoio, os índios fugiram para o mato antes da chegada da polícia à aldeia, por isso não houve prisão.
terça-feira, 23 de outubro de 2007
Índios Apinajé querem energia elétrica
Se uns derrubam linha de transmissão, outros querem energia elétrica logo.
O jornal de Tocantins vem publicando essa matéria, com variações há três dias. Nenhum jornal nacional deu repercussão. Algo está sendo feito?
__________________________________________________
Índios - Os índios da aldeia Girassol, a cerca de 22 quilômetros de Tocantinópolis, no Extremo Norte do Estado, continuam bloqueando a TO-126. Há cerca de cinco dias, eles reivindicam a instalação da rede elétrica na aldeia, que fica na reserva indígena Apinajé. Os manifestantes deram um novo prazo até amanhã. Caso as obras não começem, ameaçam atear fogo na torre de transmissão instalada dentro da aldeia. A Rede Celtins informou que os trabalhos de topografia já foram finalizados, mas ressaltou que a previsão para o início das obras é novembro.
Escrito por Mércio Pereira Gomes às 08h21
[ (0) Comente ] [ envie esta mensagem ] [ link ]
Guajajara derrubam torre de transmissão elétrica
Como era esperado, para quem conhece os Guajajara, a extinção dos núcleos de apoio de Barra do Corda, sem nenhuma providência de substituição, apenas promessas vãs, deu no que deu, conforme pode ser visto na matéria abaixo, do jornal O Estado do Maranhão.
Há muitos anos os Guajajara vinham ameaçando fazer a derrubada de uma torre das duas linhas de transmissão elétrica que passam pela Terra Indígena Canabrava-Guajajara. Agora chegaram às vias de fato, e a negociação vai ser em bases diferentes, com mais poder de barganha da parte deles.
Fico lamentando pelo indigenista Porfírio Carvalho que certamente será chamado para resolver esse problema.
_________________________________________________________________________
Moradores de Barra do Corda dizem que Guajajaras estariam revoltados pelo descaso da Funai com os indígenas da região
O Estado do Maranhão
Índios guajajaras, da Aldeia Santa Maria, na reserva Cana Brava, localizada a 50 km da cidade de Barra do Corda, distante cerca de 460 km da capital, São Luís, tentaram derrubar ontem uma torre de energia da Eletronorte no município. Os indígenas desparafusaram a base da torre por volta das 7h40 da manhã.
Conforme informações da Eletronorte, a torre não caiu porque ficou suspensa pelos cabos de alta tensão. Apesar disso, a cidade de Barra do Corda não sofreu com a falta de energia, visto que a corrente elétrica foi transferida para outra linha de transmissão da companhia. Os indígenas não permitiram o acesso de técnicos da empresa ao local.
Oficialmente, os motivos da manifestação ainda são desconhecidos. Isso porque nem a Fundação Nacional do Índio (Funai) de São Luís, que é a responsável pelos indígenas na região, foi avisada ou alertada sobre essa manifestação. Entretanto, conforme moradores próximos à aldeia Santa Maria, os índios querem a presença do presidente nacional da Funai, Márcio Augusto de Freitas, para discutir a implementação de duas regionais do órgão nas cidades de Barra do Corda e em Jenipapo dos Vieiras.
Acordo
A criação das duas unidades é fruto de um acordo feito entre os indígenas e a direção nacional da Funai em junho deste ano, após uma série de protestos realizados exatamente na região da aldeia Santa Maria nos meses de maio e junho. Em maio, os indígenas atearam fogo em locais próximos às torres da Eletronorte. Em junho, os guajajaras interditaram as duas vias da BR-226 por aproximadamente 10 dias.
Ainda de acordo com moradores da região, esses pólos regionais da Funai foram apenas discutidos mas, na prática, nunca saíram do papel. Atualmente, os recursos para os indígenas da região de Barra do Corda são geridos pelas regionais da Funai de Imperatriz e de São Luís.
Revoltados com a situação, os índios estariam, inclusive, dispostos a desparafusar ou atear fogo em outra torre da Eletronorte. Também planejam uma nova interdição da BR-226, assim como ocorreu em junho deste ano. Uma equipe da Delegacia Regional de Imperatriz foi à aldeia Santa Maria no fim da tarde de ontem, mas o delegado Afonso Carvalho não conseguiu manter contato com as lideranças do movimento.
O jornal de Tocantins vem publicando essa matéria, com variações há três dias. Nenhum jornal nacional deu repercussão. Algo está sendo feito?
__________________________________________________
Índios - Os índios da aldeia Girassol, a cerca de 22 quilômetros de Tocantinópolis, no Extremo Norte do Estado, continuam bloqueando a TO-126. Há cerca de cinco dias, eles reivindicam a instalação da rede elétrica na aldeia, que fica na reserva indígena Apinajé. Os manifestantes deram um novo prazo até amanhã. Caso as obras não começem, ameaçam atear fogo na torre de transmissão instalada dentro da aldeia. A Rede Celtins informou que os trabalhos de topografia já foram finalizados, mas ressaltou que a previsão para o início das obras é novembro.
Escrito por Mércio Pereira Gomes às 08h21
[ (0) Comente ] [ envie esta mensagem ] [ link ]
Guajajara derrubam torre de transmissão elétrica
Como era esperado, para quem conhece os Guajajara, a extinção dos núcleos de apoio de Barra do Corda, sem nenhuma providência de substituição, apenas promessas vãs, deu no que deu, conforme pode ser visto na matéria abaixo, do jornal O Estado do Maranhão.
Há muitos anos os Guajajara vinham ameaçando fazer a derrubada de uma torre das duas linhas de transmissão elétrica que passam pela Terra Indígena Canabrava-Guajajara. Agora chegaram às vias de fato, e a negociação vai ser em bases diferentes, com mais poder de barganha da parte deles.
Fico lamentando pelo indigenista Porfírio Carvalho que certamente será chamado para resolver esse problema.
_________________________________________________________________________
Moradores de Barra do Corda dizem que Guajajaras estariam revoltados pelo descaso da Funai com os indígenas da região
O Estado do Maranhão
Índios guajajaras, da Aldeia Santa Maria, na reserva Cana Brava, localizada a 50 km da cidade de Barra do Corda, distante cerca de 460 km da capital, São Luís, tentaram derrubar ontem uma torre de energia da Eletronorte no município. Os indígenas desparafusaram a base da torre por volta das 7h40 da manhã.
Conforme informações da Eletronorte, a torre não caiu porque ficou suspensa pelos cabos de alta tensão. Apesar disso, a cidade de Barra do Corda não sofreu com a falta de energia, visto que a corrente elétrica foi transferida para outra linha de transmissão da companhia. Os indígenas não permitiram o acesso de técnicos da empresa ao local.
Oficialmente, os motivos da manifestação ainda são desconhecidos. Isso porque nem a Fundação Nacional do Índio (Funai) de São Luís, que é a responsável pelos indígenas na região, foi avisada ou alertada sobre essa manifestação. Entretanto, conforme moradores próximos à aldeia Santa Maria, os índios querem a presença do presidente nacional da Funai, Márcio Augusto de Freitas, para discutir a implementação de duas regionais do órgão nas cidades de Barra do Corda e em Jenipapo dos Vieiras.
Acordo
A criação das duas unidades é fruto de um acordo feito entre os indígenas e a direção nacional da Funai em junho deste ano, após uma série de protestos realizados exatamente na região da aldeia Santa Maria nos meses de maio e junho. Em maio, os indígenas atearam fogo em locais próximos às torres da Eletronorte. Em junho, os guajajaras interditaram as duas vias da BR-226 por aproximadamente 10 dias.
Ainda de acordo com moradores da região, esses pólos regionais da Funai foram apenas discutidos mas, na prática, nunca saíram do papel. Atualmente, os recursos para os indígenas da região de Barra do Corda são geridos pelas regionais da Funai de Imperatriz e de São Luís.
Revoltados com a situação, os índios estariam, inclusive, dispostos a desparafusar ou atear fogo em outra torre da Eletronorte. Também planejam uma nova interdição da BR-226, assim como ocorreu em junho deste ano. Uma equipe da Delegacia Regional de Imperatriz foi à aldeia Santa Maria no fim da tarde de ontem, mas o delegado Afonso Carvalho não conseguiu manter contato com as lideranças do movimento.
Assinar:
Postagens (Atom)